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Rádio digital é um sistema de radiodifusão de áudio, que se distingue pela emissão de um sinal digital. Atualmente existem quatro sistemas de radiodifusão digital conhecidos com repercussão a nível mundial: IBOC (In-band On-channel), DAB (Digital Audio Broadcasting), DRM (Digital Radio Mondiale) e ISDB-Tsb (Terrestrial sound broadcasting).

Benefícios e oportunidadesEditar

As principais vantagens do rádio digital estão na melhoria da qualidade do som (rádio AM com qualidade de FM e rádio FM com qualidade de CD) e em mais opções para o ouvinte, como letreiros digitais com informações adicionais como notícias e previsão do tempo.[1]

A digitalização do rádio e a parceria com novas mídias oferecem também uso mais eficiente do espectro, interatividade, menor consumo de energia elétrica, possibilidades de novos modelos de negócios e maior participação no mercado publicitário.[2]

Padrões de rádio digitalEditar

Em vários países, os padrões estão sendo estudados, testados e comparados, não havendo um padrão único, como ocorre no caso da rádio analógica. Os critérios para escolha do padrão digital incluem as características do mercado de cada pais (consumidores, emissoras e fabricantes), qualidade técnica das transmissões (robustez, interferências e qualidade do áudio), condições de propagação em solo local (extensão da área de cobertura), ocupação do espectro e compatibilidade dos sinais digitais e analógicos.[2]

IBOC (In-band On-channel)Editar

 
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Ano de criação: aprovação do padrão AM em abril de 2005.

Principais países onde se utiliza: Estados Unidos, México, El Salvador, Tailândia, Indonésia, Nova Zelândia, Brasil, Filipinas, Panamá, República Dominicana e Porto Rico; embora algumas empresas como a Microsoft comecem a impulsioná-lo em países que querem implantar o DAB, como França.

Vantagens: possibilidade de convivência de receptores analógicos e digitais mediante o mesmo sinal recebido.

Inconvenientes: a convivência de ambos os sinais pode produzir sobreposições e, por tanto, perdas qualitativas, menor cobertura que a FM e ao usar a rede de FM não permite uma rede de frequência única.

Bandas de transmissão utilizadas: frequências de 530 a 1710 kHz (AM) e de 87.5 a 108 MHz (FM).

DAB (Digital Audio Broadcasting)Editar

 Ver artigo principal: DAB
 
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Ano de criação: primeiros passos em setembro de 1995 no Reino Unido.

Principais países onde se utiliza: principais países europeus (Noruega, Espanha, Itália, Suécia, Suíça, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido e Bélgica), Austrália e alguns países asiáticos, como a China.

Vantagens: dá uma altíssima qualidade de áudio, sem consumir demasiados recursos. Permite uma rede de frequência única e uma oferta muito mais ampla que na FM.

Inconvenientes: ao contrário do IBOC, não permite “incluir” sinal analógico dentro da mesma largura de banda, o que faz com que o sinal só sirva os recetores digitais.

Bandas de transmissão utilizadas: banda III (dos 174 a 240 MHz) e banda L (dos 1452 a 1492 MHz); esta última é pior porque ao ser a frequência maior perde-se cobertura, nos Estados Unidos é destinada ao uso militar e em Espanha se usará para 4G. Em alguns países pode também transmitir por banda UHF.

DRM (Digital Radio Mondiale)Editar

 Ver artigo principal: Digital Radio Mondiale
 
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O DRM é um sistema criado pelo consórcio do mesmo nome, cuja missão era estabelecer um sistema digital para as bandas de radiodifusão com modulação de amplitude, onda larga (ondas quilométricas), média (hectométricas) e curta (decamétricas), por debaixo de 30 MHz. A 16 de junho de 2003 iniciaram-se as primeiras emissões regulares.

O sistema foi aprovado no ano 2003 pela UIT (recomendação ITU-R BS 1514) e recomendado por esse organismo como único padrão mundial nas bandas entre 3 e 30 MHz (Onda Curta).

Também foi padronizado pela norma IEC-62272-1 e pela ETSI ES-201980.

Atualmente DRM é um padrão para rádio digital que cobre bandas de radiodifusão em amplitude modulada (onda larga, média e curta) e em frequência modulada também conhecido como DRM+.

ISDB-TsbEditar

 
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ISDB-Tsb (Terrestial sound broadcasting) é a norma para a rádio digital terrestre. A especificação técnica é a mesma que ISDB-T. ISDB-Tsb suporta o codec MPEG2, transmitida pela BST-OFDM usando 1 ou 3 segmentos, sendo compatível com o serviço 1Seg de ISDB-T. A sua implementação está planificada para julho de 2011, depois do apagão da televisão analógica e usaria as ditas frequências libertadas (90-108 MHz). A radiodifusão analógica em FM do Japão (que se situa entre 76 e 90 MHz) não seria substituída. O ISDB-Tsb seria um serviço radial complementar ao FM analógico. Efetuam-se transmissões de provas desde o outubro de 2003 em Tóquio e Osaca patrocinadas pela Digital Radio Promotion Association (DRP). Neste caso estão-se usando as frequências correspondentes ao canal 7 em VHF (188-192 MHz).

Rádio digital terrestre no mundoEditar

BrasilEditar

O Ministério das Comunicações está testando e avaliando sistemas de rádio digital e abriu chamada pública em 2009 para envio das avaliações dos sistemas atualmente existentes.[3]

Algumas emissoras já operam o sistema digital de rádio em caráter experimental.

Testes com os sistemas americano e europeu irão definir a melhor proposta em conformidade com a realidade brasileira.[4]

PortugalEditar

Os projetos para a emissão Digital através do sistema DAB iniciaram-se em Portugal, no final dos anos 80, e a partir de 1992 estabeleceram-se as bases para a implementação de um sistema de recepção com qualidade de som equivalente à do CD áudio.[5] Em 1998, a RDP iniciava as transmissões em DAB por ocasião da abertura da Expo 98,com três emissores em Lisboa, Arrábida e Serra de Montejunto, constituindo uma pequena rede de frequência única e um outro emissor no Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia, junto à cidade do Porto.[6]

Aquilo que a RDP planeava fazer, em termos de cobertura Digital, prolonga-se até 2006, com a cobertura dos Açores o que, a acontecer, faria com que Portugal fosse o primeiro país da Europa a ter uma cobertura integral de DAB.

Para além dos emissores digitais, a RDP teve de instalar uma rede de feixes hertzianos de transporte de sinal. É uma rede que teve sobretudo em linha de vista a distribuição do sinal DAB e que custou 4 milhões de euros. O investimento total do projecto cifrou-se em cerca de 11 milhões e 500 mil Euros inteiramente financiado pelos próprios meios da RDP, sendo cerca de 8,5 milhões de euros para o continente, 1 milhão de euros para a Madeira e 2 milhões para os Açores.

Desligamento do rádio analógicoEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Criado conselho para planejar rádio digital». Jornal do Comércio. RJ, BR: Ministério das comunicações. Agência Estado. 15 de março de 2007 
  2. a b Martins, Roberto Pinto (22 de novembro de 2007). «Rádio Digital» (PDF). Brasília, DF, BR: Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal 
  3. «Ministério abre chamada pública para rádio digital». Brasília, DF, BR: Ministério das Comunicações. ASCOM. 22 de maio de 2009 
  4. «Hélio Costa assina portaria para escolha do Rádio Digital brasileiro». Brasília, DF, BR: Ministério das Comunicações. ASCOM. 19 de maio de 2009 
  5. Cordeiro, Paula. «A Rádio em Portugal — um pouco de história e perspectivas de evolução» (PDF). Universidade do Algarve 
  6. de Melo, Rui. «Rádio Digital – Com emissores mas sem ouvintes em Portugal» (PDF). PT: Universidade Fernando Pessoa. Consultado em 9 de fevereiro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 4 de setembro de 2004 
  7. Cost-Benefit Analysis of Radio Switchover (PDF), UK: Culture language = en 
  8. «Norway sets date for FM Switch Off» (PDF), World DAB (em inglês) .
  9. «Denmark goes DAB in 2019» (PDF), World DAB (em inglês) .
  10. «Migrazione al digitale: la Svizzera spegnerà l'FM entro il 2024», Google, Radio la Wendel (em italiano), 2014-5  Verifique data em: |data= (ajuda).
  11. «La Radiodifusión Checa apuesta por las transmisiones digitales», CZ, Radio (em espanhol) .
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