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Silves (freguesia)

freguesia de Silves, Portugal
Portugal Portugal Silves 
  Freguesia  
Cidade de Silves
Cidade de Silves
Bandeira de Silves
Bandeira
Brasão de armas de Silves
Brasão de armas
Silves está localizado em: Portugal Continental
Silves
Localização de Silves em Portugal
Coordenadas 37° 11' 24" N 8° 26' 19" O
País Portugal Portugal
Concelho COA of Silves municipality (Portugal).png Silves
Administração
- Tipo Junta de freguesia
- Presidente Tito dos Santos Coelho (PCP-PEV)
Área
- Total 177,45 km²
População (2011)
 - Total 11 014
    • Densidade 62,1 hab./km²
Gentílico Silvense
Website http://www.jf-silves.pt/

Silves é uma freguesia portuguesa do concelho de Silves, com 177,45 km² de área e 11 014 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 62,1 hab/km², o que lhe permite ser classificada como uma Área de Baixa Densidade (portaria 1467-A/2001)[1].

Já foi capital do Algarve.

Localização da Freguesia de Silves

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Silves [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
5 047 6 958 8 396 9 692 9 951 9 570 9 783 10 398 10 237 9 014 8 309 9 925 10 674 10 768 11 014

 ;  ;  ;  

Símbolos heráldicos da freguesiaEditar

Ordenação heráldica do brasão, bandeira e seloEditar

A Junta de Freguesia de Silves, do concelho de Silves, peticionou o parecer desta Comissão de Heráldica sobre os símbolos heráldicos que pretendia assumir.

A proposta apresentada não contém erros heráldicos, pelo que pode ser aprovado sem alterações.

Assim, é esta Comissão do parecer que os símbolos heráldicos da freguesia de Silves devem ser por esta forma constituídos:

Brasão: escudo de ouro, castelo de vermelho lavrado de negro, aberto e iluminado de prata; em chefe, alfange de vermelho e espada de azul, ambos com punhos de negro, passados em aspa; campanha diminuta ondada de três burelas ondadas de azul e prata. Coroa mural de prata com quatro torres aparentes. Listel de prata com a legenda em letras negras maiúsculas: “FREGUESIA DE SILVES”.

Bandeira: esquartelada de branco e vermelho. Cordões e borlas de vermelho e prata. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos do art.º 18.º da Lei 53/91, com a legenda “Freguesia de Silves”.

Parecer n.º 002/2018, emitido pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses a 8 de Março de 2018, nos termos da Lei n.º 53/91 de 7 de Agosto [1].

Estabelecidos, sob proposta da Junta de Freguesia, em sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de 9 de Abril de 2018.

Publicados no Diário da República, 2.ª série, N.º 77, de 19 de Abril de 2018 [2].

Registados na Direcção-Geral das Autarquias Locais com o n.º 7/2018, de 7 de Maio de 2018 [3].

Apresentados publicamente no dia 5 de Outubro de 2018 [4] [5] [6].

Projecto e concepção dos símbolos de A. Sérgio Horta e Eduardo Brito. Desenho dos símbolos de António Sérgio Horta.

Justificação das cores e símbolosEditar

  • Escudo de ouro. Representa a nobreza e a sabedoria do povo de Silves, bem como, a sua riqueza cultural, desde o tempo de domínio árabe até aos nossos dias, e agrícola, com a produção de frutos secos, de vinhos [7] e de citrinos, da qual se destacam as laranjas, tendo sido criada para a sua promoção a marca “Silves - Capital da Laranja” [8].
  • Coroa mural de prata com quatro torres aparentes. Segundo o entendimento actual da Comissão de Heráldica, para as freguesias com sede em cidade e para as freguesias com sede na mesma localidade que o município (como é o caso de Silves) a coroa mural deverá obedecer às mesmas características que a das freguesias com sede em vila, em virtude de, no que respeita à coroa mural, a Lei n.º 53/91 no n.º 2 do artigo 13.º ser omissa quanto às características que esta deve obedecer.
  • Listel de prata com a legenda em letras negras maiúsculas: “FREGUESIA DE SILVES”.
  • Bandeira esquartelada de branco e vermelho. A bandeira ostenta esta configuração para se diferenciar da bandeira lisa (vermelha) do município, sendo esquartelada com as cores do brasão do antigo Reino do Algarve, do qual Silves foi a sua capital 1.
  • Castelo de vermelho lavrado de negro, aberto e iluminado de prata. Representa o Castelo de Silves, uma das mais notáveis obras de arquitectura militar que os árabes edificaram, sendo o maior castelo do Algarve. Situado no ponto mais elevado da colina em que a cidade assenta, o Castelo apresenta uma planta poligonal irregular, rodeado por uma forte muralha em taipa, revestida a arenito vermelho, o chamado grés de Silves.
  • Alfange de vermelho e espada de azul, ambos com punhos de negro, passados em aspa. Como símbolo das várias lutas que aqui se travaram, da presença árabe em Silves, representada pelo alfange, e posteriormente pela sua conquista por D. Sancho I e reconquista por D. Paio Peres Correia, representada pela espada.
  • Campanha diminuta ondada de três burelas ondadas de azul e prata. Representa o rio Arade, que graças à sua navegabilidade contribuiu para que vários povos se fixassem em Silves, tendo a sua proximidade ao mesmo sido também um dos factores que teve forte impacto no desenvolvimento da cidade no período de domínio árabe. O rio, que motivou o desenvolvimento da cidade, veio dar um contributo importante para o seu declínio, agravado pelo assoreamento do mesmo.

1 A respeito do brasão do antigo Reino do Algarve, no Parecer referente aos símbolos heráldicos do município de Silves, Affonso de Dornellas diz: O Algarve como qualquer outro Reino, teve as suas armas, que de há muito andam esquecidas e que o acaso me fez conhecer pelo Atlas de Matthoe i Sentteri, impresso no terceiro quartel do século XVIII, aonde na carta de Portugal e dos Algarves, veem as respetivas armas coroadas. Neste Atlas há um mapa de Portugal e Algarve que tem as armas destes dois Países, (…) as do Algarve esquarteladas de ouro com uma cabeça de carnação negra de turbante, de perfil e de vermelho com uma cabeça de frente de carnação branca coroada. O mapa a seguir é de Espanha e de Portugal, tendo (…) em separado as armas de Portugal com oito castelos e as do Algarve com as mesmas cabeças do antecedente sendo a de carnação negra em campo de prata e a de carnação branca em campo vermelho. Temos portanto duas formas (…) para as armas do Algarve (…) com a cabeça negra em campo de ouro e depois em campo de prata [3].
Mais recentemente a Junta Regional do Algarve do CNE (Corpo Nacional de Escutas) solicitou à Comissão de Heráldica o seu Parecer relativamente aos símbolos que deveria usar para representar esta região. Num artigo, de Miguel Ângelo Boto, publicado no livro Pistas ao Sul: História do Corpo Nacional de Escutas no Algarve, editado em 2001 pelo Corpo Nacional de Escutas: Região do Algarve, este escreve: Assim, após os devidos alvitres a Comissão de Heráldica descreve o Brasão de Armas do Algarve que surge por vezes em antigos mapas para indicação da região que coincide com o “Reyno do Algarve” e as descreve: esquartelado: Iº e IVº quartéis com campo de prata carregado com cabeça de mouro fotada também de prata voltada para a dextra, IIº e IIIº de campo vermelho com cabeça de Rei Cristão, de frente, coroado de ouro. Refere-se que por vezes os Iº e IVº quartéis aparecem em ouro sendo o mais correcto em prata e que os Reis Cristãos deverão ter figura alourada e de olhos azuis, aludindo à sua origem europeia como sucessores de Dom Henrique, pai de Dom Afonso Henriques, que como todos sabem é de origem francesa. Em heráldica os mouros deverão aparecer de tez negra.

PatrimónioEditar

Resultados eleitoraisEditar

Eleições autárquicas (Junta de Freguesia)Editar

Partido % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013
PS 38,4 5 38,0 8 30,3 6 21,2 3 27,1 4 19,8 2 16,4 2 17,1 2 18,7 2 19,8 3 24,8 4
FEPU/APU/CDU 37,9 4 40,9 8 42,2 9 49,0 7 44,9 6 55,2 8 51,9 8 52,9 8 49,2 7 43,5 6 39,9 6
PPD/PSD 15,6 2 16,6 3 22,7 4 25,5 3 22,4 3 20,8 3 24,6 3 24,1 3 26,6 4 24,4 3 18,3 3
B.E. 1,3 - 8,5 1 5,6 -

Referências

  1. Teixeira, Ângelo José Lopes (2006). Tipologia sócio-económica das freguesias da Região do Algarve, 1991 - 2001, Dissertação de mest., Economia Regional e Desenvolvimento Local,Faculdade de Economia, Univ. do Algarve
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Dornellas, Affonso de (Janeiro 1928). «Silves». Elucidário Nobiliarchico: Revista de História e de Arte. Vol. 1 (N.º 1): 11-14. Consultado em 7 de outubro de 2018 
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