Aérospatiale Alouette III

O Alouette III é um helicóptero utilitário ligeiro de transporte, monomotor, fabricado pela Aérospatiale, na França.

Alouette III
Alouette III pousado em uma fragata da Marinha Francesa
Descrição
Tipo / Missão Utilitário ligeiro de transporte
País de origem  França
Fabricante Aérospatiale (antes Sud-Est e Sud Aviation)
Período de produção 1961-1985
Quantidade produzida +2000
Primeiro voo em 28 de fevereiro de 1959 (62 anos) (SE-3160)
Introduzido em 1960
Tripulação 2 piloto e co-piloto
Passageiros 5
Especificações (Modelo: SA 316B)
Dimensões
Comprimento 10,03 m (32,9 ft)
Altura m (9,84 ft)
Área do(s) rotor(es) 95,38  (1 030 ft²)
Diâmetro do(s) rotor(es) 11,02 m (36,2 ft)
Peso(s)
Peso vazio 1 143 kg (2 520 lb)
Peso carregado 2 200 kg (4 850 lb)
Propulsão
Motor(es) 1 x turboshaft Turbomeca Artouste IIIB
Potência (por motor) 870 hp (649 kW)
Performance
Velocidade máxima 220 km/h (119 kn)
Velocidade de cruzeiro 185 km/h (99,9 kn)
Alcance (MTOW) 540 km (336 mi)
Teto máximo 3 200 m (10 500 ft)
Razão de subida 4,3 m/s
Armamentos
Metralhadoras / Canhões 1 x canhão lateral de 20 mm (0,79 in)

Vistas esquemáticas do Alouette III
Alouette IIIS da Força Aérea Suíça
Alouette III da Força Aérea Portuguesa lançando araquedistas num heli-assalto em Angola

É um desenvolvimento do Alouette II, tendo um tamanho maior e uma maior capacidade de carga. Originalmente propulsado por uma turbina Turbomeca Artouste IIIB, o Alouette é reconhecido pelas suas capacidades de operação em grandes altitudes, sendo o ideal para o salvamento em áreas montanhosas.

DesenvolvimentoEditar

A primeira versão do Alouette III, o protótipo SE-3160 voou pela primeira vez em 28 de Fevereiro de 1959. A sua produção foi iniciada em 1968, mantendo-se até 1968. Em 1968 começou a ser produzida a versão SA-316B.

VersõesEditar

  • SE-3160/ SA-316A Alouette III : o primeiro Alouette III de série levantou voo em julho de 1961, ano em que são entregues os primeiros exemplares a utilizadores militares. Esta versão passou a designar-se SA-316A a partir de 1968;
  • HAL Chetak: versão do SE-3160 construída sob licença na Índia. Esta designação inclui a versão indiana do SA-316B construída posteriormente;
  • SE-3164 Alouette canon: protótipo de helicóptero de apoio tático construído com base num SE-3160 modificado, onde foi instalado um canhão orientável de tiro rápido de 20 mm apontável para a esquerda da cabine, quatro mísseis AS-11 ou AS-12 ou casulos de foguetes. Foi também testada uma versão com duas metralhadoras Browning montadas na lateral da fuselagem;
  • SA-316B Alouette III: versão do SA-126A com o mesmo motor, mas aperfeiçoado;
  • IAR-316B: versão do SA-316B construída sob licença na Roménia;
  • IAR-317 Skyfox: projecto romeno de helicóptero de ataque com uma cabine bilugar em tandem, baseado no IAR-316B;
  • F+W Alouette IIIS: versão do SA-316B construída, sob licença, na Suíça;
  • SA-316C Alouette III: última versão do SA-316, com um motor Artouste IIID de 870 CV;
  • SA-319B Alouette III: versão remotorizada com uma turbina Turboméca Astazou XIV de 870 CV, permitindo uma redução de consumo na ordem dos 15% - 20%;
  • SA-319C Alouette III: última versão do Alouette apenas com modificações de pormenores.

UtilizadoresEditar

Serviço em PortugalEditar

Os SE-3160 Alouette III (ALIII) foram adquiridos pela Força Aérea Portuguesa a partir de abril de 1963 como complemento aos poucos aparelhos Alouette II já em serviço, para actuarem nas operações militares da Guerra Colonial, a decorrer em Angola, Guiné Portuguesa e Moçambique. O Alouette III tornou-se num dos principais ícones da guerra, ficando famosas as imagens dos Paraquedistas e Comandos a saltar dos aparelhos, enquanto estes pairavam a cerca de 3 metros do solo, durante as operações de heli-assalto.[1][2][3]

Os ALIII básicos desarmados, com o nome de código "Canibais" realizavam essencialmente operações de transporte, heli-assalto e evacuação sanitária. A estes ALIII juntaram-se os helicanhões, com o nome de código "Lobos Maus", com um canhão de 20 mm montado virado para bombordo, disparado por um apontador através da porta lateral aberta. Em 1973 realizaram-se algumas experiências no sentido de incorporar lança-foguetes de 37 mm ou 2,75", mas nunca chegaram à fase operacional.

A Força Aérea Portuguesa adquiriu um total de 142 Alouette III, o segundo maior número de um único modelo de aeronave ao serviço de Portugal, logo a seguir ao North-American T-6.

Os aparelhos remanescentes foram utilizados na Base Aérea de Beja (BA 11), essencialmente para instrução e como utilitários, até ao início da sua substituição pelos Koala, em 2019.[4][5][6]

O último voo ao serviço da FAP foi levado a cabo em 16 de junho de 2020, na BA 11. Este voo, no qual participou o Ministro da Defesa Nacional João Gomes Cravinho, assinalou o final de 57 anos de serviço do aparelho (18 de junho de 1963, Luanda, Angola ― 16 de junho de 2020, Beja, Portugal) com as cores nacionais, numa cerimónia que marcou oficialmente a retirada de serviço da aeronave.[7]

Referências

  1. WEBTEAM, FAP-. «Força Aérea Portuguesa». www.emfa.pt. Consultado em 13 de janeiro de 2020 
  2. «ESTÓRIAS VIVIDAS, Relatos de Guerra de um Piloto de Helicópteros em África | Operacional». Consultado em 13 de janeiro de 2020 
  3. «PÁRA-QUEDISTAS EM COMBATE 1961-1975 | Operacional». Consultado em 13 de janeiro de 2020 
  4. WEBTEAM, FAP-. «Força Aérea Portuguesa». www.emfa.pt. Consultado em 13 de janeiro de 2020 
  5. «Tribunal já deu luz verde à compra dos Koala para a Força Aérea - DN». www.dn.pt. Consultado em 13 de janeiro de 2020 
  6. «Defesa autoriza compra de cinco helis para substituir os Alouette - JN». www.jn.pt. Consultado em 13 de janeiro de 2020 
  7. Lusa, Agência. «Portugal está "a pensar" comprar mais dois helicópteros Koala, diz Governo». Observador. Consultado em 1 de março de 2021 

Ver tambémEditar

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