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Os Faraós Negros são faraós de origem núbia (também chamados de kushitas ou cuxitas) que governaram o Egito Antigo por quase um século, constituindo a 25ª dinastia egípcia, entre os séculos VIII e VII a.C.

Índice

HistóriaEditar

Os núbios, um povo vizinho aos egípcios, estabelecidos ao sul do Sudão, foram dominados pelos egípcios durante séculos, mas conquistaram o Egito liderados por Piye, que se proclamou o verdadeiro senhor do Egito (herdeiro das tradições espirituais dos faraós).[1] A chegada dos núbios se deu pela navegação do rio Nilo, onde aportaram em Tebas por volta de 730 a.C., a capital do Alto Egito, e venceram o exército local após cerca de um ano de batalhas, estendendo seu poder até o Mar Mediterrâneo. Após a vitória, Piye retornou à Núbia, e nunca mais voltou ao Egito, governando remotamente.[2] A vitória núbia foi acompanhada de um grande butim de guerra, onde os núbios levaram para sua terra uma grande soma de ouro e outras preciosidades, que conseguiram ao receber em troca da manutenção da vida de egípcios da nobreza ou por meio de pilhagem.[1][2][3]

Após a morte de Piye, por volta de 715 a.C., seu irmão, Shabaka, estabeleceu a 25ª dinastia na cidade egípcia de Mênfis, resgatando a tradição e a cultura original do Egito. Shabaka ordenou a construção de diversos monumentos, alguns ainda existentes no Egito, em Tebas e Luxor.[2] Taharqa foi o terceiro faraó da dinastia, filho de Piye, e assumiu em 690 a.C. após a morte do tio.

O controle dos núbios durou até 670 a.C., quando os assírios passaram a controlar o Egito, encerrando o período dos faraós negros.[2][4]

ArqueologiaEditar

Durante um longo período a arqueologia deu pouca relevância a esse período da história do Egito Antigo. Passou-se por um período de negação do poder dos núbios, considerando que a 25ª dinastia tivesse a pele mais clara, sendo descendentes dos egípcios ou líbios, teoria apresentada pelo arqueólogo norte-americano George Reisner, da Universidade de Harvard, nas primeiras décadas do século XX. A partir da década de 1960 os novos estudos arqueológicos passaram a considerar o controle dos negros sobre o Egito, fato que foi confirmado em 2003, quando foram encontradas sete estátuas feitas em granito dos faraós negros, na região norte do Sudão, dentro de uma cratera próxima ao rio Nilo, pelo arqueólogo suíço Charles Bonnet, da Universidade de Genebra.[5][2] Acredita-se que as estátuas, que tiveram suas cabeças e pés esmagados, foram destruídas e enterradas pelos egípcios da Antiguidade como uma forma de apagar os registros do domínio núbio em seu império.[5]


Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Faraós negros do Egito Antigo». Brasil Escola. Consultado em 18 de março de 2019 
  2. a b c d e «A dinastia dos faraós negros». Superinteressante. Consultado em 18 de março de 2019 
  3. «Faraós negros do Egito Antigo». The Telegraph (em inglês). Consultado em 18 de março de 2019 
  4. «Núbia». britannica Escola. Consultado em 18 de março de 2019 
  5. a b «Arqueólogos descobrem estátuas de 'faraós negros'». BBC Brasil. Consultado em 18 de março de 2019 

BibliografiaEditar

  • CASSON, Lionel. O Antigo Egito. Trad. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1983.
  • ILIFFE, John. Os africanos: a história de um continente. Trad. Maria Filomena Duarte. Lisboa: Terramar, 1999.
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