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Aliança
Alianza
Presidentes
dos partidos
Ernesto Silva Méndez (UDI)
Cristián Monckeberg (RN)
Felipe Kast (Evópoli)
Fundação 10 de agosto de 1989 a
Dissolução 29 de janeiro de 2015 b
Ideologia Conservadorismo
Conservadorismo liberal
Gremialismo
Regionalismo
Liberalismo econômico
Espectro político Centro-direita a Direita
Sucessor Chile Vamos
Membros Udi.png União Democrática Independente
Renovacion Nacional 2014.svg Renovação Nacional
Evópoli.png Evolução Política
País  Chile
Senadores (2013)
15 / 38
Deputados (2013)
49 / 120
Conselheiros regionais (2013)
103 / 278
Prefeitos (2012)
121 / 345
Vereadores (2012)
832 / 2 224

a Fundada com a nomenclatura Democracia e Progresso.
b Substituída pela coalizão Chile Vamos.

A Aliança[1] foi uma coalizão política chilena de centro-direita, existente entre 1989 e 2015. Foi integrada fundamentalmente por dois grandes partidos políticos: a União Democrática Independente (UDI), de ideologia gremialista, e a Renovação Nacional (RN), organização mais tradicionalista, que agrupou tanto setores conservadores como liberais. Em diferentes períodos também incluiu outros partidos, como o Partido Nacional, a União de Centro Centro, o Partido do Sul, ChilePrimero e o Partido Regionalista Independente (PRI). Também fizeram parte da coalizão movimentos políticos como a Evolução Política, que posteriormente se tornaria um partido constituído.

Fundada em 1989 com o nome Democracia e Progresso, adotou diversas denominações durante os anos 1990, até que em 2000 adquiriu o nome Aliança pelo Chile, o qual manteve durante grande parte da década. Foi renomeada entre 2009 e 2012 como Coalizão pela Mudança, durante o único governo desta coalizão — o de Sebastián Piñera —, mas para as eleições de 2013, a UDI e RN adotaram novamente a denominação "Aliança". Em 2015 foi sucedida pela coalizão Chile Vamos.

HistóriaEditar

Formalmente, a Aliança foi constituída no ano de 1999, no entanto a coalizão tem existência oficial desde 10 de agosto de 1989 (data de inscrição do pacto Democracia e Progresso para as eleições daquele ano), enfrentando de forma unificada a transição para a democracia, depois de que o grupo político foi derrotado no plebiscito nacional de 1988, que culminou com o término do Regime Militar do General Augusto Pinochet.

Desde 1989 a coalizão teve as seguintes nomenclaturas:

Nome Anos Partidos
Democracia e Progresso
(Democracia y Progreso)
1989-1992
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Participação e Progresso
(Participación y Progreso)
1992-1993
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Partido Nacional
União pelo Progresso do Chile
(Unión por el Progreso de Chile)
1993-1996
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Partido Nacional (1993-1994)
União de Centro Centro (1993-1994)
Partido do Sul (1993)
União pelo Chile
(Unión por Chile)
1996-1999
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Partido do Sul (1997)
Aliança pelo Chile
(Alianza por Chile)
1999-2004
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Aliança
(Alianza)
2004-2009
Coalizão pela Mudança
(Coalición por el Cambio)
2009-2012
União Democrática Independente
Renovação Nacional
ChilePrimeiro (2009-2010)
Coalizão
(Coalición)
2012-2013
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Aliança
(Alianza)
2013-2015
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Evolução Política
Chile Vamos
2015-atual
União Democrática Independente
Renovação Nacional
Evolução Política
Partido Regionalista Independente

GovernosEditar

Entre 2010 e 2014 a Aliança governou o país sob o mandato de Sebastián Piñera, militante do partido Renovação Nacional.

Presidentes da RepúblicaEditar

Nome Início Término Cargo Votação
Sebastián Piñera 11 de março de 2010 11 de março de 2014 Presidente da República 3.056.526
 
44,05%
3.582.800
 
51,61%

CampanhasEditar

Ano Candidato Slogan
1989 Hernán Büchi Büchi é o homem
(Büchi es el hombre)
1993 Arturo Alessandri Besa Chile quer mais
(Chile quiere más)
1999 1º turno Joaquín Lavín Viva a mudança
(Viva el cambio)
2º turno Junte-se à mudança
(Súmate al cambio)
2005 1º turno Joaquín Lavín Asas para todos
(Alas para todos)
Sebastián Piñera Com Piñera, pode-se.
(Con Piñera, se puede)
2º turno Chile quer mais, Piñera é mais presidente
(Chile quiere más, Piñera más presidente)
2009 1º turno Sebastián Piñera Assim queremos o Chile. Bem-vindo à mudança.
(Así queremos Chile. Bienvenido el Cambio.)
2º turno Junte-se à mudança
(Súmate al cambio)
2013 1º turno Evelyn Matthei Um sete para o Chile
(Un siete para Chile)
2º turno Sim, pode-se.
(Sí se puede)

Histórico eleitoralEditar

 
Resultados eleitorais em Chile desde 1989, incluindo eleições municipais, de deputados e presidenciais (em linha pontilhada). A Aliança aparece na cor azul.

Eleições presidenciaisEditar

Ano Candidato(s) Votos (%) Resultado
1º turno 2º turno
1989 Hernán Büchi
 
29,40%
Não eleito
1993 Arturo Alessandri Besa
 
24,41%
Não eleito
1999-2000 Joaquín Lavín
 
47,51%
 
48,69%
Não eleito
2005-2006 Sebastián Piñera
 
25,41%
 
46,50%
Não eleito
Joaquín Lavín
 
23,22%
Não eleito
2009-2010 Sebastián Piñera
 
44,05%
 
51,61%

Presidente eleito
2013 Evelyn Matthei
 
25,01%
 
37,83%
Não eleita

Eleições parlamentaresEditar

 
Composição da Câmara de Deputados entre 1989 e 2005.

A Constituição de 1980 contemplava um senado misto, composto de 38 parlamentares eleitos democraticamente através de um sistema binominal, 9 senadores designados, além dos presidentes que tivessem governado por mais de 6 anos, que passariam a ser senadores vitalícios.

O sistema binominal cria uma desproporção que permite, por exemplo, que em 1989 a coalizão Democracia e Progresso eleja, com 35% dos votos, 16 senadores (42% do total de eleitos democraticamente). Esta desproporção é acentuada notavelmente pelo fato de que os senadores designados são partidários do conglomerado de direita, resultando em um total de 25 senadores, que deixam em minoria os 22 eleitos pela Concertação.

A partir de 2005, a figura dos senadores designados e dos senadores vitalícios foi eliminada, ficando o senado limitado aos 38 eleitos democraticamente.

Eleição Deputados Senadores
Votos % de votos Cadeiras Votos % de votos Cadeiras
1989 2 323 581
 
34,18%
48 / 120
2 370 009
 
34,85%
16 / 38
1993 2 471 789
 
36,68%
50 / 120
699 414
 
37,32%
17 / 38
1997 2 101 392
 
36,26%
47 / 120
1 553 192
 
36,64%
18 / 38
2001 2 720 195
 
44,27%
57 / 120
762 719
 
44,03%
18 / 38
2005 2 556 386
 
38,73%
54 / 120
1 777 110
 
37,25%
17 / 38
2009 2 874 674
 
43,45%
58 / 120
856 593
 
45,19%
17 / 38
2013 2 253 781
 
36,23%
49 / 120
1 715 701
 
38,05%
15 / 38

Eleições municipaisEditar

Eleição Prefeitos Vereadores
Votos % de votos Cadeiras Votos % de votos Cadeiras
1992 -
62 / 334
1 901 815
 
29,67%
756 / 1 748
1996
132 / 341
2 046 001
 
32,47%
770 / 1 789
2000
166 / 341
2 612 307
 
40,09%
849 / 1 783
2004 2 443 381
 
38,72%
104 / 345
2 307 046
 
37,68%
886 / 2 144
2008 2 586 754
 
40,66%
144 / 345
2 194 528
 
36,05%
861 / 2 146
2012 2 079 073
 
37,51%
121 / 345
1 755 153
 
32,88%
832 / 2 224

Eleições de conselheiros regionaisEditar

Eleição Votos % de votos Cadeiras
2013 1 870 069
 
32,30%
103 / 278

Logotipos eleitoraisEditar

Eleição Descrição
Parlamentares em 1989 Um pictograma de uma pessoa com os braços em alto: o braço esquerdo aponta para cima e a esquerda, enquanto o braço direito aponta à direita.
Parlamentares em 1993
Parlamentares em 1997
Duas montanhas próximas, entre ambas está um sol nascente.
Parlamentares em 2001
Parlamentares em 2005
Duas mãos em aperto simbolizando a aliança política. As mangas de cada mão são de cor preta.
Parlamentares em 2009 Uma estrela de cinco pontas, uma da cada cor diferente (em sentido horário desde o extremo superior: verde, laranja, celeste, magenta e azul) e o centro da estrela de cor púrpura.
Primárias em 2013
Parlamentares em 2013
O símbolo volta a ser o utilizado entre 2001 e 2005.

Referências