Abrir menu principal
Telmo Kirst
Nascimento 7 de abril de 1944 (75 anos)
Santa Cruz do Sul
Cidadania Brasil
Etnia brasileiro branco
Ocupação político

Telmo José Kirst (Santa Cruz do Sul, 7 de abril de 1944) é um político brasileiro. Seu pai foi Pedro Kirst e sua mãe foi Olinda Kirst.[1]

HistóriaEditar

Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (RS), iniciou sua carreira política em 1972, ao ser eleito vereador de sua cidade natal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (ARENA),[1] partido favorável ao governo militar iniciado em 1964. Em 1976 foi reeleito, e assumiu a presidência da Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul. Dois anos mais tarde, em 1978, Telmo Kirst obteve suplência ao se candidatar ao cargo de deputado federal ainda na ARENA. Com isso, renuncia ao cargo de vereador em Santa Cruz do Sul e, meses mais tarde, assume uma cadeira na Câmara dos Deputados, após a nomeação de do deputado Augusto Trein ao cargo de secretário do Trabalho e Ação Social, feita pelo governador do Estado do Rio Grande do Sul na época, José Augusto Amaral de Sousa. Como deputado federal, Telmo Kirst foi titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e suplente da Comissão de Comunicação da Câmara.[1]

Em novembro de 1979 chega ao fim o período de bipartidarismo no Brasil (ARENA e MDB) e Telmo Kirst entra para o Partido Democrático Social (PDS), que foi o substituto da ARENA. De partido novo, foi reeleito em 1982 como deputado federal. No entanto, ainda no início de seu mandato, licencia-se da Câmara e vai assumir a Secretaria de Transportes no Rio Grande do Sul já no governo de Jair Soares. Permanece na secretaria até 1986, quando retorna à sua cadeira no Legislativo federal.[1]

No fim do mesmo ano, é reeleito deputado federal pelo PDS gaúcho e participa do Assembleia Nacional Constituinte do ano seguinte, 1987. Na Assembleia, participou de uma Comissão e duas Subcomissões. São elas: a Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições; a Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança e a Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição das Receitas, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças.[1]

Assumindo-se anticomunista, Telmo José Kirst foi contrário aos seguintes temas na Câmara do Deputados: limitação do direito de propriedade privada, o rompimento de relações diplomáticas com países de orientação política racista, a adoção da pena de morte, o mandado de segurança coletivo, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, o aviso prévio proporcional, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa e a desapropriação da propriedade produtiva.[1] Foi favorável à manutenção da unicidade sindical, ao direito de greve, ao regime presidencialista, ao limite de 12% para os juros reais, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à anistia para os micro e pequenos empresários.[1]

Após a promulgação da Constituição em 1988, o Congresso voltou ao seu ritmo normal e Kirst assumiu como titular a Comissão de Transportes da Câmara e como suplente a Comissão de Agricultura e Política Rural. Pouco mais de uma ano depois, integra-se a outras três Comissões: a de Educação, Cultura e Desporto; a de Viação, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.[1]

No fim de 1990 é novamente eleito e vai para o seu quarto mandato como deputado federal, o terceiro pelo PDS (a primeira vez de Kirst como deputado federal foi ainda pelo partido ARENA). Participa de outras duas Comissões: a de Viação, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e a de Educação, Cultura e Desporto da Câmara.[1]

Em 1993, surge o Partido Progressista Reformador (PPR), que teve origem com a junção entre PDS e PDC (Partido Democrata Cristão) e Kirst é um de seu fundadores. Após um tempo afastado por licença médica, retorna à Câmara e participa da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias e de Viação e Transportes e da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática.[1]

Nas votações de legislatura que participou, foi contra o voto facultativo e à criação de uma instituição que seria fonte de financiamento do Plano Real.[1]

Em 1994, uma nova eleição como deputado federal, agora pelo PPR. No ano seguinte, entra para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), que surge da junção do PPR com o PP (Partido Progressista).[1]

Em 1995, ao longo das emendas constitucionais do governo de Fernando Henrique Cardoso, foi favorável aos seguintes temas: abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, revisão do conceito de empresa nacional, abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo, e pelo fim do monopólio estatal dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado.[1]

No ano seguinte, 1996, deixa o cargo federal para ser Secretário de Obras, Saneamento e Habitação no Rio Grande do Sul, dando lugar a Júlio Redecker, do PPB, na Câmara. Redecker era contrário ao projeto de emenda constitucional que concedia o direito de reeleição para prefeitos, governadores e o presidente da República. Sendo assim, Telmo Kirst foi temporariamente exonerado de sua função como secretário para votar a favor do projeto na Câmara dos Deputados, o que agradou muito a Fernando Henrique Cardoso, maior interessado na aprovação da emenda. Aprovada, ela foi reconhecida pelo Senado em 1997.[1]

Depois de aprovado o projeto, Kirst retornou à sua função no Rio Grande do Sul, onde permaneceu até novembro de 1997, quando retornou em definitivo para a Câmara do Deputados, assumindo a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara como membro titular.[1]

Em outra disputa eleitoral, agora em 1998, Kirst foi novamente eleito, na coligação PPB e PL (Partido Liberal), recebendo a maior votação de seu partido. Em 2002 se candidata a deputado estadual pelo PPB e obtém suplência, que seria exercida em 2003, quando o deputado Frederico Antunes deixa o cargo para assumir a Secretaria das Obras e Planejamento do Governo do Estado. Em 2005, Telmo Kirst filia-se ao PMDB, e em 2006, é nomeado diretor-presidente da Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan). Em 2007, assume a diretoria da Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM).[1]

Alguns anos mais tarde, em 2012, Kirst optou por concorrer na eleição para prefeito da cidade de Santa Cruz do Sul, RS. Foi eleito com 51,91% dos votos no primeiro turno em 2012[2] e reeleito em 2016, com 52,25% dos votos, também no primeiro turno.[3]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p «Telmo Kirst - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018 
  2. «Telmo Kirst (PP) é eleito prefeito em Santa Cruz do Sul, RS». Eleições 2012 no Rio Grande do Sul. 7 de outubro de 2012 
  3. G1 - "Telmo Kirst (PP) é reeleito prefeito de Santa Cruz do Sul, RS". Publicado em 2 de outubro de 2016.
  Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.