A Moreninha (telenovela de 1975)

telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de televisão

A Moreninha é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida originalmente de 20 de outubro de 1975 a 6 de fevereiro de 1976, em 79 capítulos,[1] substituindo Senhora e sendo substituída por Vejo a Lua no Céu. Foi a "novela das seis" exibida pela emissora.

A Moreninha
A Moreninha (telenovela de 1975)
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 45 minutos
Estado finalizada
Criador(es) Marcos Rey
Baseado em A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo
Elenco
País de origem  Brasil
Idioma original (em português brasileiro)
Episódios 79
Produção
Diretor(es) Herval Rossano
Câmera Multicâmera
Tema de abertura Instrumental
Composto por Waltel Branco
Localização Rio de Janeiro, RJ
Exibição
Emissora original TV Globo
Formato de exibição 480i (PAL-M)
Transmissão original 20 de outubro de 19756 de maio de 1976

Escrita por Marcos Rey, baseada no romance de mesmo nome do escritor Joaquim Manuel de Macedo e dirigida por Herval Rossano, foi um dos maiores sucessos da dupla Herval Rossano e Nívea Maria, então casal na vida real e que dominou a teledramaturgia do horário das 18 horas da televisão brasileira à época.

Foi a segunda novela das seis horas da Rede Globo produzida em cores (a primeira foi Senhora). A novela trazia, ainda, trechos de outra obra do autor, Joaquim Manuel de Macedo, Memórias da rua do Ouvidor.

Elenco editar

Enredo editar

Carolina é a romântica e sonhadora moça que vive na Ilha de Paquetá com sua avó Donana. Entre festas e passeios dominicais, rodeada por amigas, pretendentes, e jovens estudantes da corte, Carolina espera pacientemente reencontrar sua paixão de infância. Mal sabe ela que o rapaz está entre os seus convidados. É o jovem Augusto que se enamora dela desde a primeira vez que a vê, mas é perseguido por Clementina, uma moça que não mede esforços para estar do lado do homem que ama.

Enquanto rolam os namoricos e desencontros, os jovens estudantes se empenham em campanhas anti-escravagistas, em particular, a luta pela liberdade de um fugitivo, Simão, o “negro fujão” rigorosamente perseguido por João Bala, um implacável capitão do mato temido por todos. Liderando a campanha está Leopoldo, que acaba sendo vítima de João Bala, quando sua namorada, Quininha, é raptada em represália à proteção de Simão.

Produção e curiosidades editar

A cidade cenográfica de A Moreninha foi montada em Barra de Guaratiba, com cenários de época elaborados por Arlindo Rodrigues, a partir de pesquisa de Marilena Cury. As cenas externas da novela foram gravadas na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Várias locações se tornaram pontos turísticos do local, até então não muito conhecido do grande público. Essa foi a segunda versão da obra homônima de Joaquim Manuel de Macedo feita na Globo. Em 1965, Octávio Graça Mello adaptou, dirigiu e produziu a novela que tinha Marília Pêra e Cláudio Marzo nos papéis principais de Carolina e Augusto. [2]

Embora o romance tenha sido publicado originalmente em 1844, Marcos Rey localizou a ação entre 1866 e 1868 para remeter a fatos históricos como a Guerra do Paraguai e a luta abolicionista. A versão de Marcos Rey fazia também alusões a Memórias da Rua do Ouvidor, outra obra de Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha foi vendida para Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Panamá e Peru.

Reprises editar

Foi reprisada pela primeira vez entre 23 de agosto a 10 de dezembro de 1976, às 13h30, substituindo O Noviço e sendo substituída por Vejo a Lua no Céu.

Foi reprisada pela segunda vez agora no Vale a Pena Ver de Novo entre 4 de outubro e 31 de dezembro de 1982, substituindo As Três Marias e sendo substituída por Plumas e Paetês, em 65 capítulos.

Trilha sonora editar

  1. "Landa" - Ormy Toledo
  2. "Sonho" - Waltel Branco
  3. "A Moreninha" - Waltel Branco (tema de abertura)
  4. "Sem Ti, A Vida é Nada" - João Melo
  5. "Romanza" - Waltel Branco
  6. "Rumpi" - Waltel Branco

Ver também editar

Referências

  1. «A Moreninha». Teledramaturgia. Consultado em 14 de dezembro de 2015 
  2. «Bastidores». memoriaglobo. Consultado em 18 de abril de 2022 
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