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Agostinho Ribeiro, bispo de Angra, Ceuta e Tânger

Disambig grey.svg Nota: Se procura homónimos, veja Agostinho Ribeiro.
Agostinho Ribeiro, bispo de Angra, Ceuta e Tânger
Nascimento 4 de março de 1564
Capitania da Baía de Todos os Santos
Morte 12 de julho de 1621 (57 anos)
Angra do Heroísmo
Cidadania Brasil
Ocupação sacerdote

Agostinho Ribeiro (Baía de Todos os Santos, 4 de Março de 1564Angra, 12 de Julho de 1621), foi o 10.º bispo de Angra, diocese que governou de 1614 a 1621. Foi também bispo de Ceuta Primaz da África e Administrador Apostólico de Valença e de Tânger. Foi o primeiro bispo nascido no Brasil.

BiografiaEditar

Agostinho Ribeiro nasceu na Bahia, filho de António Ribeiro e D. Maria de Argollo, tendo-se formado bacharel e mestre de artes pelo Colégio da Baía.

Enveredando pela vida eclesiástica, formou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra e fixou-se em Lisboa, cidade onde ascendeu ao cargo de cónego magistral da Sé de Lisboa.

A 27 de Agosto de 1603 foi feito bispo de Ceuta e de Tânger, partindo nesse ano para Ceuta, onde terá residido alguns anos. A 29 de Julho de 1613 foi confirmado bispo de Angra, sendo-lhe fixado por alvará do rei Filipe III de Espanha um ordenado de 1.200$000 réis, verba a pagar pelas feitorias de Angra e Ponta Delgada.

Foi considerado um orador eloquente e mui prático em todas as matérias políticas, chronicas dos reis e dos pontífices, temas com os quais arrebatava a assistência. Ficou célebre um sermão de três horas que pregou na Colegiada de Nossa Senhora da Conceição de Angra, ao qual assistiu frei Diogo das Chagas, que dele dá notícia.

Teve grandes disputas com o poder temporal, chegando a ponto de numa disputa com Simão Fernandes Balieiro, Provedor dos Resíduos na Horta, lançar toda a ilha do Faial em interdito, desde sábado à noite, 31 de Janeiro de 1609 até 5.ª feira seguinte, dia em que aquele saiu da ilha.

D. Agostinho Ribeiro teve um papel relevante na obtenção de subsídios da Fazenda Real para a recuperação dos estragos causados nas igrejas e demais edifícios públicos da Horta por uma incursão de corsários ingleses que a 29 de Novembro de 1597 tomaram aquela vila.

Durante o seu mandato, veio aos Açores e Madeira um visitador do Santo Ofício, o licenciado Francisco Cardoso, que apenas esteve na ilha de São Miguel, enviando às restantes ilhas, como delegado, o padre Francisco Vicente, reitor do Colégio dos Jesuítas de Angra.

Em 1621, ano do seu falecimento, D. Agostinho Ribeiro nomeou visitador geral da Diocese de Angra o licenciado Gonçalo Godinho de Vasconcelos, vigário e ouvidor em Santa Cruz da Graciosa. Faleceu em Angra, a 12 de Julho de 1621, sem testamento, e foi sepultado na capela-mor da .

Ligações externasEditar