Império Etíope

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Império Etíope
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Flag of Italy (1861–1946).svg
1270/1941 — 1936/1974 
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Bandeira   Escudo
Bandeira Escudo
Ethiopian Empire in 1952.svg
Etiópia em 1952
Capital
Países atuais

Língua oficial Amárico
Religião Cristianismo ortodoxo

Negus
• 1270-1285  Iecuno-Amelaque
• 1930-1974  Haile Selassie I

Período histórico
• 1270/1941  Fundação
• 1895-1986  Primeira Guerra Ítalo-Etíope
• 1935-1936  Invasão Italiana
• 5 de maio de 1941  Soberania restabelecida
• 12 de Setembro de 1974  Golpe militar marxista (Derg)
• 1936/1974  Conquistado pelo Sultanato Funje

O Império Etíope, também conhecido como Abissínia,[1] foi um império que ocupou os presentes territórios da Etiópia e da Eritreia, existindo de aproximadamente 1270 (início da dinastia salomónica) até 1974, quando a monarquia foi deposta por um golpe de estado. Foi na sua época o mais antigo estado do mundo, e, além da Libéria, o único cuja independência resistiu com sucesso à Partilha de África pelas potências coloniais do século XIX.

HistóriaEditar

Em 1270, Iecuno-Amelaque depôs Ietbaraque, o último rei do Reino Zagué, e fundou o Império Etíope.[2] Afirmava ser da linhagem dos neguses (reis) do Império de Axum e por conseguinte da de Salomão (daí o nome). A dinastia nasceu e foi governada pelos abexins, dos quais o nome Abissínia deriva.[3]

Os abexins reinaram com poucas interrupções desde 1270 até finais do século XX. É sob esta dinastia que a maioria da história da Etiópia se forma. Durante esta época, o império, virtualmente conquistou e incorporou todos os povos da moderna Etiópia e Eritreia. Repeliram com sucesso exércitos Árabes e Turcos e estabeleceram contactos produtivos com potências Europeias.

A Partilha de África e a ModernizaçãoEditar

A década de 80 do século XIX foi marcada pela Partilha de África e pela modernização da Etiópia. De conflitos com a Itália resultou a Batalha de Adwa em 1896, onde os Etíopes surpreenderam o mundo ao derrotar a potência colonial e ao permanecerem independentes sob o reinado de Menelique II. A Itália e a Etiópia assinaram um tratado de paz provisório a 26 de outubro de 1896.

Invasão Italiana e Segunda Guerra MundialEditar

Em 1935, soldados Italianos comandados pelo Marechal Emilio De Bono, invadiram a Etiópia (Segunda guerra ítalo-etíope). A guerra durou sete meses, tendo sido ganha pela Itália. A invasão foi condenada pela Sociedade das Nações, embora, tal como o Incidente de Mukden, pouco foi feito para acabar com as hostilidades. A Etiópia tornou-se parte da África Oriental Italiana até à sua libertação em 1941 pelas forças Aliadas no Norte de África.

A Etiópia ficou com a Eritreia após o fim da Segunda Guerra Mundial, que manteve até depois da dissolução da monarquia até à separação em 1993.

Tomada da DergueEditar

Em 1974 uma junta militar pró-Soviética marxista-leninista, a Dergue, liderada por Mengistu Haile Mariam, depôs Haile Selassie e estabeleceu um estado socialista de partido único. Haile Selassie foi aprisionado, vindo a morrer em circunstâncias pouco claras, possivelmente por lhe ter sido negado tratamento médico. Boatos contam que teria sido sufocado com um travesseiro com éter.[4]

Referências

  1. Wallis Budge, E. A. A History of Ethiopia. Nubia and Abyssinia. [S.l.]: Routledge. p. 7. ISBN 9781317649151 
  2. Tamrat 1972, p. 68, nota 1.
  3. Pankhurst, Richard (2001). The Ethiopians: A History. Oxford: Blackwell Publishing. p. 45. ISBN 978-0-631-22493-8 
  4. Jack, Ian (2001). Necessary Journeys. [S.l.]: Granta. p. 124. ISBN 978-1-929001-03-3 

BibliografiaEditar

  • Tamrat, Taddesse (1972). Church and State in Ethiopia. Oxônia: Imprensa Clarendon. ISBN 0-19-821671-8