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Airbus VC-1A

aeronave do modelo Airbus A319 utilizada pela Presidência da República brasileira desde 2013
(Redirecionado de Airbus A319CJ FAB VC1A)
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Avião Presidencial do Brasil
Avião
Airbus A319CJ FAB VC1A / Santos Dumont
Descrição
Tipo / Missão Transporte Presidencial
País de origem  França
Fabricante Airbus
Custo unitário ~ R$ 150 milhões
Primeiro voo em 15 de janeiro de 2005
Passageiros 55
Especificações (Modelo: Airbus A319CJ)
Dimensões
Comprimento 33,84 m (111 ft)
Envergadura 34,10 m (112 ft)
Altura 11,76 m (38,6 ft)
Peso(s)
Peso carregado 45 000 kg (99 200 lb)
Propulsão
Motor(es) 2 (IAE V2527M – A5 Turbofan, de 27000 lb de empuxo)
Performance
Alcance (MTOW) 8 500 km (5 280 mi)

O Avião Presidencial do Brasil é uma aeronave modelo Airbus A319CJ com designação na FAB de VC1A, e batizado oficialmente de Santos-Dumont. Atualmente o avião é ocupado pelo atual Presidente do Brasil Jair Bolsonaro.

HistóriaEditar

Em fins de 1999, após grave incidente durante viagem oficial do então Vice-Presidente Marco Maciel à China, o governo brasileiro decidiu não mais utilizar os antigos Boeing 707 da Presidência, conhecidos como "Sucatões", optando por fretar aeronaves conforme a agenda de compromissos internacionais. Os fretamentos passaram a ser feitos a partir de 2000 em aeronaves Airbus A330-300, alugadas da TAM, empresa que venceu licitação aberta pela FAB, em sistema de "wet lease". A configuração interna dessas aeronaves era a mesma usada no transporte de passageiros, e a tripulação e serviço de bordo eram providos pela própria TAM.

A partir de 2003, sob a justificativa de que os gastos com fretamentos eram elevados, e considerando a inviabilidade financeira em se manter em uso os antigos "Sucatões" como aeronaves para transporte da Presidência, o Governo Brasileiro optou por adquirir uma aeronave mais moderna, econômica e segura para uso exclusivo em viagens oficiais, tanto domésticas quanto internacionais. A nova aeronave foi apelidada de "Aerolula", em alusão a ter sido essa compra uma das primeiras medidas do governo petista.

 
Assentos do Avião Presidencial.

Cronologia dos Aviões PresidenciaisEditar

Aspectos do Avião PresidencialEditar

O Avião Presidencial foi concebido pelo Governo Federal como uma aeronave militar,[1] pronta para receber o Presidente da República em casos de instabilidade ou até mesmo ameaça de conflito armado.

O VC-1A difere do A319 comercial sobretudo em sua configuração interna e em aparelhagem de segurança. A cabine é dividida em três seções separadas. A primeira seção (perto do cockpit) é a área presidencial da aeronave, configurada com um escritório privado, uma suíte presidencial, uma sala de reuniões e um escritório de segurança. A seção do meio é configurada com assentos de primeira classe reservados para autoridades e pessoal sênior. A seção traseira é configurada com 20 assentos de classe executiva reservados para jornalistas e outros passageiros. A aeronave também está equipada com uma Unidade de Cuidados Intensivos, três galleys e comunicações por satélite.

A aeronave foi projetada para servir como um posto de comando aéreo, permitindo ao presidente conduzir plenamente seus deveres no ar em caso de instabilidade política ou conflito armado. Para tanto, o avião está equipado com uma série de capacidades militares de defesa, tais como contra-medidas eletrônicas de mísseis (Chaffs and Flares) e um sistema RWR (Radar Warning Receiver). Para garantir a proteção de informações confidenciais e confidenciais, a aeronave está vinculada ao SISCOMIS, sistema de transmissão de dados estratégicos via satélite da Força Aérea Brasileira, que pode ser utilizado para transferir dados entre a aeronave e Brasília.

CuriosidadesEditar

 
Dormitório da aeronave.
  • Lula foi o sexto presidente a encomendar uma aeronave.
  • O modelo escolhido foi o Airbus A319 Corporate Jetliner - A319CJ, uma versão modificada do A319 operado no Brasil pelas empresas TAM e Avianca.
  • Batizado de Santos Dumont, foi popularmente conhecido no início como Aerolula, em uma alusão pejorativa ao presidende que a encomendou, devido a aspectos de alto luxo da aeronave.[2]
  • Permite voos de Brasília a Paris, a Nova York, a Quebec ou a Washington sem escalas (nonstop).
  • O A319 ACJ Santos Dumont teve projeto interno personalizado. Sua cabine possui 80 metros quadrados e abriga uma suíte com chuveiro. Comporta 55 passageiros.
  • O avião chegou ao Brasil às 10h40 de 14 de janeiro de 2005. Ele veio de Hamburgo na Alemanha, com uma escala em Toulouse na França.
  • O call-sign desta aeronave é Força Aérea 01.
  • Sua matrícula inicial, durante a fase de testes em Hamburgo, era D-AVWJ, com bandeira alemã.
  • Seu "construction number" (na aviação é o equivalente ao número do chassi de um carro), é 2263.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Cópia arquivada». Consultado em 23 de novembro de 2009. Arquivado do original em 17 de fevereiro de 2006 
  2. [1]

Ligações externasEditar