Caio Fundânio Fúndulo

político

Caio Fundânio Fúndulo (em latim: Caius Fundanius Fundulus) foi um político da gente Fundânia da República Romana eleito cônsul em 243 a.C. com Caio Sulpício Galo. Foi o primeiro de sua gente a chegar ao consulado.

Caio Fundânio Fúndulo
Cônsul da República Romana
Consulado 243 a.C.

Edil (246 a.C.)Editar

 
Teatro de operações da Primeira Guerra Púnica entre 248 e 241 a.C..
  Território siracusano
  Território cartaginês
  Territórios romanos
1. Amílcar Barca apóia Drépano, que esta sitiada, e saqueia a costa italiana.
2. Amílcar desembarca em monte Ercte.
3. Amílcar muda sua base de monte Ercte para Érice (Eryx).
4. Vitória naval romana nas ilhas Égadas e queda de Drépano. Cartago pede a paz (241 a.C.).

Foi edil em 246 a.C. e, durante seu mandato, apoiado por seu colega, Tibério Semprônio Graco, acusou Cláudia, filha de Ápio Cláudio Cego, que acabou condenada a pagar uma multa que foi suficiente para construir o Templo da Liberdade no Aventino.[1] Cícero conta a mesma história de forma diferente. Segundo ele, foi Públio Cláudio Pulcro, filho de Ápio Cláudio Cáudice (neto de Cego), e não Cláudia, o acusado de ter lutado apesar dos auspícios contrários e ser derrotado na Batalha de Drépano em 249 a.C.. Quando as centúrias se preparavam para votar, uma tempestade interrompeu a votação. Alguns tribunos intervieram logo em seguida e proibiram que uma mesma acusação pudesse ser apresentada pelos mesmos acusadores duas vezes num mesmo ano. Por isso, Fundânio e Graco tiveram que mudar de estratégia e, assim, conseguiram seu intento. Outros relatos afirmam que Cláudia só teria sido julgada depois da morte de seu irmão.[2]

Consulado (243 a.C.)Editar

Caio Fundânio foi depois eleito cônsul em 243 a.C. e enviado à Sicília para lutar contra Amílcar Barca, que ocupava a cidade de Érice. Amílcar pediu uma trégua para que fossem enterrados os mortos, mas o cônsul recusou a proposta alegando que era melhor uma trégua pelos vivos do que uma pelos mortos. Posteriormente, quando Caio Fundânio pediu uma trégua a Amílcar, ele concordou afirmando que não lutaria contra os mortos.

Ver tambémEditar

Cônsul da República Romana
 
Precedido por:
'Aulo Mânlio Torquato Ático

com Caio Semprônio Bleso II

Caio Fundânio Fúndulo
243 a.C.

com Caio Sulpício Galo

Sucedido por:
'Caio Lutácio Cátulo

com Aulo Postúmio Albino


Referências

  1. Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 16.14-19.
  2. Schol. Bob. in Cic. p. 337. Ed. Orelli.

BibliografiaEditar

  • Broughton, T. Robert S. (1951). «XV». The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I. Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas 
  • (em alemão) Caius Fundanius Fundulus. In: Der Neue Pauly (DNP). Volume 4, Metzler, Stuttgart 1998, ISBN 3-476-01474-6, Pg. 709-10.