Cipriano Mera

Cipriano Mera Sanz ( Madrid, 4 de Novembro de 1897 - Saint-Cloud, França, 24 de Outubro de 1975) foi uma figura política e militar durante a Segunda República Espanhola.

Cipriano Mera
Nome completo Cipriano Mera Sanz
Conhecido(a) por El Viejo (O velho)
Nascimento 4 de novembro de 1897
Madrid, Espanha
Morte 24 de outubro de 1975 (77 anos)
Saint-Cloud, França
Ocupação Anarcho-syndicalist, sindicalista e militar
Serviço militar
Serviço Escudo de España (República).PNGExército Republicano Espanhol
País BANDERACGT.png Milícias Confederadas
Segunda República Espanhola República Espanhola
Anos de serviço 1936-1939
Patente Tenente-coronel
Comando Coluna de Mera (1936)
14ª Divisão (1937)
IVº Exército de Centro (1937–1939)
Conflitos Guerra Civil Espanhola

Início da vidaEditar

Ele teve dois filhos (Floreal e Sergio) com sua parceira Teresa Gómez. Cipriano iniciou trabalhando como pedreiro,[1] logo se uniu ao movimento anarquista e presidiu o sindicato da construção da Confederação Nacional do Trabalho (CNT) de Madrid. Durante o congresso celebrado em Saragoça, três meses antes do início da Revolução Espanhola, ele era a favor dos setores mais radicais, colaborando com a Federação Anarquista Ibérica (FAI). Mera liderou uma greve dos trabalhadores da construção, eletricistas e operadores de elevador em Madrid, em junho de 1936, como resultado ele foi preso no início de julho.[2]

Guerra Civil EspanholaEditar

Ele foi libertado no inicio da Guerra Civil Espanhola e liderou uma coluna que extinguiu o levante dos rebeldes nacionalistas em Guadalajara, Alcalá de Henares e Cuenca.[3]

Em seguida defendeu a barragens de Lozoya, que abastecia Madrid, e lutou nas serras de Ávila e no vale do Tiétar. A ele foi dado o comando da XIV ª Divisão atuando na defesa de Madrid, e nas Batalha de Guadalajara (março de 1937)[4] e de Brunete (julho de 1937).[5] Ele substituiu Juan Perea Capulino no comando o IV Corpo do Exército do Centro. Em abril de 1938 foi promovido a tenente-coronel.[6]

O fim da guerraEditar

Em 1939 Mera estava convencido, assim como muitos outros, de que os republicanos seriam derrotados.[7] Quando Juan Negrín, apoiado pelos comunista do PCE, se recusou a iniciar as tratativa de um acordo de paz com Francisco Franco, Mera decidiu apoiar Segismundo Casado, comandante do Exército Republicano do Centro, e Julián Besteiro do Partido Socialista (PSOE) para encenar um golpe de Estado e estabelecer uma junta militar anti-Negrín e anti-stalinista.[8]

Em março de 1939 ele se uniu ao levante do coronel Casado para acelerar o fim da guerra e para impedir o partido comunista (PCE) de controlar a zona republicana.[9] Suas forças foram fundamentais para a vitória de Casado em Madrid contra o Io Corpo de Exército do Centro enviado pelo PCE para derrotar o levante.[10]

Exílio e morteEditar

Ele retirou-se para Valência no final da guerra e de avião foi para Orã e Casablanca, mas foi extraditado para a Espanha[1] em fevereiro de 1942. Em 1943, ele foi condenado à morte, uma sentença que foi diminuida para 30 anos de prisão, sendo porém ele libertado em 1946.[11] Ele emigrou no ano seguinte para Paris, onde trabalhou como pedreiro até sua morte em St. Cloud, França, em 1975.[1]

FilmesEditar

Ele apareceu como ele mesmo no filme de 1936 de produção da CNT "Castilla Libertária". Em 2009, foi exibido um documentário intitulado "Vivir de Pie: Las Guerras de Cipriano Mera." (Vivendo em seus pés: as lutas dos Cipriano Mera).[12]

Referências

  1. a b c Beevor, Antony. The battle for Spain. The Spanish Civil War. 1936-1939. Penguin books. London. 2006. p. 410
  2. Beevor, Antony. The battle for Spain. The Spanish Civil War. 1936-1939. Penguin books. Londres. 2006. pag. 48
  3. Beevor, Antony. The battle for Spain. The Spanish Civil War. 1936-1939. Penguin books. London. 2006. p.77
  4. Beevor, Antony. The battle for Spain. The Spanish Civil War. 1936-1939. Penguin books. London. 2006. pp.219-220
  5. Beevor, Antony. The battle for Spain. The Spanish Civil War. 1936-1939. Penguin books. London. 2006. p.283
  6. Christie 2003, p. 12
  7. Beevor, Antony. The battle for Spain. The Spanish Civil War. 1936-1939. Penguin books. London. 2006. pp.388-389
  8. Thomas, Hugh; (2001); The Spanish Civil War; pag.876-878; Penguin Books; London; ISBN 978-0-14-101161-5
  9. Beevor 2006, pp. 391–392
  10. Preston, Paul. The Spanish Civil War. Reaction, revolution & revenge. Harper Perennial. London, 2006. p.298
  11. Beevor 2006, p. 492
  12. Vivir de pie. Las guerras de Cipriano Mera IMDB

FontesEditar

  • Beevor, Antony (2006). The Battle for Spain: The Spanish Civil War 1936-1939. [S.l.]: Penguin Books. ISBN 0-14-303765-X 
  • Christie, Stuart (2003). General Franco Made Me a 'terrorist'. [S.l.]: Christie Books. ISBN 1-873976-19-4 
  • Preston, Paul. The Spanish Civil War. Reaction, revolution & revenge. Harper Perennial. London, 2006.

Ligações externasEditar

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