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Samba
Samba (PRT/BRA)
 França
2014 •  cor •  118 min 
Realização Olivier Nakache
Éric Toledano
Produção Nicolas Duval-Adassovsky
Laurent Zeitoun
Yann Zenou
Argumento Olivier Nakache
Éric Toledano
Elenco Omar Sy
Charlotte Gainsbourg
Tahar Rahim
Izïa Higelin
Género drama
comédia
Música Ludovico Einaudi
Direção de fotografia Stéphane Fontaine
Edição Dorian Rigal-Ansous
Distribuição Gaumont (França)
Zon Lusomundo (Portugal)
Lançamento Canadá 7 de setembro de 2014 (Festival Internacional de Cinema de Toronto)
França 15 de outubro de 2014
Portugal 26 de março de 2015
Brasil 9 de julho de 2015
Estados Unidos 24 de julho de 2015
Idioma francês
árabe
inglês
português
russo
sérvio
Orçamento $ 20.000.000,00
Receita $ 24.300.000,00
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Samba é um filme francês de 2014 dirigido e escrito por Olivier Nakache e Éric Toledano, com Omar Sy, Charlotte Gainsbourg, Tahar Rahim e Izïa Higelin nos principais papéis. O filme aborda a questão dos imigrantes irregulares na França.

SinopseEditar

Samba é um imigrante do Senegal que vive há 10 anos na França, trabalha em um restaurante como lavador de pratos, mas tem problemas com a imigração e acaba por ser preso. Alice é uma executiva que sofreu uma crise de burnout devido ao trabalho excessivo e, agora, trabalha como voluntária em uma ONG que ajuda imigrantes em situação irregular como parte de seu tratamento. Duas vidas com poucas perspectivas que se cruzam e iniciam um relacionamento insólito.

ElencoEditar

Prêmios e indicaçõesEditar

IndicaçõesEditar

  César

  Prix Lumière

Recepção pela críticaEditar

O filme recebeu críticas variadas.

  • O site estadunidense Rotten Tomatoes deu uma porcentagem de 63% em 10 críticas feitas com um nota de 5,6. O também site estadunidense IMDb deu ao filme a nota 6,7.
  • No site brasileiro Observatório do Cinema, o crítico João Carlos Correia deu uma cotação de três e meio de cinco estrelas e cita a diferença entre os filmes Intocáveis e Samba: "A diferença (...) começa na forma como o tema de cada filme é tratado: no primeiro, o tema da deficiência física, embora considerado “pesado”, é tratado de forma descontraída, sem grande drama e sem ser piegas, com humor (...). Já em Samba, o tema dos imigrantes irregulares é tratado de forma mais séria, embora sem abdicar do humor (...). A vida desses imigrantes (...) é vista igualmente sem apelar para o dramalhão e a pieguice, de forma sóbria, mas sem ser tediosa". Faz notar que "O filme mostra que países europeus como a França ainda tem uma relação mal resolvida com suas antigas colônias na África, Ásia e América. Isso se reflete no tratamento dado aos imigrantes: vistos com desconfiança (...), tendo que submeterem-se a sub-empregos (...) e concentrando-se em guetos ou nos campos de detenção". Conclui dizendo que "Em uma época na qual a Europa (...) sofre com a crise financeira que teima em não terminar, com medidas de austeridade que aumentam o desemprego e cortam benefícios sociais e trabalhistas, políticas neoliberais que exigem que as pessoas trabalhem o máximo ganhando o mínimo e acabam por gerar muitos casos de “burnouts”, com a União Europeia querendo restringir a sua política de imigração tanto para imigrantes legais como ilegais e o aumento da xenofobia, o filme é, simultaneamente, um registro de seu tempo e também um alerta".[3]
  • O crítico Francisco Russo, do também site brasileiro AdoroCinema, deu ao filme uma cotação três de cinco estrelas e disse que "Se por um lado os diretores demonstram que fizeram o dever de casa ao esmiuçar como funciona o serviço francês de atendimento ao imigrante, (...) por outro o filme apenas encontra algum brilho quando ressalta o quanto a cultura local do imigrante precisa ser suprimida para que este possa ser aceito pela sociedade do país em questão. Esta negação implícita da diversidade é o ônus pago para que se possa levar uma vida como fantasma, sem despertar a atenção de qualquer autoridade ou até mesmo de cidadãos comuns que, incomodados, possam denunciá-lo. Retrato do mundo atual, onde o diferente nem sempre é bem recebido". Faz notar que "É curioso reparar que, como num surto, Samba muda radicalmente de tom em sua reta final. Mesmo sem jamais deixar de lado o drama social, o filme envereda rumo à comédia romântica (...)". Conclui dizendo que "Samba acaba se tornando um filme menor do que insinuava a princípio. Por mais que seja agradável e traga mensagens de cunho social, a valorização do lado cômico e os clichês inevitáveis que carrega consigo fazem com que o tema central, sobre a imigração, perca relevância".[4]

Referências

Ligações externasEditar