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Floriano
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Floriano
Bandeira
Brasão de armas de Floriano
Brasão de armas
Hino
Lema Labor signum nostrum est
"O trabalho é o nosso lema"
Apelido(s) "Princesa do Sul"
Gentílico florianense
Localização
Localização de Floriano no Piauí
Localização de Floriano no Piauí
Floriano está localizado em: Brasil
Floriano
Localização de Floriano no Brasil
Mapa de Floriano
Coordenadas 6° 46' 01" S 43° 01' 22" O
País Brasil
Unidade federativa Piauí
Municípios limítrofes Ao norte, com Amarante e o estado do Maranhão, ao sul, com Itaueira e Flores do Piauí, a leste com Francisco Ayres, Nazaré do Piauí e São José do Peixe, a oeste com Jerumenha e o estado do Maranhão.
Distância até a capital 240 km
História
Fundação 8 de julho de 1897 (122 anos)
Aniversário 8 de julho
Administração
Prefeito(a) Joel Rodrigues da Silva (PP, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 3 409,664 km²
 • Área urbana 7,1 km²
População total (estimativa IBGE/2019[2]) 59 935 hab.
Densidade 17,58 hab./km²
Clima Tropical e Semiárido
Altitude 140 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 64800-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,647 médio
PIB (IBGE/2016[4]) R$ 1 020 426,11 mil
PIB per capita (IBGE/2016[4]) R$ 17 327,08

Floriano é um município brasileiro do estado do Piauí. Situa-se na Zona Fisiográfica do Médio Parnaíba, à margem direita desse mesmo Rio, em frente à cidade de Barão de Grajaú, Maranhão. A cidade fica a 240 km da capital do estado do Piauí, Teresina. Suas coordenadas geográficas são: 06°46'01” de latitude sul, e 43°01'22” de longitude oeste em relação a Greenwich. Sua altitude e de 140 metros e o clima quente e seco, no verão, e úmido na época das chuvas.

Acidentes geográficos do Município: Rio Parnaíba, que banha a cidade e o município em toda sua extensão. Seguem-lhe os rios Gurgueia e Itaueira.

Floriano está localizada num ponto referencial, o portão de entrada para o sul e sudeste do Piauí. De acordo com os dados do IBGE para o ano de 2016, é a 4ª cidade mais rica do estado com um Produto Interno de Bruto de 1.020.426,11 (1 bilhão, vinte milhões, quatrocentos e vinte e seis mil e onze centavos) de reais, sendo o setor de serviços o mais importante na economia do município. Seu comércio atrai pessoas de várias cidades do Sul do Piauí e do Maranhão.

Floriano se destaca por sua fama como polo educacional, possuindo uma vasta rede de ensino sobretudo em nível superior e técnico.

HistóriaEditar

A região onde se localiza o município de Floriano situa-se na área das sesmarias que, em 1676, a Coroa Lusa concedeu a Domingos Afonso Mafrense, Julião Afonso Serra, Francisco Dias D'Ávila, Bernardo Gago, arcediago Domingos de Oliveira Lima, Manoel Oliveira Porto, Catarina Fogaça, Pedro Vieira Lima e Manoel Ferreira, potentados baianos, que jamais se abalaram a seguir para o Piauí e viver em suas terras.

Essas concessões estendiam-se por dez léguas de terras em quadro, para cada um deles, nas margens do Rio Gurgueia. Algum tempo depois, os contemplados, anteriormente, junto com Francisco de Souza Fagundes, obtiveram mais dez léguas de terras, em quadro, para o Parnaíba.

A criação de gado começou a se expandir com rebanhos vindos de Cabo Verde.

A criação de gado vacuno foi se transformando, para além da atividade agrícola, em fonte principal de riquezas e, com o passar do tempo, os currais se multiplicaram.

O município de Floriano situa-se na área em que Domingos Afonso Mafrense fundou as primeiras fazendas de gado no Piauí. Elas formariam o centro da expansão da pecuária piauiense.

Com a morte de Mafrense em 1671, 30 de suas fazendas foram doadas aos padres da Companhia de Jesus — os jesuítas. Com a administração das fazendas pelos padres da Companhia, observou-se grande progresso e desenvolvimento dessas fazendas. Porém, em 1760, com a expulsão dos padres jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal, as referidas fazendas passaram para o poder do Estado do Piauí ou, na época, Província do Piauí.

O Governador daquela época, João Pereira Caldas, após a expulsão dos jesuítas, promoveu o sequestro ou tomada das fazendas e faz o arrolamento dos bens das mesmas. Após isso, divide-as em três inspeções com nomes de Canindé, Nazaré e Piauí.

Passados alguns anos, já em 1873, desmembram-se, da inspeção de Nazaré, as fazendas: Guaribas, Serrinha, Matos, Algodões, Olho D'água e Fazenda Nova, para formarem a Colônia Rural de São Pedro de Alcântara, criada pelo Decreto Imperial nº 5.292, de 10 de setembro de 1873, a cuja frente do projeto da Colônia Rural se encontrava o ilustre e primeiro agrônomo do Piauí, formado na França, Francisco Parentes, que havia sido comissionado pelo Ministério da Agricultura do Brasil para estudar, minuciosamente, as condições de criação de gado bovino no Piauí, especialmente nas fazendas da Inspetoria de Nazaré.

A sede da colônia estava situada à margem direita do Rio Parnaíba, a 60 léguas acima da cidade de Teresina, na época, capital da Província do Piauí, e a 150 léguas do litoral, no lugar chamado “Chapada da Onça”. As fazendas acima mencionadas formariam o patrimônio da Colônia, e as mesmas foram consideradas pelo Ministério da Agricultura e da Fazenda, para o fim de formar a Colônia Rural, por Aviso de 10 de junho de 1873. As fazendas, que pertenciam à Inspetoria de Nazaré, contavam de 21 léguas de comprimento por 20 de largura, em excelentes terras, com pastagens de boa qualidade e foram doadas com três casas, currais e gado bovino existentes, em número de 10.000 cabeças.

Após essas providências, Francisco Parentes encontrava-se no Rio de Janeiro, ultimando entendimentos para o início dos trabalhos a partir de Teresina. A bordo do vapor “Piauhy”, seguido de grande comitiva, o governador do Piauí, na época chamado de Presidente da Província do Piauí, Adolpho Lamenha Lins, segue para o local da fundação, onde, no dia 10 do mesmo mês e ano, lança a pedra fundamental do edifício principal (atual Terminal Turístico de Floriano) A pedra continha a seguinte inscrição: “São Pedro d'Alcantara — Estabelecimento Rural, fundado por Decreto n° 5.392, pelo Agrônomo Piauiense Francisco Parentes, na presidência do Exmo. Senhor doutor Adolpho Lamenha Lins, 1874.” Quando as obras do grande edifício sede já estavam quase concluídas, Francisco Parentes contraiu febre maligna. Levado às pressas em uma canoa para Amarante, a procura de socorro médico, ali morreu com 37 anos de idade, no dia 16 de junho de 1876. Apesar da morte de Parentes, contudo, a obra teve continuidade.

Na época de Parentes e após a sua morte, por algum tempo não era permitidas construções de casas particulares na área do Estabelecimento, o que, de certa forma, impedia o desenvolvimento mais rápido da sede da Colônia. Foi na administração de Ricardo Ferreira de Carvalho, diretor do Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, que foi permitida, livremente, a edificação de casas na colônia, o que era facilitado pela direção do Estabelecimento.

No edifício-sede funcionava uma escola para os filhos dos escravos (ambos os sexos), órfãos e libertos pela lei de 28 de setembro de 1871. A escola não ensinava somente as letras, mas o ofício de mecânico, técnicas agrícolas, arte de curtume, alfaiataria, fabricação de produtos de laticínios, além de estudo religioso, música, física e química. No lugar denominado Brejo havia um campo experimental agrícola mantido pelo Estabelecimento. Em 1884 recebeu tentativa de reforma por parte do Governo Imperial.

Em 1887, e com o aumento considerável da população, elevou-se, o povoado sede do Estabelecimento à categoria de vila, com o nome de Vila da Colônia, por força da resolução nº 2, de 19 de junho 1890, transferindo para ela a oficialidade da Vila da Manga. Por força da resolução mencionada, a nova Vila ficou pertencendo à jurisdição civil e criminal da comarca de Jerumenha, sendo seu termo um distrito de paz. Poucos dias depois, a resolução nº 3, de 26 de junho de 1890, desmembrou o termo da Colônia da Comarca de Jerumenha, para a formação de uma nova comarca com denominação de Colônia, assim ficando até 1892, quando, pela lei 18, de 12 de dezembro do mesmo ano, foi cassada sua autonomia judiciária, passando a seu termo a integrar a comarca de Amarante. A lei nº 67, de 25 de setembro 1895, extinguiu a vila e o Município. Em 18 de junho de 1895 era restabelecida a autonomia da vila e do Município com os seus primitivos limites, voltando o termo judiciário, ainda, a pertencer à comarca de Amarante. A lei 144, de 8 de julho de 1897, elevou a Vila da Colônia à categoria de cidade, com a denominação de Cidade Floriano, homenagem ao “Marechal de Ferro” Floriano Peixoto. A lei foi assinada pelo governador da Província do Piauí, Raimundo Artur de Vasconcelos.

A lei n° 154, de 16 de junho de 1897, criou a Comarca de Floriano, de 1ª Entrância.

LocalizaçãoEditar

GeneralidadesEditar

VegetaçãoEditar

O cerrado é a vegetação predominante na região, mas há regiões onde se verifica a mistura com caatinga, também. Na agricultura, os destaques são a castanha de caju e a mandioca. Exporta óleos de amêndoas e babaçu, algodão em pluma e arroz.

ClimaEditar

Justamente por se localizar no interior do estado, Floriano apresenta clima tropical semiárido. As temperaturas ficam entre 22 °C e 37 °C e as chuvas são mais escassas do que no norte do Piauí - com período seco de seis meses. As chuvas predominam entre os meses de novembro e abril.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1970 (de 1 de outubro) a 1984 e a partir de 1993 (desde 1° de novembro), a menor temperatura registrada em Floriano foi de 15 °C em 4 de julho de 1996,[5] e a maior atingiu 41,8 °C em 20 de novembro de 2005.[6] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 164,4 mm em 1° de outubro de 1973. Outros grandes acumulados foram 164 mm em 27 de dezembro de 1977, 152,2 mm em 22 de outubro de 1974, 148 mm em 31 de outubro de 2017, 135,3 mm em 3 de janeiro de 2011, 132,4 mm em 10 de janeiro de 2004, 122,4 mm em 15 de janeiro de 2013, 118 mm em 5 de janeiro de 2002, 115,8 mm em 19 de março de 2012, 111,2 mm em 14 de janeiro de 2004, 106,4 mm em 5 de janeiro de 1977, 105,6 mm em 1 de fevereiro de 2008 e 101,6 mm em 22 de fevereiro de 1971.[7] O menor índice de umidade relativa do ar foi observado na tarde de 11 de agosto de 1976, de 14%.[8]

Dados climatológicos para Floriano
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 39,8 37,5 36,5 37,4 37,9 38 38,3 39,9 41,4 41,3 41,8 41 41,8
Temperatura máxima média (°C) 32,4 31,8 32,1 32,6 33,1 33,7 34,7 36,2 37,5 37,3 35,4 33,5 34,2
Temperatura mínima média (°C) 22,7 22,5 22,6 22,7 22,3 21,8 21,9 23,2 24,5 25 24,2 23,4 23,1
Temperatura mínima recorde (°C) 18 17,2 18,7 19 18 16 15 15,7 18,3 20,2 18,8 18,6 15
Precipitação (mm) 173,9 150,4 180 135,1 62 7 0,7 0,9 8 48,4 73 120,2 959,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 13 14 10 5 1 0 0 1 4 7 10 76
Umidade relativa compensada (%) 78,1 81,1 82,6 79,7 72,7 60,8 50,4 44,4 40,5 48,2 61 70,9 64,2
Horas de sol 171,2 147,6 168 198,2 243,7 269,7 297,4 315 295,2 266,1 219,5 188,7 2 780,3
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[9] recordes de temperatura: 01/11/1970-presente)[5][6]

CulturaEditar

Biblioteca municipalEditar

Conforme a lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas em Floriano tem a Biblioteca Municipal Costa e Silva situada na avenida Euripedes de Aguiar, nº 440, no centro da cidade.[10]

FolcloreEditar

Fazem parte do rico folclore florianense dois tipos distintos de herança: a oriunda do português, do índio e do negro e aquela herdada dos árabes. Nesta se enquadram figuras como o "Seu" Salomão Mazuad, Calixto Lôbo, David Kreit, Elias Oka, Faiz Salim, Gabriel Zarur, Millad Kalume, Dra. Josefina Demes e outros, cada um sendo a personificação de uma característica inerente ao povo árabe, positiva ou não. Naquela temos o Cavalo Piancó, o Pastoril, o Cabeça de Cuia, a porca do dente de ouro.

MuseusEditar

Há o Museu do Automóvel de Floriano e o Espaço Cultural Maria Bonita (Museu e Teatro).

PopulaçãoEditar

Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 59,935[2] habitantes, enquanto a sua área territorial é 3.409,647 km², contabilizando uma densidade demográfica de 16,92 hab/km².

Intendentes e ex-prefeitosEditar

  • Adelmar Pereira da Silva
  • Alfredo de Sousa Estrela
  • Antônio Luis de Arêa Leão
  • Cirilo Martins de Brito - nomeado
  • Djalma José Nunes - nomeado
  • Eurípedes Clementino de Aguiar
  • Fauzer Bucar
  • Fernando de Oliveira Marques
  • Fernando Drumond de Carvalho
  • Fernando Marques Drumond de Carvalho
  • Francisco Antão Reis
  • Gilberto Carvalho Guerra Júnior: 2013-2016
  • Gonçalo Teixeira Nunes - nomeado
  • Herbrand Ribeiro Gonçalves
  • Hermes Pacheco
  • João Francisco Pereira de Araújo (João Chico)
  • João Rodrigues Vieira (Joca Vieira)
  • Joel Rodrigues da Silva: 2005-2008, 2009-2012
  • José Bruno dos Santos: 1971-1973
  • José Leão Azevedo de Carvalho: 1989-1992, 1997-2000, 2001-2004
  • Luis Raimundo de Castro - nomeado
  • Manoel Simplício da Silva
  • Osvaldo da Costa e Silva
  • Raimundo Borges da Silva (Doca Borges)
  • Raimundo José de Araújo Costa
  • Sebastião Martins de Araújo Costa
  • Teodoro Ferreira Sobral - nomeado
  • Tibério Barbosa Nunes


ComunicaçõesEditar

Estações de rádiosEditar


Emissoras de TVEditar


Jornais e RevistasEditar

  • Jornal Perfil (circula desde 2006)
  • Jornal Voz de Floriano (circula desde 1992)
  • Jornal O Gurguéia (circulou de 1993 a 2000)
  • Revista Fonte (circulou de abril de 2007 a outubro de 2010)

Telefonia MóvelEditar

Hoje, Floriano conta com quatro linhas de telefonia móvel:

Operadora Internet
Claro 2G (GPRS) • 2,5G (EDGE) • 3G (UMTS / HSPA) • 4G (LTE)
Oi 2G (GPRS) • 2,5G (EDGE) • 3G (UMTS / HSPA)
TIM 2G (GPRS) • 2,5G (EDGE) • 3G (UMTS / HSPA) • 4G (LTE)
Vivo 2G (GPRS) • 2,5G (EDGE) • 3G (UMTS / HSPA)

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2019 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2019. Consultado em 29 de agosto de 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 28 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 9 de março de 2019 
  5. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Floriano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de julho de 2015 
  6. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (°C) - Floriano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de julho de 2015 
  7. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Floriano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de julho de 2015 
  8. «BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Floriano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de julho de 2015 
  9. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 24 de março de 2018 
  10. Lista de bibliotecas públicas no Piauí. SNBP/Biblioteca nacional. Acesso em 26 de dezembro de 2018

Ligações externasEditar