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António Charrua
Nascimento 1925
Lisboa
Morte 2008 (83 anos)
Évora
Nacionalidade Portugal portuguesa
Área Pintura

António Dias Charrua (Lisboa, 6 de maio de 1925 — Évora, 21 de agosto de 2008) foi um artista plástico português. Dedicou-se à pintura, escultura, gravura e tapeçaria.[1][2]

Biografia / ObraEditar

 
Sem título, 1972, óleo sobre tela, 161 x 130 cm

Frequentou o curso de arquitetura da Escola de Belas-Artes de Lisboa. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian no estrangeiro em 1960-61 [3]. Dedicou-se às artes gráficas (trabalhou para a Portugália Editora, Editorial Presença e Sociedade de Expansão Cultural), tendo realizado várias capas de livros, por vezes sob o pseudónimo de A. Dias[4]. Expôs individualmente pela primeira vez em 1953, na cidade do Porto, data a partir da qual passou a apresentar a sua obra com regularidade, a nível nacional e internacional.

Partindo inicialmente de Picasso, a sua obra irá percorrer os caminhos de um tipo de abstração onde no entanto se sente uma forte ligação ao real. É o que acontece em Terra trabalhada (1961), exposto na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, que nos conduz, "em sugestão plausível, aos camponeses do Alentejo que foram um dos mais poderosos temas de Charrua".[5]

Na década seguinte a sua obra evolui, e o gestualismo associa-se a expressivas formas geométricas e objetos tridimensionais.[6]

Entre as suas mostras individuais podem destacar-se: Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1962, 1963); Galeria de Arte Moderna, Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa (1967, 1968); Galeria Numaga 2, Auvernier, Suiça (1971, 1976); Galeria Zen, Porto (1972); Galerie du Manoir, La Chaux-de-Fonds (1978); Galeria Jonas, Neichatel (1984); Galeria Darani, Lucarno (1984); Museu de Évora (2001).[1]

Entre as exposições coletivas em que participou podem destacar-se: Exposições Gerais de Artes Plásticas, SNBA, Lisboa; I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, SNBA (1957); II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961); Bienal Internacional de Tóquio (1965); Arte Portuguesa Contemporânea, Barcelona e Salamanca (1973), Roma e Paris (1976), Brasília, S. Paulo e Rio de Janeiro (1976); III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1986); etc.[1]

Está representado em coleções públicas e privadas, podendo destacar-se as seguintes: Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto; Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu do Chiado, Lisboa; Museu de Helsínquia, Finlândia.

Em 2005 a Câmara Municipal de Évora prestou-lhe homenagem, instalando a sua escultura Diálogo de Ícaro com o Sol numa das rotundas da cidade (Rotunda dos Colegiais).[7]

Em 2015, a Fundação Calouste Gulbenkian dedica-lhe uma exposição antológica, denominada X de Charrua, reunindo uma grande quantidade de obras: pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, artes gráficas, cerâmicas, vitrais e azulejos.

BibliografiaEditar

Referências

  1. a b c A.A.V.V. – III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1986
  2. A.A.V.V – Arte Portuguesa Contemporânea: pintura, desenho e gravura da coleção C. Gulbenkian (exposição itinerante: Açores; Madeira, outubro / dezembro 1962). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1962.
  3. A.A.V.V. (coordenação de Raquel Henriques da Silva) – 50 Anos de Arte Portuguesa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 36
  4. Ferrão, Rita Gomes, "O gesto de António Charrua", Jornal Público, 28-04-2016, p. 47
  5. Silva, Raquel Henriques – António Charrua. In: A.A.V.V (coordenação de Raquel Henriques da Silva) – 50 Anos de Arte Portuguesa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 36
  6. França, José Augusto - A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 408
  7. Município de Évora. «A escultura do mestre António Charrua na Rotunda dos Colegiais» [ligação inativa]
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