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Terceira República Francesa

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République Française
República Francesa
Flag of France.svg
1870 – 1940 Flag of France.svg
 
Flag of Free France (1940-1944).svg
 
Flag of the German Reich (1935–1945).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
(não oficial)
Lema nacional
Liberté, égalité, fraternité
Hino nacional
"La Marseillaise"


Localização de França
França em 1939. Verde escuro o território oficial da república, verde claro os protetorados.
França
França em 1939. Azul escuro o território oficial da república, azul claro as colônias, mandatos e protetorados
Continente Europa, África, América do Sul, Ásia
Capital Paris
Língua oficial Francês
Religião Catolicismo (até 1905)
Estado Laico (1905-1940)
Governo República parlamentarista
Presidente
 • 1871–1873 Adolphe Thiers (primeiro)
 • 1932–1940 Albert Lebrun (último)
Presidente do Conselho de Ministros
 • 1871–1873 Jules Dufaure (primeiro)
 • 1940 Philippe Pétain (último)
Legislatura Parlamento
 - Câmara alta Senado
 - Câmara baixa Câmara dos Deputados
História
 • 1 de setembro de 1870 Batalha de Sedan
 • 4 de setembro de 1870 Proclamação
 • 1894–1906 Caso Dreyfus
 • 1914–1918 Primeira Guerra Mundial
 • 10 de maio de 1940 Invasão alemã
 • 22 de junho de 1940 Armistício de Compiègne
 • 10 de julho de 1940 Estabelecimento da França de Vichy
População
 • 1914 est. 41 630 000 
 • 1938 est. 41 560 000 
Moeda Franco

A Terceira República Francesa foi o regime republicano que vigorou na França entre 1870 e 1940, tendo sido o primeiro regime durável a se estabelecer no país desde 1789. De fato, a partir da Revolução Francesa e ao longo de aproximadamente 80 anos, os franceses seriam submetidos a sete regimes diferentes: três monarquias constitucionais (sob as constituições de 1791, de 1814, e de 1830), duas repúblicas efêmeras (a primeira, entre 1792 e 1804, e a segunda, de 1848 a 1852) e dois impérios (o primeiro, de 1804 a 1814, e o segundo, de 1852 a 1870).

A Terceira República nasce da derrota da França na Guerra Franco-Prussiana e dos escombros do Segundo Império. No entanto, embora instaurada em 1870, a Assembleia Nacional levou nove anos (de 1870 a 1879) para afinal propor a terceira constituição republicana. A experiência de décadas de instabilidade e também as incertezas sobre uma eventual restauração monárquica ajudam a explicar as hesitações da Assembleia. Resultando em uma "constituição de compromisso"[1], as leis constitucionais de 1875 estabelecem uma república parlamentar de tipo bicameral. Ainda marcados pelo golpe de Estado de Luís Napoleão Bonaparte (1851) o primeiro presidente eleito, os republicanos atribuem ao chefe de Estado um papel meramente simbólico.

O regime instaurado em 1870 só será extinto durante a Segunda Guerra Mundial, após a invasão alemã (1940) e a ocupação do território francês pela Alemanha. A partir de então, a França ocupada seria dividida entre uma zona de ocupação militar alemã, instalada no norte do país (departamentos do Norte e do Pas-de-Calais), e o restante do território, sob administração do chamado regime de Vichy.

HistóriaEditar

O novo regime republicano, presidido por Thiers, começou em crise, herdada do governo de Napoleão III, que havia fugido de Paris diante das ameaças do avanço alemão.

A Terceira República foi a primeira experiência popular-socialista da história, a partir da prefeitura de Paris.

A Batalha de França e a ocupação alemãEditar

A Batalha de França ocorreu em 10 de maio de 1940 e deu fim à Guerra de Mentira. A partir dessa batalha, quando a Alemanha Nazista atacou a França e a Bélgica, ocorreria a parte mais sangrenta da Segunda Guerra Mundial. Os alemães venceram facilmente os franceses, e a força defensiva enviada pelo Reino Unido à França recuou, deixando o país totalmente desprotegido. No mesmo ano ocorreu o Armistício de 22 de junho, um cessar-fogo assinado em Rethondes que acabou com a batalha. Então começaram os primeiros acordos entre Philippe Pétain (primeiro-ministro francês) e Adolf Hitler, transformando assim a França em um estado fantoche da Alemanha.

Referências

  1. Segundo Gomes Canotilho, uma constituição de compromisso (ou compromissória), numa sociedade plural e complexa, resulta do pacto entre diferentes forças políticas e sociais. Tal pacto se estabelece durante o procedimento constituinte (geralmente marcado por disputas, barganhas e argumentações, convergências e divergências), sendo possível, entretanto, mediante a cooperação na deliberação, mesmo em caso de desacordos persistentes, estabelecer-se um compromisso constitucional (Canotilho, J. J. Gomes. Constituição Dirigente e Vinculação do Legislador; Coimbra: Coimbra editora, 1994, apud Jusbrasil "Tipos de Constituição").
    Assim, uma constituição de compromisso, cujo paradigma é a Constituição de Weimar (ver Bercovici, Gilberto, Entre o estado total e o estado social: atualidade do debate sobre direito, estado e economia na República de Weimar, São Paulo: USP, 2003, e Cury, Carlos Roberto Jamil, "A constituição de Weimar: Um capítulo para a educação", in Educação & Sociedade, vol. 19 nº 63, Campinas, agosto de 1998) caracteriza-se por conter vários compromissos constitucionais, são firmados pelos distintos - e por vezes antagônicos - grupos participantes do processo político (ver Breves considerações sobre a Teoria Geral da Constituição, por Gisele Leite e Denise Heuseler, in Boletim jurídico, ed. 1011, 11 de setembro de 2012)
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