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Ana Rodrigues foi uma cristã-nova portuguesa, que se transferiu para a Bahia (Brasil), em meados do Século XVI, tornando-se uma das vítimas da primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil.

BiografiaEditar

Ana Rodrigues chegou à Bahia em 1557, em companhia de seu marido, Heitor Antunes [notas 1] , e vários filhos, na mesma nau que trouxe Mem de Sá para assumir o Governo-Geral do Brasil.Heitor Antunes,veio como Cavaleiro da "Rosa Mística do Cristo",com referência do Governo Português na época,tendo sído nomeado "Sir",ou Cavaleiro da Rosa Mística do Cristo,propagou o sobrenome Antúnes nas terras brasílicas,tendo sído o primeiro Templário a pisar o Brasil.

Seu marido já havia morrido quando chegou ao Brasil a primeira visitação do Santo Ofício (1536-1540), sendo a família acusada de práticas judaizantes e de haver tornado seu engenho (Matoim) uma espécie de sinagoga [notas 2]. Embora todos os membros da família tenham sido denunciados, as maiores acusações recaíram sobre a matriarca, que já era octogenária, em 1591.

Ana foi presa e mandada enjaulada para Lisboa, em 1593, para ser julgada pela Inquisição. Não chegou a ouvir a sentença que a condenou à fogueira porque morreu no cárcere, ainda naquele ano. Em 1604, sua imagem foi queimada em efígie, sua memória amaldiçoada, seus ossos desenterrados e incinerados.

Notas

  1. Citado por Mem de Sá em relatório enviado ao rei D. Sebastião, em 1572, Heitor Antunes tornou-se senhor de terras e do engenho Matoim (cujas ruínas encontram-se, atualmente, no município de Candeias), e parecia desfrutar da confiança do governador, uma vez que se tornou responsável pela coleta do imposto do açucar.
  2. Ou "esnoga", como se dizia à época.

BibliografiaEditar

  • Lipiner, E. Santo Ofício de Lisboa: confissões da Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 1997
  • Vainfas, Ronaldo (direção). Dicionário do Brasil Colonial: 1500 - 1808. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2000
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