Abrir menu principal
União Democrática Independente
Unión Demócrata Independiente
UDI 2017.svg
Presidente Jacqueline van Rysselberghe
Fundação 24 de setembro de 1983 (como movimento)
22 de outubro de 1988 (como partido)
Sede Avenida Suecia 286, Providencia, Santiago
Ideologia Conservadorismo[1]
Conservadorismo social[2][3]
Neoliberalismo[4][5][6]
Nacionalismo[7]
Catolicismo tradicional[8][9]
Liberalismo econômico[7][10]
Espectro político Direita[11]
Centro-direita[11]
Membros 40.990 (2017)
País  Chile
Afiliação nacional Grupo dos Oito (1984)
Aliança (1989-2015)
Chile Vamos (2015-presente)
Afiliação internacional União Internacional Democrata
Senadores (2014)
7 / 38
Deputados (2014)
28 / 120
Conselheiros regionais (2014)
46 / 278
Prefeitos (2016)
52 / 345
Vereadores (2016)
391 / 2 240
Cores      Azul
     Amarelo
     Vermelho
Página oficial
www.udi.cl

União Democrática Independente (UDI) é um partido político chileno de direita, fundado como um movimento político em 1983. Seu principal inspirador foi o advogado, político e professor universitário Jaime Guzmán, personagem de destaque na política do Regime Militar e senador de 1990 até seu assassinato em 1 de abril de 1991.

Suas origens ideológicas remontam-se ao Movimento Gremial da Universidade Católica de Chile em 1966, caracterizado por promover a independência e despolitização dos corpos intermediários da sociedade.

Junto com os partidos Renovação Nacional (RN), Evolução Política (Evópoli) e Partido Regionalista Independente (PRI), compõe a coalizão política Chile Vamos.

Conforme os últimos pleitos,[12] é o partido político mais votado do Chile.[13][14]

IdeologiaEditar

Pessoa, família, sociedade e EstadoEditar

O gremialismo - idealizado por Jaime Guzmán - crê na existência de uma ordem moral objetiva inscrita na natureza humana, que é fundamento da civilização cristã, à qual deve se ajustar a organização da sociedade e deve subordinar-se todo o seu desenvolvimento cultural, institucional e econômico. A partir desta concepção fundamental é possível discernir que da dignidade espiritual e transcendente do ser humano emanam direitos inerentes a sua natureza, anteriores e superiores ao Estado. Desde o ponto de vista da liberdade individual, deve permitir a coexistência entre um exercício não abusivo da liberdade individual e o cumprimento de deveres pessoais e sociais sem os quais a convivência social derive na chamada "anarquia".

A família, núcleo básico da sociedade, deve ser respeitada e fortalecida. As pessoas têm direito a formar agrupamentos intermediários entre a família e o Estado, com autonomia para propender aos seus fins específicos.[15]

Princípio da subsidiariedade e sociedade livreEditar

A União Democrática Independente postula o princípio de subsidiariedade como base da sociedade livre. O respeito à liberdade pessoal e à autonomia dos corpos sociais intermediários exige que nem o Estado, nem nenhum outro organismo da sociedade invadam ou absorvam o campo específico das entidades menores ou o âmbito da liberdade da cada pessoa. O Estado tem funções indelegáveis. A defesa nacional; as relações exteriores; a legislatura e o poder judicial ou administrativo das normas que regulam a convivência nas esferas próprias do Direito; a erradicação da miséria e a promoção da maior igualdade possível de oportunidades básicas são, entre outras, tarefas essenciais do Estado. Especialmente corresponde ao Estado velar pelo acesso de toda a população aos benefícios de nutrição infantil, a saúde, a educação, o meio ambiente, entre outras áreas de similar importância social, conforme exija o bem comum e com devido respeito aos direitos das pessoas e ao princípio da subsidiariedade.

Direitos básicos e segurançaEditar

A UDI proclama como essencial o reconhecimento dos direitos e liberdades que uma sociedade livre deve assegurar a seus habitantes, entre os quais ressaltam com especial relevância o direito à vida, incluída a do que está por nascer; o direito à integridade física e psíquica de toda a pessoa, que exclui qualquer urgência ilegítima; a liberdade pessoal e segurança individual.

Regime políticoEditar

O regime democrático próprio do Ocidente é a forma de governo inerente à tradição e idiossincrasia chilena. Este regime compreende, entre outros aspectos, a igualdade perante a lei; o robustecimento das funções do Estado, limitando-as ao mesmo tempo às que lhe são próprias; a possibilidade das diversas tendências democráticas de alternar no exercício do poder; a renovação periódica das autoridades políticas e os demais elementos que caracterizam um Estado de direito. Do mesmo modo, consequente com o humanismo próprio de uma sociedade livre, declara-se determinadamente contrária a todo totalitarismo, qualquer que seja sua modalidade.

Sistema econômicoEditar

A UDI propõe uma economia social de mercado, baseada na propriedade privada dos meios de produção e na iniciativa e harmonia social como motores básicos do desenvolvimento econômico, com liberdades econômicas sujeitas a normas éticas rigorosas e a um marco jurídico que impeça seu abuso, fiscalize seus agentes, permita a livre concorrência e evite as práticas monopólicas, promova o desenvolvimento das pequenas e médias empresas e legitime o trabalho e a obtenção lícita de ganho como formas de superação da pobreza e de fortalecer o crescimento econômico e o desenvolvimento do país.

EstruturaEditar

PresidenteEditar

Nome Imagem Início Fim Notas
Jaime Guzmán Errázuriz   24 de setembro de 1983 29 de abril de 1987 Fundador do movimento; presidente até a união da UDI com a RN entre 1987 e 1988.
22 de outubro de 1988 7 de março de 1990 Retoma funções. Primeiro presidente do partido. Eleito senador para o mandato 1990-1998.
Julio Dittborn Cordua   7 de março de 1990 19 de fevereiro de 1992 Foi deputado por três mandatos (1998-2010). Contribuiu para a única "dobragem" da Aliança, no distrito das Condes.
Jovino Novoa Vásquez   19 de fevereiro de 1992 14 de julho de 1994 Fundador do Movimento Gremial, junto a Jaime Guzmán. Eleito senador para o mandato 1998-2006 e reeleito para o mandato 2006-2014. Presidente do Senado entre 2009 e 2010.
14 de julho de 1994 15 de abril de 1998
Pablo Longueira Montes   15 de abril de 1998 26 de maio de 2004 Deputado de 1990 a 2006; eleito senador para o mandato 2006-2014. Ministro de Economia em 2011.
Jovino Novoa Vásquez   26 de maio de 2004 1 de julho de 2006
Hernán Larraín Fernández   1 de julho de 2006 5 de julho de 2008 Senador entre 1994 e 2018; foi o primeiro Presidente do Senado pela UDI (2004-2005).
Juan Antonio Coloma Correia   5 de julho de 2008 30 de março de 2012 Deputado (1990-2002), Senador (2002-2018). Foi Vice-presidente da Câmara dos Deputados entre 1990 e 1992. O único que tem acedido ao cargo por meio de eleição no conselho geral do partido.
Patricio Melero Abaroa   30 de março de 2012 10 de maio de 2014 Deputado (1990-2018), foi Presidente da Câmara dos Deputados.
Ernesto Silva Méndez   10 de maio de 2014 11 de março de 2015 Deputado (2010-2018)
Javier Macaya Danús   11 de março de 2015 11 de abril de 2015 (interino) Deputado (2010-2018)
Hernán Larraín Fernández   11 de abril de 2015 7 de janeiro de 2017 Senador (1994-2018)
Jacqueline van Rysselberghe   7 de janeiro de 2017 No cargo Senadora (2014-2022)

Secretaria GeralEditar

Nome Imagem Início Fim
Pablo Longueira   22 de outubro de 1988 7 de março de 1990
Joaquín Lavín   7 de março de 1990 14 de julho de 1994
Juan Antonio Coloma   14 de julho de 1994 1 de julho de 2006
Darío Paya   1 de julho de 2006 5 de julho de 2008
Víctor Pérez Varela   5 de julho de 2008 30 de março de 2012
José Antonio Kast   30 de março de 2012 10 de maio de 2014
Javier Macaya   10 de maio de 2014 11 de abril de 2015
Guillermo Ramírez   11 de abril de 2015 7 de janeiro de 2017
Pablo Terrazas   7 de janeiro de 2017 No cargo

Diretoria atualEditar

A diretoria 2017-2019 está composta por:[16]

Resultados eleitoraisEditar

Eleições parlamentaresEditar

Eleição Deputados Senadores
Votos % de votos Cadeiras Votos % de votos Cadeiras
1989 667 369
 
9,17%
11 / 120
347 445
 
5,11%
2 / 47
1993 816 104
 
12,50%
15 / 120
190 283
 
10,15%
3 / 47
1997 837 736
 
14,45%
17 / 120
728 680
 
17,19%
5 / 49
2001 1 547 209
 
25,18%
31 / 120
263 035
 
15,18%
11 / 49
2005 1 456 430
 
22,34%
33 / 120
1 028 925
 
21,56%
9 / 38
2009 1 507 001
 
23,04%
37 / 120
403 741
 
21,30%
8 / 38
2013 1 174 411
 
18,92%
29 / 120
662 447
 
14,69%
8 / 38
2017 957 245
 
15,69%
30 / 155
210 897
 
12,66%
9 / 43

Eleições municipaisEditar

Eleição Prefeitos Vereadores
Votos % de votos Cadeiras Votos % de votos Cadeiras
1992
10 / 334
652 954
 
10,19%
184 / 1 748
1996
42 / 341
820 660
 
13,02%
257 / 1 789
2000
45 / 341
1 040 349
 
15,97%
229 / 1 783
2004 1 228 808
 
19,47%
51 / 345
1 151 703
 
18,81%
404 / 2 144
2008 1 275 653
 
20,05%
58 / 345
840 929
 
15,09%
351 / 2 146
2012 997 036
 
17,99%
47 / 345
733 855
 
13,75%
352 / 2 224
2016 707 715
 
14,79%
52 / 345
732 455
 
16,12%
391 / 2 240

Nota: Entre 1992 e 2000, os pleitos municipais elegiam somente os vereadores. Em 1992 houve prefeitos que compartilharam a metade do seu mandato com outro vereador. A partir de 2004, as eleições municipais passou a aderir as votações de prefeito e vereadores em separado. Os resultados da eleição de vereadores de 2016 inclui os candidatos independentes apoiados pelo partido dentro da coalizão "Chile Vamos UDI-Independentes".

Eleições de conselheiros regionaisEditar

Eleição Votos % de votos Cadeiras
2013 818 757
 
14,10%
47 / 278
2017 945 290
 
16,26%
52 / 278

LogotiposEditar

Período Descrição
1983 - 1989 As letras "UDI" em maiúsculas de tamanho igual formadas por uma faixa azul e outra vermelha, separadas por um espaço neutro: o traço azul é exterior na letra "U" e no "D" e está à direita na letra "I"; a faixa vermelha apresenta uma largura decrescente nas letras "U" e "D"; as letras UDI encontram-se escritas em linha reta diagonal, crescente da esquerda à direita sobre uma faixa de fundo branco: na margem inferior da faixa branca existe um fundo vermelho e na margem superior da faixa branca existe um fundo azul que, acima da letra "I" apresenta, em branco, uma pequena estrela de cinco pontas, com inclinação diagonal semelhante a faixa branca.[18]
1989 - 2005 Uma letra "U" maiúscula sobre a qual está posta uma seta direcionada para o alto, se formando uma letra "U" na cor azul, tendo nos extremos superiores dois triângulos isósceles de cor vermelha, que delimitam a seta branca. Este logotipo foi oficializado perante o Serviço Eleitoral do Chile em maio de 1993.[19]
2005 - 2016 A sigla "udi" passa a ser escrita em letras manuscritas de cor azul (Códigos: Pantone 286 C; #005DAA), um ponto vermelho (Pantone 032 C; #EF3340) sobre a letra I, e as letras sublinhadas com um traço amarelo (Pantone 1235 C; #FFB81C); abaixo ao traço amarelo, está posta a palavra "popular", em letras de forma azul, no mesmo tom de cor que a palavra "udi".[20]
2016- 2017 No Conselho Geral do partido, realizado em 19 de março de 2016, foi apresentado um novo logotipo, que consiste nas palavras "União Democrata Independente" em itálico na cor azul. No extremo inferior direito, sete pequenos quadrados de diferentes cores (da esquerda para a direita: vermelho, amarelo, roxo, verde, azul, laranja e azul celeste).[21]
2017- Presente O Conselho Geral do partido, realizado em 12 de abril de 2017, novamente modificou o logotipo, estabelecendo uma versão inspirada no clássico logo utilizado entre 2005 e 2016.[22]

Slogans de campanhaEditar

Ano Slogan
Plebiscito de 1988 UDI, força criadora.
(UDI, fuerza creadora.)
Parlamentares em 1989 UDI, uma nova geração para o Chile.
(UDI, una nueva generación para Chile.)
Municipais em 1992
Parlamentares em 1993 UDI, força criadora.
(UDI, fuerza creadora.)
Municipais em 1996 Hoje pela comuna, amanhã o país.
(Hoy por la comuna, mañana el país.)
Parlamentares em 1997 Homens de trabalho para conduzir o Chile.
(Hombres de trabajo para conducir a Chile.)
Municipais em 2000 Com a UDI, viva a mudança.
(Con la UDI, viva el cambio.)
Parlamentares em 2001 A UDI é a mudança.
(La UDI es el cambio.)
Municipais em 2004 Dê mudança, dê UDI. A resposta do Chile.
(Di cambio, di UDI. La respuesta de Chile.)
Parlamentares em 2005 UDI, a esperança popular.
(UDI, la esperanza popular.)
Municipais em 2008 Não mais Concertação.
(No más Concertación.)
Parlamentares em 2009 UDI, o motor da mudança popular.
(UDI, el motor del cambio popular.)
Municipais em 2012 Um Chile novo.
(Un Chile nuevo.)
Primárias em 2013 Por um Chile mais justo.
(Por Un Chile Más Justo.)
Parlamentares em 2013 Vamos a Grande Final.
(Vamos por la Gran Final.)
Municipais em 2016
Primárias em 2017 Piñera, a UDI está contigo.
(Piñera, la UDI está contigo.)
Parlamentares em 2017 Há equipe.
(Hay equipo.)

Referências

  1. Kevin J. Middlebrook (2000). Conservative parties, the right, and democracy in Latin America. [S.l.]: JHU Press. p. 34. Consultado em 11 de janeiro de 2012 
  2. William Lies; Mary Fran T. Malone (2006). The Chilean Church: Declining Hegemony?. The Catholic Church and the Nation-State: Comparative perspectives. [S.l.]: Georgetown University Press. p. 98. Consultado em 11 de janeiro de 2012 
  3. Jaime Etchepare Jensen (2005). «La Derecha Chilena, Principales Vertientes Ideológicas» (PDF). Consultado em 15 de novembro de 2017 
  4. Revista Capital (2 de setembro de 2009). «Hayek, la desigualdad y la UDI». Consultado em 14 de maio de 2014 
  5. Asuntospublicos.org (11 de setembro de 2001). «UDI: Ideología y Conductas de su Proyecto Refundacional» (PDF). Consultado em 22 de maio de 2014. Arquivado do original (PDF) em 22 de maio de 2014 
  6. Verónica Valdivia. «El golpe después del golpe: Leigh vs. Pinochet, Chile 1960-1980». Consultado em 22 de maio de 2014 
  7. a b Peadar Kirby (2003). Introduction to Latin America: Twenty-first century challenges. [S.l.]: SAGE. p. 157. Consultado em 11 de janeiro de 2012 
  8. Jaime Etchepare Jensen (2005). «La Derecha Chilena, Principales Vertientes Ideológicas» (PDF). Consultado em 15 de novembro de 2017 
  9. Manuel Alcántara Sáez (2003). «La ideología de los partidos políticos chilenos, 1994-2002:Rasgos constantes y peculiaridades». Revista de Ciencia Política / Volume XXIII / Nº 2 
  10. Jaime Etchepare Jensen (2005). «La Derecha Chilena, Principales Vertientes Ideológicas» (PDF). Consultado em 15 de novembro de 2017 
  11. a b S.A.P., El Mercurio. «Fichas de partidos políticos - UDI | Emol.com». Emol (em espanhol). Consultado em 15 de novembro de 2017 
  12. La Nación (29 de outubro de 2012). «La consolidación de UDI como el partido más grande» 
  13. «Título ainda não informado (favor adicionar)». presidenciales.servel.cl. Consultado em 15 de novembro de 2017. Arquivado do original em 25 de maio de 2016 
  14. «Título ainda não informado (favor adicionar)». www.latercera.com 
  15. «Doctrina y Principios». UDI Popular. Consultado em 15 de novembro de 2017. Arquivado do original em 3 de novembro de 2013 
  16. «Van Rysselberghe asume como presidenta de la UDI». La Tercera 
  17. «Jacqueline van Rysselberghe: "El respaldo de la UDI no es incondicional a Piñera"». La Tercera 
  18. «Extracto». Leychile.cl 
  19. «Reformas de estatutos del partido Unión Demócrata Independiente». Leychile.cl 
  20. «Reforma de estatutos del partido Unión Demócrata Independiente». Leychile.cl 
  21. «UDI presenta nueva imagen en convención programática». UDI. Consultado em 15 de novembro de 2017. Arquivado do original em 30 de março de 2016 
  22. «Directiva UDI apuesta a su renovación y cambia logo del partido». La Tercera