Multilinguismo

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Multilinguismo — sendo bilinguismo para dois idiomas e plurilinguismo para três ou mais — é o uso ou promoção de mais dum idioma, seja por uma pessoa individual ou por uma comunidade de pessoas. Pessoas multilíngues superam numericamente os falantes monolíngues na população do mundo.[1] O multilinguismo está se tornando um fenômeno social regido pelas necessidades da globalização e da abertura cultural.[2] Graças à facilidade de acesso à informação causada pela Internet, a exposição das pessoas a múltiplas línguas está ficando cada vez mais frequente e provocando, portanto, a necessidade de aprender diferentes línguas. As pessoas que falam mais de dois idiomas também são chamadas de poliglotas.[3]

Uma lata de lixo em Seattle, Estados Unidos, rotulada em quatro idiomas: inglês, chinês, vietnamita e espanhol
Placa em inglês e francês no Canadá, país oficialmente bilíngue
Uma placa multilíngue no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior em Macau; em cima está em português e chinês, que são as línguas oficiais de Macau, enquanto em baixo japonês e inglês, que são línguas comuns usadas pelos turistas da cidade
Placa nas línguas mongol, chagatai, chinês, tibetano e manchu em Chengde, na China
Placa na cerca duma área militar em Kırklareli, na Turquia, em turco, inglês, francês e alemão
Aviso multilíngue na Catedral de Westminster, em Londres, na Inglaterra

Na Europa, a Declaração da Sorbonne (1998),[4] que abriu caminho à Declaração e ao Processo de Bolonha (1999), apontava já para a necessidade de a formação do primeiro ciclo do ensino superior ser orientada para a banda larga (estudos diversificados e pluridisciplinares), devidamente apoiada no ensino das línguas vivas e no uso das novas tecnologias. Esta orientação expressa na Declaração de Sorbonne, e posteriormente reiterada noutros documentos estruturantes do Espaço Europeu de Ensino Superior, condensa três aspectos importantes para garantir um sistema educativo competitivo no espaço europeu e mundial e, sobretudo, para assegurar uma integração mais eficaz entre os vários níveis do sistema de ensino: formação eclética; conhecimentos de línguas estrangeiras; e domínio das novas tecnologias da informação.

Os falantes de várias línguas adquiriram e mantiveram pelo menos uma língua durante a infância, a chamada língua materna (ou primeira língua). A língua materna é adquirida sem educação formal, por mecanismos sobre os quais os estudiosos discordam.[5] As crianças que adquirem duas línguas nativamente desde os primeiros anos são chamadas de bilíngues simultâneos. É comum que os jovens bilíngues simultâneos sejam mais proficientes numa língua do que noutra.[6]

DefiniçãoEditar

A definição de multilinguismo é um tema de debate assim como a definição de fluência linguística. Numa extremidade duma espécie de continuum linguístico, pode-se definir o multilinguismo como competência completa e domínio de outra língua. O falante teria, presumivelmente, conhecimento e controle completos sobre a língua de modo a soar nativo. No extremo oposto do espectro seriam pessoas que conhecem frases suficientes para se locomoverem como turistas usando a língua alternativa. Desde 1992, Vivian Cook tem argumentado que a maioria dos falantes multilíngues se situam em algum lugar entre as definições mínima e máxima. Cook chama essas pessoas de multicompetentes.[7][8]

Além disso, não há uma definição consistente do que constitui uma língua distinta.[9] Por exemplo, os estudiosos muitas vezes discordam se a língua escocesa é uma língua de direito próprio ou um dialeto do inglês.[10] Muitos alunos de pequenas nações independentes são hoje obrigados a aprender várias línguas por causa das interações internacionais.[11]

Em muitos países, o bilinguismo ocorre através das relações internacionais, onde o inglês, sendo a língua franca global da vez, por vezes resulta num bilinguismo majoritário, mesmo quando os países têm apenas uma língua oficial nacional. Na Europa, isso ocorre especialmente em regiões germânicas como a Escandinávia, os Países Baixos e entre os germanófonos, mas também está se expandindo para alguns países não germânicos.[12]

TermosEditar

  • monolíngue, monoglota — 1 língua é falada
  • bilíngue, biglota — 2 línguas
  • trilíngue, triglota — 3 línguas
  • quadrilíngue, tetraglota — 4 línguas
  • quinquelíngue, pentaglota — 5 línguas
  • sexalíngue, hexaglota — 6 línguas
  • septilíngue, heptaglota — 7 línguas
  • octolíngue, octoglota — 8 línguas
  • novelíngue, eneaglota — 9 línguas
  • decalíngue, decaglota — 10 línguas
  • undecalíngue, undecaglota — 11 línguas
  • duodecalíngue, dodecaglota — 12 línguas

BilinguismoEditar

O termo bilinguismo, aplicado ao indivíduo, significa a capacidade de expressar-se em duas línguas.[13] Numa comunidade, é a situação em que os falantes usam duas ou mais línguas alternadamente.[14] Segundo a ONU, há 191 países independentes, e que o mundo tem hoje algo entre três e dez mil línguas (dependendo do conceito adotado), sendo mais da metade da população mundial é bilíngue ou multilíngue. Estudos recentes comprovaram que crianças expostas desde cedo a dois ou mais idiomas desenvolvem maior velocidade de raciocínio e conseguem aprender mais rápido.[15]

Existem dois bilinguismos, conforme a idade de aquisição das línguas, o bilíngue precoce (ou primário) é, a criança que, até três anos, aprende a falar duas línguas ao mesmo tempo; e o bilíngue tardio (ou secundário), é a criança já que tem aprendida a primeira língua e, depois de quatro anos, começa a estudar uma ou mais línguas.[15][16]

O bilinguismo pode ocorrer em diversas situações, como:

A pesquisadora canadense Ellen Bialystok, em sua pesquisa, afirma ainda que, pessoas bilíngues que venham a sofrer de demência ou doença de Alzheimer, pelo fato de serem bilíngues podem ter os sintomas iniciais atrasados em até 4 ou 5 anos. Dessa forma, o bilinguismo é um contribuidor para a reserva cognitiva e age como um modificador de expressões comportamentais que estão relacionadas a atrofia cerebral associada ao Alzheimer.[19][20]

Em indivíduosEditar

Uma pessoa multilíngue é alguém que consegue se comunicar em mais de uma língua, seja de forma ativa ou passiva. Uma pessoa multilíngue é normalmente denominada poliglota, um termo que pode também referir-se a pessoas que aprendem várias línguas como um passatempo.[21][22]

Capacidade de comunicaçãoEditar

Uma vantagem evidente do multilinguismo é o aumento da capacidade de comunicação na sociedade.[23] De um lado, isto promove o intercâmbio internacional. Pessoas com línguas maternas diferentes e de países diferentes ainda podem se comunicar umas com as outras em muitas situações. As oportunidades de comunicação não são dirigidas apenas para o exterior, mas também para o interior: numa sociedade, as possibilidades de comunicação são fomentadas. Uma vez que a comunicação entre as maiorias e as minorias se torna possível, uma convivência harmoniosa pode ser possível. Desta forma, é facilitada a integração e participação das diferentes minorias na sociedade.[24]

Habilidade cognitivaEditar

Pessoas que sabem mais de uma língua foram reportadas como sendo mais adeptas da aprendizagem de línguas do que as monolíngues.[25] Os multilíngues altamente proficientes em duas ou mais línguas foram reportados como tendo uma função executiva melhorada ou mesmo com risco reduzido de demência.[26][27][28][29][30] Mais recentemente, no entanto, esta afirmação tem sido alvo de fortes críticas,[31][32] com repetidas falhas na replicação.[33][34]

A vantagem do multilinguismo na aprendizagem de novas línguas não se limita ao sentimento pela língua, mas também ao conhecimento metalinguístico. As pessoas multilíngues são superiores às pessoas monolíngues neste aspecto, uma vez que podem utilizar diferentes estratégias linguísticas na aprendizagem de novas línguas, que podem tirar proveito do seu multilinguismo (como a paráfrase e o code-switching), abordam os textos com mais confiança e procuram estruturas familiares e palavras mais especificamente. São mais capazes também de identificar limites de palavras e compreender regras gramaticais, uma vez que é provável que tomem consciência destes aspectos do que falantes monolíngues.[35]

Vários estudos em pesquisa cerebral mostram que o multilinguismo precoce (a partir dos seis anos) oferece vantagens consideráveis na aprendizagem de novas línguas.[36] As outras línguas podem ser associadas às áreas das línguas já conhecidas e assim facilitar a aprendizagem.[35] Em estudos posteriores, os psicolinguistas descobriram que existe uma ligação inequívoca entre a consciência metalinguística e o aprender a ler; um destes estudos mostrou que as crianças multilíngues estão vários meses à frente das crianças monolíngues a este respeito.[37] Isto é devido à sua capacidade de reconhecer as palavras.[35]

Benefícios econômicosEditar

Os bilíngues podem ter importantes vantagens no mercado de trabalho sobre os indivíduos monolíngues, uma vez que os bilíngues podem desempenhar tarefas que os monolíngues não podem (p.ex. interagir com clientes que só falam uma língua minoritária). Um estudo na Suíça descobriu que o multilinguismo está positivamente correlacionado com o salário de um indivíduo, a produtividade das empresas e o produto interno bruto (PIB); os autores afirmam que o PIB da Suíça é aumentado em 10% pelo multilinguismo.[38] Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Agirdag descobriu que o bilinguismo tem benefícios econômicos substanciais, dado que as pessoas bilíngues têm cerca de três mil dólares por ano a mais de salário do que os monolíngues.[39]

Aspecto pragmático da linguagemEditar

O multilinguismo também traz consigo aspectos pragmáticos da linguagem. O bilinguismo e o multilinguismo alargam o horizonte do indivíduo. Isto refere-se, por um lado, à compreensão intercultural, mas também às oportunidades educacionais individuais. Ser capaz de falar e compreender várias línguas traz muitas vantagens no campo escolar e profissional.[24]

No sentido do aspecto pragmático da linguagem, Riehl (2006) fala da "visão diferenciada do mundo" das pessoas multilíngues, já que elas podem olhar através dos "óculos doutras línguas", conhecendo assim outras perspectivas e tornando-se mais flexíveis nas suas ações.[35]

Problemas do multilinguismoEditar

Tempo gastoEditar

Uma das dificuldades com o multilinguismo é o caminho que o leva até lá. A aprendizagem de uma segunda ou terceira língua custa muito tempo ao aprendiz. Este é um esforço enorme, muitas vezes à custa doutras atividades, e desencoraja muitas pessoas de aprender outras línguas.[40] Dependendo do contexto em que se aprende, é necessário assumir diferentes custos, como cursos de línguas e livros para apoiar o processo de aprendizagem.

Menor sentido linguísticoEditar

De acordo com Krieger (2011), se você aprender línguas diferentes e falá-las, elas influenciam umas às outras. Isto leva a um enfraquecimento do sentimento pela língua, uma vez que um multilíngue pode não se concentrar numa única língua sem se orientar também pelas outras quando fala e escreve. Outros fatores que são negativamente influenciados pelo multilinguismo são a insegurança de expressão e a pobreza de vocabulário. Isto deve-se ao fato de as línguas, o vocabulário e a gramática de cada língua serem repetidamente confundidos.[40]

Fraca coesão duma sociedadeEditar

De acordo com Eichinger (1994), uma comunidade é mantida unida pela língua de cada um dos seus participantes, dentre outras coisas. No entanto, se forem faladas várias línguas, a comunidade não é tão forte como um grupo de pessoas que fala apenas uma língua. Neste caso, o sentimento de pertença coletiva é mais forte e as pessoas estão mais conscientes disso. Contudo, este aspecto negativo contrasta com o fator de integração e envolvimento dos participantes duma sociedade através do multilinguismo.[41]

Como uma barreira linguísticaEditar

Como uma pessoa multilingue não pode falar nenhuma das suas línguas com qualquer grau de certeza (uma vez que todas as línguas se influenciam mutuamente), isto pode levar a uma situação em que ninguém numa sociedade multilíngue pode comunicar adequadamente entre si. Em relação às famílias migrantes, isto também impede a sua integração e participação na sociedade.[24][41]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «A Global Perspective on Bilingualism and Bilingual Education (1999), G. Richard Tucker, Carnegie Mellon University». Consultado em 2 de agosto de 2011. Arquivado do original em 22 de agosto de 2012 
  2. «The importance of multilingualism». multilingualism.org. Consultado em 16 de setembro de 2010 
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BibliografiaEditar

Ligações externasEditar