Abrir menu principal
Dantas Barreto Academia Brasileira de Letras
Nome completo Emídio Dantas Barreto
Nascimento 1850
Bom Conselho, Pernambuco
Morte 1931 (81 anos)
Rio de Janeiro, Bandeira do Distrito Federal (Brasil) (1891–1960).gif Distrito Federal
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Militar e político

Emídio Dantas Barreto (Bom Conselho, 1850Rio de Janeiro, 1931) foi um militar e político brasileiro.

Em 1897, participou da Guerra de Canudos, no posto de tenente-coronel.[1][2] Registrou suas experiências da guerra no livro Última Expedição a Canudos, lançado no ano seguinte, sendo um dos primeiros a publicar um livro sobre esta campanha.[3]. Em 1905 publicou um segundo livro sobre a mesma guerra, intitulado Acidentes da Guerra.[4]

Emídio Dantas Barreto, general e presidente de Pernambuco

Durante o governo de Hermes da Fonseca, exerceu o cargo de ministro da Guerra, no período de 15 de novembro de 1910 a 12 de setembro de 1911. Durante sua gestão ocorreram graves perturbações na ordem militar e civil: primeiro, a chamada Revolta da Chibata, quando os marinheiros das principais embarcações promoveram o motim, contra os castigos físicos ainda aplicados na Marinha, já no começo do governo (1910), quando a própria capital do país, então o Rio de Janeiro, foi ameaçada de bombardeio.

Estas questões resolveu o governo anistiando os envolvidos. Entretanto, a dezembro deste mesmo ano, nova revolta eclode entre os fuzileiros lotados na Ilha das Cobras, desta feita promovendo o general uma punição excessivamente severa.

Durante a sua administração também ocorre o levante do Contestado, uma região disputada pelos estados do Paraná e Santa Catarina, onde João Maria, a exemplo do Antônio Conselheiro em Canudos, desafia o poder Federal. Diversas expedições são para lá enviadas, não logrando sucesso algum, que ocorreu com a expedição de Fernando Setembrino de Carvalho no governo seguinte de Venceslau Brás.

Foi presidente de Pernambuco, de 19 de dezembro de 1911 a 18 de dezembro de 1915, e senador da República.

Além da carreira militar e política, Dantas Barreto redigiu obras científicas, estudos militares e romances históricos, deixando extensas informações sobre campanhas militares do seu período.[5]

ObrasEditar

  • Margarida Nobre: A poesia do Século XIX.
  • Expedição do Mato Grosso

Referências

  1. CUNHA, Euclides da, Os Sertões
  2. BOMBINHO, Manuel das Dores. Canudos, história em versos. São Paulo: Hedra, Imprensa Oficial do Estado e Editora da Universidade Federal de São Carlos, 2a. edição, 2002
  3. DANTAS BARRETO, Emídio. Última Expedição a Canudos. Porto Alegre: Franco e Irmãos Editores, 1898. Revisto, ampliado e republicado em 1912 sob o título Destruição de Canudos
  4. DANTAS BARRETO, Emídio. Acidentes da Guerra. Rio Grande do Sul, Ed. Liv. Rio-Grandense, 1905. 2ª edição: Recife, Livraria Econômica,1984
  5. Semira Adler Vainsencher. «Dantas Barreto». Fundação Joaquim Nabuco 

Ligações externasEditar