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"Sangue Latino"
Canção de Secos & Molhados
do álbum Secos & Molhados
Lançamento 1973
Gênero(s) MPB, Folk
Duração 2:07
Gravadora(s) Continental
Letra João Ricardo/Paulo Mendonça
Produção Moracy do Val
Faixas de Secos & Molhados
-
"O Vira"
(2)

"Sangue Latino" é uma canção escrita por João Ricardo e Paulinho Mendonça, lançada no primeiro álbum de 1973 do Secos & Molhados. A canção foi escolhida pela revista Rolling Stone Brasil como a quadragésima Maior Música Brasileira de todos os tempos.[1]

CançãoEditar

A música começa com um toque de baixo memoravel, tocado por Willy Verdaguer. Sua letra alude à "condição latino-americana, os 'descaminhos' dos povos desse continente, bem como a sua capacidade de resistir", e é vista como uma intenção do grupo de conciliar o engajamento estético da década de 60 com o clichê dos hits internacionais.[2] Além de ser uma das mais famosas do grupo, foi uma das mais tocadas nas rádios da época, ao lado de "O Vira".[3] Quando o disco foi lançado na Argentina e no México, foi realizada uma versão em espanhol chamada "Sangre Latina".

A música pode ser ouvida na sequência de abertura do seriado Magnífica 70, produzido pela HBO Brasil.


LetraEditar

Sangue Latino

Jurei mentiras E sigo sozinho Assumo os pecados Uh! Uh! Uh! Uh!

Os ventos do norte Não movem moinhos E o que me resta É só um gemido

Minha vida, meus mortos Meus caminhos tortos Meu Sangue Latino Uh! Uh! Uh! Uh! Minh'alma cativa

Rompi tratados Traí os ritos Quebrei a lança Lancei no espaço Um grito, um desabafo

E o que me importa É não estar vencido Minha vida, meus mortos Meus caminhos tortos Meu Sangue Latino Minh'alma cativa

Outras versõesEditar

  • Ney Matogrosso fez várias apresentações desta canção em sua carreira solo.
  • O grupo gaucho de rock Nenhum de Nós regravou esta canção em seu quarto álbum de estúdio, Nenhum de Nós, lançado em 1992.[4]
  • A cantora Renata Arruda também fez várias regravações desta canção em sua carreira, sendo a primeira em 1993, no álbum "Traficante de Ilusões".
  • O ex-baixista do grupo Titãs, Nando Reis, regravou esta canção em carreira solo para o álbum Assim Assado - Tributo ao Secos e Molhados que comemorava os 30 anos do Secos e Molhados.

ReferênciasEditar

  1. Antunes, Alex. «AS 100 MAIORES MÚSICAS BRASILEIRAS». Rolling Stone Brasil. Consultado em 9 de março de 2017. Arquivado do original em 10 de fevereiro de 2017 
  2. Zan, José Roberto. "Secos & Molhados: o novo sentido da encenação da canção". Universidade Estadual de Campinas. Disponível em http://www.hist.puc.cl/iaspm/lahabana/articulosPDF/JoseRobertoZan.pdf[ligação inativa] - Página 8.
  3. Morari, Antonio Carlos. Secos & Molhados. Editora Nórdica, 1974.
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 21 de julho de 2008. Arquivado do original em 31 de julho de 2009