Abelha Maia (anime)

Abelha Maia
みつばちマーヤの冒険
(Mitsubachi Māya no Bōken)
Gênero Comédia, Aventura, Kodomo
Anime
Mitsubachi Māya no Bōken
Abelha Maia (PT)
Direção Hiroshi Saitō
Mitsuo Kaminashi
Seiji Endō
Estúdio Nippon Animation
Emissoras de televisão Japão NET
Alemanha ZDF, ARD, KiKA
Áustria ORF
Países Baixos KRO
Espanha TVE, Telecinco, Canal Sur 2, Antena 3, La 2
Portugal RTP1, SIC K, Canal Panda, Nickelodeon
Galiza TvG2
Catalunha Canal Super3, IB3 Televisió
França TF1, France 5, Piwi+
Itália Rai Uno, Rai Due, Italia 1
México Canal 13, Cadenatres
Finlândia Yle TV1
Canadá YTV
Colômbia Caracol Televisión, RCN
Venezuela Venezolana de Televisión
Peru América Televisión Perú
Chile UCV TV, Canal 13
Polónia TVP1, MiniMini+
Turquia TRT 1, Show TV, Kidz TV
Exibição original 1 de abril de 197520 de abril de 1976
Episódios 52 (primeira série)
26 (segunda série)
78 (no total)
Anime
Shin Mitsubachi Māya no Bōken
Direção Mitsuo Kaminashi
Estúdio Nippon Animation
Apollo Film Wien
Emissoras de televisão Japão TV Osaka, TV Tokyo
Alemanha ZDF
Exibição original 1 de setembro de 197913 de setembro de 1980
Episódios 52
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Abelha Maia (みつばちマーヤの冒険 Mitsubachi Māya no Bōken?, lit. As Aventuras de Maya a Abelha) foi uma série de anime nipo-germânica produzida pelo estúdio de animação Zuiyo Enterprise (atualmente denominado: Nippon Animation).

Nº de episódiosEditar

A primeira série é composta por 52 episódios e a segunda por outros 52 episódios.

Transmissão OriginalEditar

JapãoEditar

1ªsérieEditar

A série foi originalmente transmitida no Japão entre 1 de abril de 1975 até 20 de abril de 1976 no canal TV Asahi (antigamente denominado NET). A série foi baseada na literatura infantojuvenil clássica As Aventuras da Abelha Maia de Waldemar Bonsels, o anime tornou-se extremamente popular na Europa e foi retransmitido em vários países desde a sua estreia.

2ªsérieEditar

A segunda série da Abelha Maia, intitulada Shin Mitsubachi Māya no Bōken (新みつばちマーヤの冒険; lit. As Novas Aventuras de Maya a Abelha), foi coproduzida em 1979 entre o estúdio de animação japonês Nippon Animation e o estúdio austro-germânico Apollo Film, Wien. A segunda série estreou em primeiro lugar na Alemanha no canal ZDF, entre 1 de setembro de 1979 até 13 de setembro de 1980. A segunda série era muito diferente da primeira, que durou em torno de 26 episódios, não era muito popular e não estreou no Japão até outubro de 1982, no canal TV Osaka, e encerrou suas transmissões em setembro de 1983.

A Abelha Maia em PortugalEditar

Em Portugal, as séries As Aventuras da Abelha Maia e As Novas Aventuras da Abelha Maia foram transmitidas pela RTP1 de 1978 até 1982, dobradas em português. O genérico foi cantado por Ágata (na altura Fernanda, e tinha apenas 19 anos de idade) e o Tozé Brito e as vozes dos bonecos foram feitas por atores portugueses como Canto e Castro, Carmen Santos, Irene Cruz, Ermelinda Duarte e João Perry.

SucessoEditar

Apaixonou as crianças e graças também à dobragem portuguesa nos episódios. Naquela altura a quase totalidade dos desenhos animados eram legendados e a verba para as dobragens portuguesas era mais baixa. O sucesso e a dobragem portuguesa da "Abelha Maia" e do "Marco" foram tão altos nesses anos que a RTP começou logo a investir dinheiro para dobrar os episódios da "Heidi" (estreou em 1976, mas em japonês).

Existiram também vários sucessos no Merchandising. Cadernetas de cromos, revistas infantis e mais tarde começaram a aparecer cassetes para coleccionar. Nos anos 90 e 2000 o desenho ficou ausente da televisão portuguesa. Mas o sucesso ainda se foi salvando um pouco com VHS (e em 2008 entrou em DVD). Dois anos depois da estreia na nova Abelha Maia em 3d, a SIC readquiriu a série dos anos 70 e transmitiu-a na SIC K em 2014 para os clientes MEO, com a dobragem portuguesa da RBA.

AdaptaçãoEditar

Em 2012, o Nickelodeon estreou a nova série com versão em 3D, mais tarde estreou na RTP2 em 2013 no espaço infantil Zig Zag e estreou no Canal Panda em 2015.

No Brasil, a nova versão em 3D da Abelha Maia foi exibida no Disney Junior em 2013.

Um filme em 3D foi também produzido pouco tempo depois do fim da série em 3D. A série clássica não teve filme.

MúsicaEditar

A versão mais famosa do tema de abertura para este desenho foi o de 1976, que foi composta por Karel Svoboda (que também compôs o genérico e o encerramento de Vickie, o Viking) com as letras escritas por Florian Cusano e performada por Karel Gott nos idiomas Alemão, Checo e Eslovaco. Esta música foi usada também nos outros países europeus, com letras traduzidas da abertura. Até hoje, continua ser uma canção bem conhecida na Alemanha, com Karel Gott performando muitas vazes ao vivo. Em Portugal, o genérico foi cantado por cantores profissionais, Ágata e Tozé Brito. O genérico é bem popular e ainda cantado por muitos adultos, quando se lembram, com nostalgia da série.

Rejeição no BrasilEditar

Embora o livro de Waldemar Bonsels tenha chegado ao Brasil, o anime foi proibido de ser transmitido no país nos anos 80, por razões desconhecidas. Em 2013, a novo desenho em 3D foi transmitido no Disney Junior e ainda disponibilizado na Netflix. Já as série Vickie, o Viking, Heidi e Marco (desenhos animados da mesma empresa e distribuição) foram transmitidos na época.

EnredoEditar

A história gira em torno de Maia, uma jovem abelha curiosa, aventureira, pouco volúvel e despreocupada, e suas aventuras na floresta ao seu redor. Maia nasceu em uma colmeia de abelhas durante uma agitação interna: a colmeia estava dividindo-se em duas novas colônias. Maia é criada por sua professora, a D. Cassandra. Apesar das advertências da D. Cassandra, Maia quer explorar o vasto mundo e comete o crime imperdoável de deixar a colmeia, tornando-se assim, uma "vagabunda" que deixou as aulas da D. Cassandra e o seu futuro de abelha operária para se divertir com os amigos. Durante suas aventuras, Maia, agora no exílio, faz amizade com outros insetos e vários perigos com eles. Os seus melhores amigos são o zangão Willy e o gafanhoto Flip e a sua maior inimiga é a Aranha Tecla. À medida que o tempo vai passando ela vai aprendendo de uma maneira prática os perigos e os valores da floresta.

Nos dois últimos episódios da série, Maia é capturada e feita prisioneira pelas vespas, inimigos jurados das abelhas. Prisioneira das vespas, Maia descobre um plano para atacar sua colmeia nativa. Maia é confrontada com a decisão, e quer voltar à colmeia e sofre do seu devido castigo, salvando a colmeia, ou deixa o plano sem aviso prévio, poupando-se, mas destruindo a colmeia. Como seria de esperar, Maia, após uma ponderação grave, toma a decisão de voltar, porém, o tempo passou e a colmeia não a reconhece, por essa razão é mal recebida, até chegar D. Cassandra que é a única que a reconhece, imediatamente é levada à rainha. Maia anuncia à rainha e à D. Cassandra o ataque das vespas e é, totalmente inesperada, perdoados. As abelhas prevenindo triunfar sobre o ataque de força das vespas. Maia, agora uma heroína da colmeia, devido à sua expriência e sabedoria, Maia torna-se uma professora e D. Cassandra reforma-se. A série termina com Maia a dar a sua primeira aula, deixando os seus amigos Willy e Flip orgulhosos.

Nota: Esta foi a versão publicada por Waldemar Bonsels (o criador original da personagem e do livro). Na segunda série, a história continua, mas os episódios ficaram sob a criatividade dos envolvidos.

Distribuição InternationalEditar

A série teve uma grande popularidade em vários países e idiomas como o: Espanhol na América Latina como La Abeja Maya, em Portugal como Abelha Maia, em Galego como A Abella Maia, em Catalão como L'abella Maia, em Italiano como L'ape Maia e na Checoslováquia como Včelka Mája (Tcheco) / Včielka Maja (Eslovaco). A série também foi lançado em Grego (Μάγια η Μέλισσα), Esloveno (Čebelica Maja), Macedônio (Пчеличката Маја), Holandesa (Maja de Bij), Finlandês (Maija Mehiläinen), Francês (Maya l'Abeille), Polaco (Pszczółka Maja), Croata/Sérvio/Bósnio (Pčelica Maja), Búlgaro (Пчеличката Мая), Russo (Пчелка Майя), Turco (Arı Maya), Húngaro (Maja, a méhecske), Hebraico (Ha-Devorah Maya-הדבורה מאיה), Árabe (Zina, زينة), Alemão (Die Biene Maja), Chinês (玛亚历险记), Coreano (마야 붕붕 ou 꿀벌 마야의 모험), entre outras línguas.

A história em quadrinhos baseada na série de TV foi produzida pela editora alemã Verlag Bastei e traduzida/publicada em vários países do mundo. Foi desenhada alternadamente pelo estúdio Ortega (de Barcelona) e Atelier Roche (de Munique), que também realizou os volumes de ilustrações para livros e diversos artigos de comercialização entre 1976.

EquipeEditar

  • Produção: Zuiyo Eizo e Nippon Animation
  • Diretores de série: Hiroshi Saitō, Mitsuo Kaminashi, Seiji Endō
  • Escritores: Hikaru Sasa, Hitoshi Kanazawa
  • Roteiro: Fumi Takahashi
  • Desenho dos personagens: Susumu Shiraume
  • Diretores de Animação: Susumu Shiraume, Takao Ogawa, Hayao Nobe
  • Som: Yasuhiro Koyama
  • Banda Sonora (performado por Cheetah e Honeybee Choir, letras e música de Seizo Ise):
    • Abertura - Mitsubachi Māya no Bōken ("As Aventuras de Maya a Abelha")
    • Encerramento - Oyasumi Māya ("Boa Noite, Maya")

Dobragem Portuguesa PortugalEditar

Legenda:

  • 0 - 1ª dobragem (RTP)
  • 1 - 2ª dobragem (RBA)
  • 2 - 3ª dobragem (Prisvideo)
  • 0/1 - 1ª e 2ª dobragem (RBA)
  • 1/2 - 2ª e 3ª dobragem (SIC/ RBA / Prisvideo)
  • todas - da 1ª á 3ª dobragem

Nota: Na versão da SIC K foi usada a dobragem da prisvideo nos episódios, mas na abertura foi reutilizada a canção que passou na RTP (da cantora Ágata).

CuriosidadesEditar

  • Houve países que tiveram licença para fazer produções ao idioma do país. Um dos países foi a Alemanha.
  • Em 2014, em Portugal, A Abelha Maia teve a curiosidade de ser reposta na SIC K numa altura que os canais portugueses estavam a repor outros clássicos do século XX. Na mesma altura estavam a ser repostos os clássicos do Mickey no Disney Channel, o Doraemon no Canal Panda e o Tom & Jerry no Cartoon Network (já em português). Na reposição da primeira série em 2016, a única série clássica que estava a ser repoosta na altura era a do Doraemon (juntamente com os episódios de 2005), já no Cartoon Network.
  • A Abelha Maia é a única série de animação que tem a protagonização de uma abelha.
  • A voz da Abelha Maia hoje em dia é feita com vozes de crianças, isto devido ao facto do ramo das dobragens ter evoluido bastante ao ponto de crianças também darem voz a personagens de animação. A duas primeiras séries da Abelha Maia foram as únicas que foram feitas com dobradores adultos.
  • A nova série em 3D da Abelha Maia teve um episódio do nascimento de Maia, pensado no 1ºepisódio da série clássica, no entanto, para além da história ter sido diferente, foi feita com o passar de vários episódios da nova série em 3D.
  • Em Portugal, as crianças nascidas nas década de 70/80, diziam que a Abelha Maia tinha um caso com o Calimero.
  • A Mosca Puck é a única personagem que não aparece na nova série em 3D.

Ver tambémEditar

  • As Aventuras da Abelha Maia - Um livro infantojuvenil escrito pelo alemão Waldemar Bonsels, onde baseou esta série de anime nipo-germânica.
  • Abelha Maia: O Filme - Um filme de animação germano-australiano baseado nesta série de anime.

Referências

Ligações externasEditar


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