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IgrejaCatólicaEmblem of the Papacy SE.svg
Flag of Venezuela.png
Venezuela
Ano 2005
Santo padroeiro Nossa Senhora de Coromoto[1]
Católicos 25.000.000
População 28.000.000
Presbíteros 1.500
Núncio apostólico Aldo Giordano
Códice VZ
Mapa das diocese da CEV

A Igreja Católica na Venezuela faz parte da Igreja Católica Romana mundial, sendo liderada espiritualmente pelo Papa e regida pela Cúria em Roma e pela Conferência Episcopal Venezuelana.

A Venezuela tem cerca de 25 milhões de católicos representando 96% da população. Há 34 dioceses incluindo 9 arquidioceses, 3 vicariatos apostólicos, mais jurisdições separadas para os ritos greco-católico melquita e católico siro-malabar, e também um ordinariato militar.

Índice

AtualmenteEditar

SocialismoEditar

A Igreja Católica venezuelana diz que o país vive "um regime de fato, sem respeito às garantias previstas na Constituição e aos mais altos princípios de dignidade do povo". As relações são tensas com o governo venezuelano desde que o movimento chavista chegou ao poder, em 1999, e, na gestão de Nicolás Maduro, a Igreja Católica é considerada um agente político de desestabilização do país.[2] Em uma reunião com representantes da Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o Administrador Apostólico de Caracas e Arcebispo de Mérida, Cardeal Baltazar Porras, disse que a Igreja é perseguida em meio à crise social, política e econômica que se vive na Venezuela, causada pelo governo. Ele citou como exemplo as restrições contra centros educacionais católicos. "Parece que se busca colocar obstáculos para que a própria Igreja feche seus colégios", disse. Do mesmo modo, indicou que as paróquias são atacadas pelo governo através dos “conselhos comunais e grupos pró-governo chamados ‘coletivos’”: "Por exemplo, em Caracas, nas áreas populares, os coletivos ficam nas portas das paróquias e escutam o que o sacerdote diz na homilia, se não gostam, começam as ameaças", denunciou.[3]

Em 1º de julho de 2016, cinco seminaristas do Seminário Menor San Buenaventura, de Mérida, foram despidos, agredidos e presos em um bueiro por grupos que apoiam o governo de Nicolás Maduro, quando os estudantes passavam perto do local em que se realizaria uma iniciativa solidária de entrega de medicamentos, com a presença da esposa do preso político Leopoldo López. Os seminaristas foram agredidos, privados de seus pertences e despidos à força. Suas roupas e livros de inglês foram queimados junto com pneus. Na Diocese de Guarenas, o bispo tem sido alvo frequente de insultos por parte de apoiadores do governo de Maduro que consideram as suas mensagens "antirrevolucionárias". Em 25 de junho de 2016, um sacerdote da mesma diocese, o padre Clemente Medina, foi ferido com arma cortante por vários homens que invadiram de madrugada a paróquia São José. Em 7 de junho, a cúria diocesana sofreu uma invasão durante a qual os delinquentes espancaram e amordaçaram funcionários e até visitantes.[4][5]

Organização da Conferência Episcopal VenezuelanaEditar

A Conferência Episcopal Venezuelana é constituída por:

  • Todos os arcebispos e bispos residentes, os administradores e vigários apostólicos, os Administradores Diocesanos, e os demais que por direito se equiparam aos bispos diocesanos.
  • Os arcebispos e bispos coadjutores e auxiliares.
  • Os bispos titulares que exerçam um ofício pastoral ao serviço de toda a Igreja na Venezuela, por encargo da Santa Sé ou da Conferência Episcopal Venezuelana. (art. n.° 2)

Que em conjunto formam:

  • Assembleia Plenária: é o órgão supremo da Conferência Episcopal Venezuelana, constituído por todos os membros da mesma.
  • Comissões Episcopais: Organismos de estudo, supervisão e assessoria, das quais dispõe a Conferência Episcopal Venezuelana para atender os vários campos pastorais.
  • Comissão Permanente: Tem como finalidade examinar e supervisionar a execução e cumprimento do plano pastoral.
  • Secretariado Permanente (SPEV): é um organismo de serviço da conferência de bispos responsável por informar, executar e coordenar as decisões e atividades programadas.[6]

Referências

  1. LORENZATO, J.R. Nomes, Nomes dos Santos e Santos Padroeiros. São Paulo. Palavra & Prece editora, 23 de dezembro de 2010. p.204
  2. «Igreja Católica na Venezuela considera novo mandato de Maduro "ilegítimo"». UOL. 9 de janeiro de 2019. Consultado em 27 de julho de 2019 
  3. «Igreja Católica é perseguida por governo da Venezuela, denuncia Cardeal». ACI Digital. 10 de julho de 2019. Consultado em 27 de julho de 2019 
  4. Ramón Antonio Pérez (7 de abril de 2016). «Venezuela: seminaristas são despidos e humilhados». Aleteia. Consultado em 27 de julho de 2019 
  5. «Chavistas atacam e deixam nus seminaristas menores na Venezuela». ACI Digital. 4 de julho de 2016. Consultado em 27 de julho de 2019 
  6. «CEV organização». Consultado em 11 de fevereiro de 2013. Arquivado do original em 6 de fevereiro de 2010 

Ligações externasEditar

 
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