ჰერეთის სამეფო
Reino da Herécia
893 – 1020
Continente Ásia
Região Cáucaso
País  Geórgia
 Azerbaijão
Capital Shaki
Língua oficial georgiano
albanesa caucasiana
Governo monarquia
História
 • 893 Fundação
 • 1020 Dissolução

O Reino da Herécia (em georgiano: ჰერეთის სამეფო) foi um reino medieval existente na região do Cáucaso, próximo da Albânia. Seu território, atualmente, corresponde ao canto sudeste da Geórgia (região da Caquécia) e uma parte dos distritos do noroeste do Azerbaijão.[1]

História editar

A área foi habitada em tempos mais antigos por Hers, Sujes, Tchilbes e Lebins. Coletivamente chamados de herécios, essas tribos caíram sob o domínio da Albânia. O Reino de Herécia foi povoado por albaneses (não se deve confundir com os atuais albaneses da República da Albânia, no leste da Europa), caucasianos do Daguestão, armênios, persas e georgianos. Tinham prósperas cidades que mantinham comércio com a Pérsia e Armênia.[1]

Com o seu declínio, a área foi gradualmente incorporada no Reino da Ibéria, formando um de seus ducados (saeristavo) no século V, e seus habitantes foram finalmente assimilados aos georgianos. Foi quando o nome "Herécia" apareceu pela primeira vez nas escritas georgianas. De acordo com relatos tradicionais, o nome da província era oriundo dos Heróis lendários patriarcais, como o filho de Tárgamo, que fundou a cidade de Herécia (mais tarde conhecido como Coranta) no Rio Alazani.[1]

 
O Cáucaso em 850

Como recompensa pela contribuição na luta contra os ocupantes árabes, a Ibéria deu Herécia à família nobre Bagrationi entre 740 e 750 Os senhores feudais herécios estenderam seus feudos e, em 787, estabeleceram um principado independente ( Samtavro) com capital em Shaki. O principado ganhou força e prestígio significativo, permitindo ao príncipe Hamão ser coroado rei. Alarmado com o crescente poder do reino da Herécia, Círico I (r. 892–918), o governante do principado vizinho da Caquécia, aliou-se com o rei Constantino III da Abecásia e, em 915, atacou o rei Adarnases II Patrício da Herécia (r. 897–943). Os aliados ocuparam e dividiram o reino, mas por um curto período de tempo, já que Adarnases Patrício logo reconquistou o que havia sido perdido. Já sob o reinado de Iscanique (943-951), Herécia foi forçada a reconhecer a supremacia do vizinho mais forte, Principado de Deilão, governado pela dinastia salárida (Azerbaijão iraniano). Em 950, Iscanique aproveitou a amarga luta pelo poder na dinastia salárida, e deixou de pagar tributos ao principado vizinho, efetivamente restaurando a sua independência. Foi durante o seu reinado que os herécios abandonaram sua fé monofisista para converter-se ao Cristianismo Ortodoxo da Geórgia.[1][2]

O próximo governante herécio, João Senaquerim (951-959), adicionou ao reino o antigo reino albanês e o leste da atual Geórgia, uma área montanhosa conhecida como Tzanária. Após sua morte, Círico II tornou-se rei, governando até sua morte, em 976 A área, em seguida, foi disputada entre o seu sucessor, David (976-1010), e o rei georgiano Pancrácio III, que procurou reunir todas as terras georgianas em uma única monarquia. O próximo governante caquécio, já intitulado como o rei Círico III, o Grande (r. 1010–1037) finalmente absorveu Herécia em seu reino, na década de 1020. Quando o rei georgiano Davi, o Construtor trouxe o reino para o seu controle em 1104, Herécia tornou-se um ducado dentro do reino georgiano. O controle georgiano da Herécia foi interrompido pelo Império Corásmio, que mais tarde culminou no Ilcanato. A monarquia da Geórgia foi unificada em 1466, e Herécia passou aos domínios da coroa novamente. Posteriormente, o nome do próprio antigo reino desapareceu gradualmente a partir dos registros históricos e uso público, em parte devido às regras safávidas, afexáridas e otomanas.[1][3]

Referências