Rebeca

personagem bíblica

Rebeca (do hebraico, significa mulher que prende os homens com sua grande beleza, ou união, aquela que une רִבְקָה, transl. Rivqá), é uma matriarca bíblica do Antigo Testamento, era filha de Betuel, irmã de Labão, mulher de Isaque e mãe de Jacó e Esaú. É também sobrinha em segundo grau de Abraão.

Rebeca
Rebeca representada em uma pintura.
Matriarca
Progenitores Pai: Betuel
Veneração por Igreja Católica
Judaísmo
Beatificação
Canonização
Festa litúrgica 23 de setembro
Atribuições Ancestral dos Israelitas
Gloriole.svg Portal dos Santos

Conforme o relato bíblico, Rebeca teve que decidir entre ficar com sua família ou ir se arriscar ao amor.

O encontro com IsaqueEditar

 
Gustave Doré - Eliézer e Rebeca

Rebeca foi descoberta por Eliezer, servo de Abraão, que se comprometeu a encontrar uma esposa para Isaque, entre os parentes do patriarca hebreu. Ao se aproximar da cidade onde viviam os familiares de Abraão, Eliezer parou próximo a um poço e orou a Deus pedindo um sinal que permitisse a ele identificar a jovem escolhida para se casar com Isaque. O servo de Abraão pediu que aparecesse uma donzela de grande formosura que daria de beber água a ele e aos seus camelos antes de a si própria (Gênesis 24,43-46), coisa que não é normal até os dias de hoje. O dote de Rebeca foi o de maior proporção e riquezas da época. Foram oferecidos dez camelos (Gênesis 24,10) e vários utensílios de ouro. Após ter saciada sua sede e a de seus camelos, Eliezer imediatamente deu a Rebeca um pendente e duas pulseiras de ouro (Gênesis 24,47), e o resto do tesouro foi para o seu pai Betuel.

TalentosEditar

Rebeca era ótima cozinheira, e ensinou tudo a seu filho Jacó que, por sua vez, era muito parecido com a mãe, e estava atento a todas as coisas que Rebeca fazia.

 
Isaque, e Jacó se apresentando como Esaú. Gravure de Gustave Doré

Rebeca tinha certeza de que Jacó era o verdadeiro herdeiro da bênção de Deus, pois soubera ela interpretar a profecia "o maior servirá ao menor." (Gênesis 25,23) Ora, Esaú de fato era o maior e mais forte, era de grande estatura, e seu corpo era peludo (Gênesis 25,25), mas não dava muita importância à primogenitura e chegou a trocá-la por um prato de lentilhas (Gênesis 25,34). Além disso, tomava para si mulheres estrangeiras (Gênesis 26,34), o que aborrecia sua mãe.

Rebeca ensinou também a Jacó o valor de sua parentela (Gênesis 26,35), entre a qual ele tomaria para si suas esposas (que, no futuro, seriam as sobrinhas de Rebeca, a bela Raquel e sua irmã Lia).

BênçãosEditar

Rebeca tinha certeza de que estava fazendo a vontade de Deus quando aconselhou Jacó a se passar por Esaú e receber as bênçãos da primogenitura (Gênesis 27,6-17). Jacó então recebeu todas as bênçãos de Deus e se tornou o pai da nação de Israel, junto os patriarcas Abraão e Isaque, seu avô e pai, respectivamente.

MorteEditar

Rebeca adoeceu durante o exílio de Jacó na casa de seu irmão Labão, e morreu durante o retorno de Jacó a Canaã com sua grandiosa família, empregados, e possessões. Débora foi quem cuidou de Rebeca até o seu falecimento.

Rebeca morreu em um lugar que Jacó chama de Alon Bachut (hebraico: אלון בכות), “carvalho do pranto”. A Bíblia só fala a respeito da morte de Débora, ama de Rebeca (Gênesis 35,8). De acordo com o Midraxe, o formulário plural da palavra Alon Bachut traduz uma "tristeza em dobro", indicando que Rebeca também teria morrido neste lugar.

Conforme a tradição, Rebeca foi enterrada na caverna dos Patriarcas, em Hebrom.

Referências