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Fachada do Bloco R, na Superquadra 407 Sul (SQS 407).

Superquadra é uma forma de organização urbanística presente nas asas Norte (SQN) e Sul (SQS) do Plano Piloto, em Brasília, no Brasil. As superquadras são numeradas conforme uma lógica que, uma vez compreendida, permite uma fácil localização: considerando o Eixo Monumental, em relação ao "Eixão", as quadras iniciadas com números pares (200, 400...) estão entre este e o Lago Paranoá, enquanto as iniciadas com números ímpares (100, 300, 500...) localizam-se entre o "Eixão" e o lado oposto (Parque da Cidade, Memorial JK, etc.). Os dois últimos dígitos indicam a quantas quadras, sequencialmente falando, se está do Eixo Monumental.

HistóriaEditar

O projeto das superquadras foi realizado pelo urbanista Lúcio Costa (1902-1998) junto com o projeto do Plano Piloto, na fase inicial da construção de Brasília, cidade concebida para substituir o Rio de Janeiro na função de capital federal. Sua vegetação abundante e seus blocos residenciais estão entre as visões mais conhecidas pelas pessoas que não habitam a cidade[1].

Algumas das características realizadas nos blocos das superquadras do Plano Piloto vieram de realizações da antiga capital federal: o térreo vazado com pilotis, conceito corbusiano expresso nos Cinco pontos da Nova Arquitetura, veio do conjunto residencial do Parque Guinle, no bairro de Laranjeiras, no final da década de 1940[1], assim como o uso de cobogós, elementos vazados que protegem da insolação garantindo a ventilação.

CaracterísticasEditar

As superquadras são quarteirões de lados idênticos de aproximadamente 280 metros[2]. Os blocos verticais possuem térreo mais seis pavimentos nas Superquadras 100, 200 e 300, enquanto as Superquadras 400 possuem térreo mais três pavimentos. Os blocos verticais foram projetados por diversos arquitetos em várias épocas[1]. Outra característica típica dos blocos de superquadras é que estes sustentam-se em pilotis, cujo acesso é livre[1]. As superquadras também possuem comércios, localizados entre as quadras (Comércio Local, siglas CLN e CLS). E cada superquadra possui um único acesso comum, garantindo um tráfego mais calmo, em menor velocidade[3].

Todavia, poucas superquadras têm a grande maioria dos equipamentos urbanos previstos - tais como igrejas, cinemas e escolas - no projeto original de Brasília, dentre elas, as Superquadras 107, 108, 307 e 308 Sul[4]. Conforme o projeto original de Lúcio Costa, quatro superquadras formariam uma unidade de vizinhança[3]

Referências

  1. a b c d e MATOSO, Danilo (22 de julho de 2009). «A invenção da superquadra». DOCOMOMO - BSB. Consultado em 16 de março de 2014 
  2. MAGALHÃES, Carlos Henrique (2 de junho de 2009). «Os blocos de Superquadra : um tipo da modernidade». MDC. Consultado em 16 de março de 2014 
  3. a b MADER, Helena (21 de abril de 2010). «As Superquadras» (PDF). Correio Braziliense. Consultado em 15 de março de 2014 
  4. CORBIOLI, Nanci (8 de fevereiro de 2008). «Utopia da unidade de vizinhança cedeu espaço à realidade». Projeto Design (ed. 334). Consultado em 16 de março de 2014 
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