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Diógenes de Almeida Campos

geólogo e paleontólogo brasileiro
Diógenes de Almeida Campos
Conhecido(a) por paleontólogo de vertebrados
Nascimento 12 de setembro de 1943 (76 anos)
Irará Bahia, Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Prêmios Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico
Instituições
Campo(s) Paleontologia e geologia

Diógenes de Almeida Campos (Irará, 12 de setembro de 1943) é um naturalista, geólogo e paleontólogo brasileiro.

Membro da Academia Brasileira de Ciências[1], diretor do Museu de Ciências da Terra (DNPM)[2], no Rio de Janeiro e autor de dezenas de artigos científicos (publicações nacionais e internacionais). Dedica-se principalmente às pesquisas de vertebrados do Cretáceo.

BiografiaEditar

Diógenes nasceu em Irará no Centro Norte Baiano, em 1943, é o segundo filho de Odete de Almeida Campos (1924-1991) e Aristeu Nogueira Campos (1915-2006) um dos mais ativos políticos esquerdistas do Estado da Bahia e também Diretor do Jornal O Momento. Diógenes é neto de Elpídio Nogueira Campos, primeiro Interventor da cidade de Irará e bisneto de Pedro Nogueira Portela, primeiro Intendente da mesma cidade. Tem duas irmãs: Vera Felicidade de Almeida Campos e Mariana Campos Meira.[3]

Aos 2 anos, a família se mudou para Salvador com sua família, onde frequentou colégios locais, formando-se em 1967 em Geologia na Universidade Federal da Bahia. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1968, ingressando no Departamento Nacional de Produção Mineral.[3] Na seção de Paleontologia do DNPM foi, desde o início, orientado por Llewellyn Ivor Price, que o estimulou a dedicar-se à Paleontologia de vertebrados e à estratigrafia do Cretáceo brasileiro. Em 1978 tornou-se Mestre (Ciências) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ.[3]

Vida pessoalEditar

Na década de 1960, casou-se com Déa Regina Bouret Campos com quem teve dois filhos: Elisa Bouret Campos e Aurélio Bouret Campos; divorciou-se da primeira esposa e posteriormente casou-se (e separou-se) com Jussara Ribeiro, com quem teve um filho: Diogo Ribeiro Campos. É casado com Maria Celeste Mendes Nogueira Campos.[4]

CarreiraEditar

Diógenes é responsável, desde 1977, por uma das maiores coleções de fósseis do Brasil. Como chefe do Setor de Paleontologia do DNPM e Diretor do Museu de Ciências da Terra, atualmente sob a responsabilidade da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), organiza, documenta e disponibiliza o acervo para pesquisadores do país.[3][4]

Autor de mais de 100 trabalhos científicos, teve como influência outros paleontólogos como Llewellyn Ivor Price, Friedrich Wilhelm Sommer e Cândido Simões Ferreira. Foi bolsista do CNPq, tendo como linha de pesquisa o estudo dos répteis fósseis e da estratigrafia do Cretáceo brasileiro. Sua dissertação de mestrado versou sobre as tartarugas fósseis do Brasil e, atualmente, vem descrevendo os dinossauros, pterossauros e crocodilianos da formação Bauru, da bacia do Araripe, no Brasil, e da Jehol Fauna, na China.[5]

Foi um dos autores do Mapa Geológico do Brasil, escala 1:2 500 000, bem como dos livros Geologia do Brasil, Léxico Estratigráfico Brasileiro e da Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo. Vem colaborando com o Mapa Geológico da América do Sul, em preparação.[5]

Além da formação de estudantes perante o CNPq e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolve um amplo conjunto de atividades junto à comunidade científica nacional e internacional. Foi Secretário e Presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia, durante 12 anos e é o Presidente da Comissão Brasileira do Programa Internacional de Geociências (IGCP). Em reconhecimento por suas atividades científicas foi agraciado com os títulos de Membro Correspondente do Museu Nacional de História Natural, de Paris, e de Pesquisador Associado do Museu Americano de História Natural, de Nova Iorque.[1]

Desde 1987 vem colaborando com a Diretoria da Academia Brasileira de Ciências, ocupando-se, principalmente, do gerenciamento de programas[1] das Ciências da Terra e de educação em ciências.[1]

Preocupado com a preservação dos depósitos fossilíferos brasileiros, Diógenes Campos envolveu as populações de Crato (Ceará) e Santana do Cariri, no Ceará, e de Uberaba, em Minas Gerais, em projetos pioneiros, fundados no reconhecimento da necessidade de conscientizar as comunidades da chapada do Araripe e do Triângulo Mineiro sobre a importância de seu patrimônio científico.[1][5]

Titulação acadêmicaEditar

  • Geólogo - Universidade Federal da Bahia, UFBA - 1967.
  • Mestre (Ciências) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ - 1978.
  • Doutor Honoris Causa - Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ - 2013.
  • Pesquisador Associado do Museu Americano de História Natural de Nova Iorque, 1993.
  • Membro-Correspondente do Museu Nacional de História Natural de Paris
  • Membro da Academia Brasileira de Ciências
  • Membro da Academia de Ciências da América Latina

ComissõesEditar

  • Indicado Membro da Comissão Editorial dos Anais da ABC, no biênio 93-95
  • Comissão Brasileira do Programa Internacional da Geosfera-Biosfera - 26/01/90 a 02/08/93 e 03/08/93 a 1995
  • Comitê Organizador do Simpósio Internacional de Física e Química do Manto Superior a partir de julho de 1993
  • Coordenador Nacional do Programa ABC na Educação Científica - desde 2009

PrêmiosEditar

  • Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidência da República do Brasil - julho 2000

Publicações selecionadasEditar

  • CAMPOS, D. A. and WENZ, S. 1982. Première découverte de Coelacanthes dans le Crétacé Inférieur de la Chapada do Araripe (Brésil), Comptes Rendus des Académies des Sciences. vol. 294, p. 1151 - 1154
  • BRITO, I. M. and CAMPOS, D. A. 1983. The Brazilian Cretaceous. Zitteliana. vol. 10, p. 277 - 283
  • CAMPOS, D. A., LIGABUE, G. and TAQUET, P. 1984. Wing membrane and wing supporting fibers of a flying reptile from the Lower Cretaceous of the Chapada do Araripe (Aptian, Ceará State, Brazil). Anais do Symposium of Mesozoic Terrestrial Ecosystem, 3. vol. Shot Paper, p. 37 - 39
  • CAMPOS, D. A. and KELLNER, A.W.A. 1985. Panorama of the flying reptiles study in Brazil and South America. Anais da Academia Brasileira de Ciências. vol. 57, p. 453 - 466
  • CAMPOS, D. A. 1991. Dinosaurs of the Santana Formation with comments on other Brazilian occurrences. Santana fossils: an illustrated atlas. p. 372 - 375
  • CAMPOS, D. A., BAPTISTA, M. B. and BRAUN, O. P. G. 1984. Léxico Estratigráfico Brasileiro, Brasilia: DNPM.
  • GAFFNEY, Eugene S.; Diogenes de Almeida CAMPOS and Ren HIRAYAMA (2001-02-27). Cearachelys, a New Side-necked Turtle (Pelomedusoides: Bothremydidae) from the Early Cretaceous of Brazil. American Museum Novitates (New York: American Museum of Natural History) 3319: 9. Cearachelys placidoi - Wikipedia

Ligações externasEditar

Referências

  1. a b c d e «Diógenes de Almeida Campos». Academia Brasileira de Ciências. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  2. «Diógenes de Almeida Campos». DNPM. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  3. a b c d «Diógenes de Almeida Campos». Academia Brasileira de Ciências. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  4. a b «CPRM participa da homenagem ao paleontólogo Diógenes de Almeida Campos». CPRM. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  5. a b c «Diógenes de Almeida Campos luta pela preservação do patrimônio geológico brasileiro». Oi Educa. Consultado em 23 de agosto de 2019