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Restinga Sêca

Município do estado do Rio Grande do Sul, Brasil
(Redirecionado de Restinga Seca)
Disambig grey.svg Nota: "Restinga Seca" redireciona para este artigo. Para o distrito do município de Santo Ângelo, veja Restinga Seca (Santo Ângelo).

Restinga Sêca é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, cuja emancipação política deu-se pela Lei nº 3.730 de 25 de março de 1959, assinada pelo então governador gaúcho, Leonel de Moura Brizola, e publicada no Diário Oficial de 30 de março de 1959.

Município de Restinga Sêca
"Coração Gaúcho"
Bandeira de Restinga Sêca
Brasão de Restinga Sêca
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 25 de março
Fundação 25 de março de 1959 (60 anos)
Gentílico restinguense
CEP 97200-000
Prefeito(a) Paulo Ricardo Salerno (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Restinga Sêca
Localização de Restinga Sêca no Rio Grande do Sul
Restinga Sêca está localizado em: Brasil
Restinga Sêca
Localização de Restinga Sêca no Brasil
29° 48' 46" S 53° 22' 30" O29° 48' 46" S 53° 22' 30" O
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Restinga Sêca IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Formigueiro, Agudo, Dona Francisca, São João do Polêsine, Cachoeira do Sul e Santa Maria
Distância até a capital 285 km
Características geográficas
Área 961,791 km² [2]
População 15 850 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 16,48 hab./km²
Altitude 49 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,683 médio IBGE/2010[4]
PIB R$ 221 245,982 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 874,70 IBGE/2008[5]

HistóriaEditar

O município de Restinga Sêca, como a maioria dos municípios do Rio Grande do Sul, originou-se do processo de doação de Sesmarias. A sesmaria dos Martins Pinto, em que se desenvolveu o distrito de São Miguel, ao lado das terras de Jerônimo Dornellas de Souza, Antônio Gonçalves Borges e Antonio Rodrigues configuram a gênese do território restinguense: “a cidade de Restinga Seca, consta pela primeira vez num documento oficial em 1817”. [6][7]

O desenvolvimento do município está intimamente associado ao desenvolvimento da Colônia de Santo Ângelo, que fora instalada em 1857 e, aos poucos, os agenciadores começaram a adquirir terras no outro lado do rio Jacuí, nas propriedades da família Martins Pinto, revendendo-as aos colonos germânicos. Assim, nasceu o povoado de São Miguel (que, naquele tempo, abarcava também Vila Rosa).[8]A localidade de São Miguel, inicialmente, foi a sede do Quarto Distrito de Cachoeira do Sul, que, anos mais tarde, seria transferida para Restinga Sêca, núcleo populacional que se desenvolveria com o advento da linha férrea e que constituiria a gênese da atual cidade.

Por pertencer política e administrativamente a Cachoeira do Sul, a história de Restinga Sêca está ligada àquela cidade em termos administrativos, sociais, culturais, religiosos etc.[9]

Com a construção da Estrada de Ferro Porto Alegre-Uruguaiana, em 1885, os comerciantes da região, capitaneados por Domingos Gonçalves Mostardeiro, de Dona Francisca, postularam a construção de um estação ferroviária no povoado, originariamente, chamado Caixa d'água, o que aconteceu no final do século XIX. A partir dali, a comunidade desenvolveu-se, surgiram hospedarias, armazéns, pequenas indústrias, farto comércio, dinamizou-se a vida pública e, em 1959, ocorreu a emancipação.[10]

Restinga Sêca está localizada na região central do estado e integra a Quarta Colônia de Imigração Italiana do Rio Grande do Sul, por questões econômicas, políticas e culturais.[11] [12]Sua população na maioria é formada por descendentes de portugueses, italianos,alemães, negros. Entre as famílias que colaboraram para o desenvolvimento do município, podem ser citadas as famílias Comin e Bisognin (descendentes de italianos), Bischoff, Diemer, Rohde, Schwert, Prade (ascendência germânica).

Localiza-se a uma latitude 29º48'48" sul e a uma longitude 53º22'30" oeste, estando a uma altitude de 49 metros. Sua população estimada em 2009 era de 15 885 mil habitantes, segundo o IBGE.

TurismoEditar

Balneário das TunasEditar

Em 1972, o Executivo Municipal adquiriu uma área na localidade do Passo das Tunas, situada às margens do rio Vacacaí Grande, com o propósito de urbanizá-la com vistas à formação de um balneário. A aprovação foi concedida, naquele ano, pela Câmara Municipal de Vereadores. Mais tarde, em 1974, foi criada a zona urbana.[10]

O balneário encontra-se, portanto, no Passo das Tunas, distante 13 km do centro do município de Restinga Sêca, por ligação asfáltica, na divisa com o Município de Formigueiro, é um dos mais belos e visitados balneários da região central do Estado. Dispõe de uma boa infra-estrutura, com banheiros públicos, chuveiros ao ar livre, posto de atendimento da Brigada Militar, salva-vidas, atendimento ambulatorial, além de mercados, lancherias, bares, restaurante, sorveterias, diversas lojas de variedades, cancha de bocha, áreas para futebol de areia, vôlei, etc. Em sua vasta área verde, localiza-se o camping, com área total de 32.895m2, com capacidade para 400 barracas, contando com abastecimento de água potável. Fora da área de camping há 225 residências. Durante a temporada de veraneio há uma intensa programação de eventos, dentre shows, concursos de beleza, campeonatos de esportes, como vôlei, futebol, canoagem, etc.[13] [14] A extensa faixa de areia à beira d’água permite aos turistas aproveitarem ao máximo o sol, intercalando com os banhos, protegidos por salva-vidas.[15]


 
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Cruz LuminosaEditar

A Cruz Luminosa é um monumento cristão que existe em várias partes do mundo e a sua existência corresponde a vários testemunhos de energia espiritual naqueles locais em que ela está instalada.

Em Restinga Sêca, a Cruz Luminosa foi inaugurada em 31 de outubro de 1998[16] e foi a primeira Cruz Luminosa erigida no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Ela tem 7, 38 metros de altura, o que corresponde à centésima parte da altitude do Monte Calvário, em que Jesus foi crucificado.

A ideia da Cruz Luminosa nasceu, segundo consta, de uma revelação em que o próprio Jesus teria pedido a uma mulher, Madalena Aumont, senhora francesa, mãe de família, que mandasse erguer uma cruz na pequena aldeia em que morava e, mais tarde, novas cruzes fossem erguidas pelo mundo.

"Cada cruz será colocada como uma sentinela que vos vigia, porque a cidade onde for edificada uma Cruz está sob a minha proteção - de Jesus - e eu mesmo vigiarei de perto aqueles que irão ainda hesitar em me seguir".

Quando a Cruz Luminosa foi inaugurada em Restinga Sêca, aconteceu uma procissão luminosa que foi da cidade até a localidade de Lomba Alta, onde ela está situada numa colina, para pedir proteção, assistência espiritual aos restinguenses e ao mundo e glorificar a Deus e à Virgem Maria. No mesmo dia, foi realizada uma missa campal, em volta da Cruz, que foi presidida pelo então pároco de Restinga, Padre Armindo Bolson.

A Cruz Luminosa, assim como o espaço em sua volta e a Capelinha de Nossa Senhora estão sob administração da Mitra Diocesana de Santa Maria[17], o que significa que, diretamente, a Paróquia Sagrado Coração de Restinga Sêca é responsável pelo local e pelo monumento sagrado.[18]

Igreja Matriz Sagrado Coração de JesusEditar

A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus foi criada no dia 28 de agosto de 1938 pelo Decreto Eclesiástico de Dom Antônio Reis. Foi desmembrada da Freguesia Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira do Sul, que se achava vinculada à Diocese de Santa Maria, que fora criada em 1910.

Até 1938, Restinga Sêca era atendida por padres da Paróquia de Cachoeira do Sul, como D. Luiz Scortegagna, que foi o primeiro padre responsável pelos fiéis restinguenses. Contudo, as visitas eram escassas, registrando-se intervalos de até quatro anos.[10]

Assim, foi criada a nova Paróquia, que ficava ligada à Diocese de Santa Maria. O primeiro padre nomeado para Restinga Sêca foi Padre Aparicio Menezes de Oliveira, que atuou na Paróquia durante 10 anos. Na ocasião, também "foram nomeados os novos fabriqueiros da matriz e das capelas filiais que prestaram juramento de fidelidade e íntima cooperação com o novo vigário em prol da paróquia". [16]

Prédio Miguel de PattaEditar

O médico italiano Michele de Patta, após a Primeira Guerra Mundial, transferiu-se para o Brasil, passando por cidades como Rio de Janeiro, vivendo, depois, durante muitos anos no Rio Grande do Sul: em Porto Alegre, Garibaldi, Anta Gorda, Rio Pardo. Em meados da década de 1920, a convite de amigos, passou a morar em Restinga Seca, onde passou a clinicar.

Na sequência, comprou um terreno e ali construiu um prédio que, no andar superior, servia como residência de sua família e, no térreo, havia uma clínica/hospital, em que o médico oferecia consultas e internações. O médico atendia, então, localidades vizinhas, mas, o crescimento dos filhos e as condições financeiras obrigaram-no a transferir-se para Santa Maria e, mais tarde, para cidades catarinenses.[19]

No local, o prédio Miguel de Patta[20], posteriormente, funcionou a Escola Estadual de Ensino Fundamental Francisco Manoel, que era, na época, uma das poucas escolas existentes no município, no modelo grupo escolar. Em 1954, com a criação do Hospital de Caridade São Francisco, o prédio abrigou aquela instituição até a construção de sua sede própria, situada à rua Moisés Cantarelli.

Com a emancipação do município, em 1959, ali instalou-se a Prefeitura Municipal de Restinga Seca, cujo primeiro prefeito foi Eugênio Gentil Müller.[10] A sede do Executivo municipal funcionou naquele local até o final dos anos 1990, quando foi transferida para o Centro Administrativo Waldemar Arthur Drews.

O prédio foi denominado, posteriormente, Casa de Cultura Iberê Camargo[21] e, na atualidade, aguarda a liberação de verbas para a sua restauração.[22] [23]

Outros pontos turísticosEditar

Estação Ferroviária de Restinga Sêca (na cidade), de Estiva e de Jacuí (interior do município); Buraco Fundo; Monumento à Imigração Alemã; Ponte do Império ou Ponte sobre o Passo Geral do Jacuí.

Filhos ilustresEditar

ComunicaçõesEditar

Restinga Sêca possui três rádios: a Rádio Nossa FM 97,7; Rádio Integração FM 98,5 e Rádio Comunitária 104.9 FM.

Restinga Sêca possui dois jornais locais, Jornal Integração (site de notícias) e Tribuna de Restinga(online), sendo também uma referência o Diário de Santa Maria.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «IBGE-IDH de Restinga Sêca, RS». 2010. Consultado em 15 de outubro de 2018 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. BEZZI,, Meri Lourdes (2006). «Identidade cultural e organização do espaço na microrregião geográfica de Restinga Seca-RS». Sociedade & Natureza/UFU v. 18, n. 34, p. 63.76 
  7. MOSTARDEIRO FILHO, Domingos (15 de janeiro de 1961). «História da Vila de Restinga Seca». O Mirim, jornal municipal que circulou entre 1961 e 1973 
  8. WERLANG, William (1997). História da Colônia Santo Angelo. Agudo/RS: Editora Werlang. 133 páginas 
  9. SCHUH, Angela Schumacher; CARLOS, Ione Maria SanMartin (1991). Cachoeira do Sul em busca de sua história. Porto Alegre: Martins Livreiro Editor. 204 páginas 
  10. a b c d OLIVEIRA, Lacy Cabral (1983). Evolução histórica, política e administrativa do Município de Restinga Seca. Restinga Seca/RS: Edição própria 
  11. MARIN, Jerri Roberto (1999). Quarta Colônia novos olhares. Porto Alegre: Editora EST. 98 páginas 
  12. PADOIN (org.), Maria Medianeira (2019). Imigração e Quarta Colônia Nova Palma Pe. Luizinho. Santa Maria/RS: Editora UFSM. 544 páginas 
  13. GARCIA, Luis (28 de dezembro de 2018). «Balneário das Tunas apresenta programação para os veranistas». Jornal do Garcia. Consultado em 18 de novembro de 2019 
  14. PARREIRA, Patricia (22 de janeiro de 2019). «Interseleções de Futebol de Areia do Balneário Passo das Tunas é adiado». Rádio Agudo. Consultado em 19 de novembro de 2019 
  15. DAHLKE, Alex (2013). Praia das Tunas. São Paulo/SP: LP-Books 
  16. a b «Sagrado Coração de Jesus». https://paroquia-s-coracao-de-jesus.webnode.com. 17 de fevereiro de 2013. Consultado em 21 de agosto de 2019 
  17. «Cúria Metropolitana de Santa Maria». Arquidiocese de Santa Maria. Consultado em 20 de novembro de 2019 
  18. PRASS, Elisana (30 de outubro de 2017). «Aniversário da Cruz Luminosa em Lomba Alta». Jornal Integração Regional Restinga Seca/RS 
  19. PILLAR, Igea Lucia de Patta (2004). Da Calábria ao Brasil: A história de um médico italiano. Porto Alegre: sem editora 
  20. «Dá nome de Dr. Miguel de Patta a um prédio de nossa cidade». 27 de março de 2017. Consultado em 20 novembro de 2019 
  21. «Jacoby discute criação da Casa de Cultura Iberê Camargo em Restinga Seca». Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 22 de julho de 2005. Consultado em 20 de novembro de 2019 
  22. «Conselheiro Estadual de Cultura esteve reunido em Restinga Seca». Rádio e Jornal Integração. 28 de junho de 2016. Consultado em 20 de novembro de 2019 
  23. CABRAL, J. (30 de outubro de 2018). «Prédio Miguel de Patta será reformado em 2019». Tribuna de Restinga. Consultado em 20 novembro de 2019 

Ligações externasEditar