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Rafael Marques
Nascimento 31 de agosto de 1971 (48 anos)
Luanda
Cidadania Angola
Ocupação jornalista
Prêmios Prêmio da Coragem Civil, Prêmio Integridade

Rafael Marques de Morais (Luanda, 31 de Agosto de 1971) é um jornalista investigativo e ativista político[1][2] de Angola que se tornou internacionalmente conhecido por seus relatos sobre a indústria de diamantes e a corrupção no governo de Angola. Mantém um website anticorrupção denominado Maka Angola.[3]

AtividadesEditar

Entre 1998 e 2004 trabalhou para a Open Society Foundations, do magnata George Soros, em projetos de apoio a educação, comunicação social, democracia e direitos humanos em Angola, atuando em colaboração com o Ministério da Educação do país. Em janeiro de 2005, desligou-se da Open Society.[4][5]

Por duas vezes, o jornalista foi processado em razão da atividade jornalística. Na primeira vez, a ação foi movida pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, após a publicação do artigo "O baton da ditadura", em 2000.[6] No texto, Marques responsabiliza Santos pelo "descalabro das instituições do Estado", acusando-o de promover a incompetência, o peculato e a corrupção "como valores sociais e políticos." Por essas acusações, Rafael Marques foi condenado a seis meses de prisão. Já na cadeia, o jornalista recusou alimentar-se durante vários dias em protesto por ter sido impedido pelas autoridades de se encontrar com a sua advogada e com a sua família. Mais tarde, foi colocado em liberdade sob fiança, mas a polícia impediu-o de sair do país ou falar com jornalistas. Alguns anos depois, foi novamente processado, agora em Portugal, por difamação, em razão das denúncias contidas em seu livro Diamantes de Sangue. A ação foi movida pela Sociedade Mineira do Cuango Ltda. - empresa sediada em Luanda e que explora diamantes na bacia do rio Cuango, na província de Lunda Norte - e pela Teleservice, uma empresa de segurança privada. O processo acabou sendo arquivado em 2013, por falta de provas, a pedido do Ministério Público português.[7]

Mais recentemente, Marques foi novamente processado em razão do conteúdo de seu livro, "Diamantes de Sangue". Dessa vez, a principal acusação é "denúncia caluniosa" contra o presidente José Eduardo dos Santos, sendo que ação foi movida por sete generais, dentre os quais Hélder Vieira Dias Kopelipa, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente República de Angola, e dois antigos chefes do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, João de Matos e Armando da Cruz Neto. Rafael Marques foi a julgamento em 24 de março de 2015 no Tribunal Provincial de Luanda.[8] Porém, o julgamento acabou sendo suspenso até ao dia 23 de abril, porque foram apresentadas novas queixas sem que o arguido tivesse sido notificado.[9][10]

PublicaçõesEditar

PrémiosEditar

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar