Claro

empresa de telecomunicações
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Claro é uma concessionária de telefonia móvel (herdeira da infraestrutura das operadoras BCP, TESS, ATL, Telet, Americel e BSE), telefonia fixa (herdeira da infraestrutura da Embratel), banda larga (herdeira da infraestrutura da NET) e TV por assinatura (herdeira da infraestrutura de Embratel e NET, tanto na versão satélite quanto à cabo de fibra óptica).

Claro
Logotipo da Claro
Razão social Claro S/A
Sociedade Anônima
Slogan Deixe o sol entrar.
Atividade Telecomunicações
Fundação 19 de setembro de 2003 (19 anos)
Fundador(es) Carlos Slim
Sede São Paulo, Brasil
Área(s) servida(s) 4.613 cidades (97,2% do território brasileiro)
Proprietário(s) América Móvil
Presidente José Antonio Guaraldi Félix
Pessoas-chave Paulo Cesar Teixeira
Empregados mais de 100 mil
Clientes Aumento 110,4 milhões[1]
Produtos
Divisões
Subsidiárias Embratel
Ativos Aumento R$ 11.71 bilhões (2021)[2]
Lucro Prejuízo R$ 3.45 bilhões (2021)[2]
LAJIR Prejuízo R$ 6.40 bilhões (2021)[2]
Faturamento Aumento R$ 39.45 bilhões (2021)[2]
Antecessora(s)
Website oficial claro.com.br

A partir de 2019, a NET (conhecida por serviços residenciais) concluiu seu processo de fusão, tornando-se Claro na razão social e no nome fantasia.[3][4][5][6] É a operadora pioneira em 5G e em DSS (Dynamic Spectrum Sharing), tecnologia que permite o uso de frequências já usadas, para aumentar a qualidade da transmissão.[7][8]

Em novembro de 2021, a Claro adquiriu espectros para a implementação da nova tecnologia e foi a operadora de telefonia que mais gastou no leilão: um total de R$ 1,6 bilhão de reais. A Claro arrematou três blocos nacionais na frequência de 3,5GHz, e também, cinco blocos regionais (Norte, São Paulo (exceto áreas da Algar), Centro Oeste (exceto áreas da Algar), Sul e Áreas da Algar) na frequência de 2,3GHz.[9]

HistóriaEditar

 
Sede da Área de Relações com Investidores da Claro no Centro, Rio de Janeiro.

FormaçãoEditar

Teve origem na união das seguintes operadoras de celular:[10]

Banda B:

Licenças adquiridas posteriormente:[11]

Banda D:

Banda E:

  • Área 4 - Claro S/A (já operando como Claro em Minas Gerais)
  • Área 9 - Stemar Telecomunicações Ltda (já operando como Claro na Bahia e Sergipe)

Claro TVEditar

No dia 1.º de março de 2012, é criada a Claro TV a partir da mudança no nome da Via Embratel. O serviço possui gravador digital, NOW integrado ao aparelho (decoder) e é líder no mercado de TV por assinatura, junto a sua irmã NET. Possui mais de 8,8 milhões de clientes.[12]

Claro FixoEditar

A partir do dia 1.º de março de 2012, é criado o Claro Fixo a partir da mudança no nome do Livre da Embratel, fundada pioneiramente na cidade de Curitiba - Paraná. Um serviço que usa a rede CDMA e também GSM para seus clientes.

IncorporaçõesEditar

Em janeiro de 2015, a Claro incorporou as empresas Embratel e NET e passou a ser uma companhia aberta, com razão social "Claro S.A.", porém mantendo as marcas das empresas, diferente do que ocorreu na incorporação das operações da Telefónica no Brasil pela sua subsidiária Vivo.

Em 11 de julho de 2019, a NET deixou de ser uma marca com atuação independente e passou a integrar o portfólio da marca Claro dando nome aos serviços voltados ao segmento residencial.[13]

AquisiçãoEditar

No mês de março, em 2019, a América Móvil que é detentora da Claro no Brasil, adquiriu as operações da Nextel - operadora que pertencia ao grupo NII Holdings (atual AMX Holdings) e AI Brasil, por 905 milhões de dólares (o equivalente a 3,5 bilhões de reais).

Com a compra da Nextel, a Claro se consolida no 2.º lugar da telefonia móvel — com 26,05% de participação, ganha 3,3 milhões de clientes — passando a possuir quase sessenta milhões de clientes, e os espectros adquiridos pela primeira.[14] Em 14 de dezembro de 2020, em um consórcio com a Vivo e a TIM, a Claro adquiriu 29% da Oi Móvel.[15]

Cinema VirtualEditar

A partir de 2021, clientes da Claro passam a ter acesso ao Cinema Virtual através do NOW.[16]

TecnologiaEditar

 
Quiosque da Claro em um shopping em Belo Horizonte.

No Brasil a Claro é uma das maiores operadoras do país com mais de 67 milhões de clientes devido a sua fusão com a operadora NET[17] e Embratel. As outras operadoras são a Vivo,[18] TIM e Oi.

A operadora está presente atualmente em mais de 3 560 municípios com as tecnologias GSM, 3G e 4G.[19] Líder na oferta de conteúdos e serviços inovadores, a Claro possui acordos de roaming em mais de 160 países para serviços de voz e em mais de 140 para tráfego de dados, nos cinco continentes.

A Claro também foi a primeira a fechar acordo para trazer o iPhone 3G da Apple para o Brasil. Além disso, foi a primeira operadora a comercializar no Brasil o Motorola DEXT, LG Watch Phone (celular em forma de relógio), além do Dell Mini 3 (primeiro Smartphone da Dell)[20] e as tecnologias 3G e 4G.

Na área de responsabilidade corporativa, a operadora mantém o Instituto Claro, que tem como objetivo estruturar seu investimento social privado e estimular o uso de novas tecnologias na educação. A Claro adapta e moderniza os canais já existentes. Bons exemplos disso são o atendimento em Libras para surdos e por mensagem (*1052#).

Cobertura internacionalEditar

Além do Brasil, a partir de 2006 a América Móvil passou a adotar a marca Claro em 15 países da América Latina: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Guatemala, Panamá, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Colômbia e Estados Unidos, oferecendo roaming com tarifas gratuitas ou reduzidas nesses países.[21]

ControvérsiasEditar

Em 18 de julho de 2012, a Anatel anunciou que as operadoras TIM, Claro e Oi deveriam ficar impedidas de comercializar chips em diversos estados devido as altas reclamações a partir do dia 23 de julho de 2012. A TIM superou com dezenove estados, a Oi com cinco e a Claro em três estados.[22][23]

A empresa foi acusada de formação de cartel, juntamente com Oi, Vivo e TIM. O grupo teria poder o suficiente para fazer a Agência Nacional de Telecomunicações impedir que novos competidores entrem na concorrência. O empresário Roberto Mello declarou ao Ministério Público: “a Anatel está sendo pressionada por um cartel formado pelas quatro grandes operadoras, impedindo a entrada no mercado de um quinto competidor”.[24]

Em dezembro de 2015, a associação Proteste entrou com ação civil pública na Justiça Federal contra a Claro/NET, Vivo, GVT, Oi e TIM devido ao serviço de má qualidade oferecido por essas empresas na internet banda larga. A associação também pedia por transparência e descontos nas faturas dos clientes lesados. Em nota, a Proteste completou dizendo que "as empresas não cumprem nem 60% das metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto à velocidade contratada e a efetivamente oferecida (...) Milhões de consumidores vêm sendo lesados há anos, ao pagar por um serviço em desacordo com as regras e que não oferece a qualidade esperado". Também chamou o serviço de banda larga no Brasil de "ineficiente" e "incapaz de garantir o desenvolvimento dos níveis de qualidade de prestação do serviço".[25]

ClientesEditar

Segundo os números da ANATEL no ano de 2021, a Vivo continua na a liderança do mercado da telefonia móvel no Brasil com 33,4% do mercado. A Claro vem em seguida com 27,95% de participação, a terceira posição fica com a TIM (21,17%) e a Oi surge na sequência com 16,63% de market share.[26]

Referências

  1. «Ranking das operadoras de telefonia no Brasil». Anatel. Consultado em 21 de agosto de 2022 
  2. a b c d «Relatório de Administração 2021» (PDF). Claropar RI. pp. 3, 4, 9, 16, 28, 30, 34, 50. Consultado em 31 de julho de 2022 
  3. «Balanço da Claro no trimestre». Teleco. Consultado em 14 de julho de 2019 
  4. «Balanço do móvel da Claro». Teleco. Consultado em 14 de julho de 2019 
  5. «O que muda com a incorporação da NET à Claro». Clic RBS. Consultado em 14 de julho de 2019 
  6. «A NET está na Claro». Claro Brasil (site oficial). Consultado em 14 de julho de 2019 
  7. «Claro anuncia implantação de rede 5G». Minha Operadora 
  8. «Claro inaugura rede 5G no Brasil: São Paulo e Rio são as primeiras cidades». Globo 
  9. «Veja o que vai para Claro, tim, vivo e mais, no leilão do 5G». tecnoblog. Consultado em 7 de novembro de 2021 
  10. BNDES - Área de Projetos de Infra-Estrutura Urbana (Julho de 2001). «Cadernos de Infra-Estrutura (Fatos-Estratégias), número 19» (PDF). Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES 
  11. Teleco.com.br. «Aquisições da Claro» 
  12. «TV Paga perde 25 mil assinantes em Setembro. Claro continua líder com sua 'irmã' NET». Telesíntese. Consultado em 12 de novembro de 2018 
  13. «Claro põe fim à marca NET e absorve serviços de TV paga e banda larga». TechTudo. Consultado em 27 de julho de 2019 
  14. «Claro compra Nextel». Tecnoblog 
  15. «Oi vende rede móvel para consórcio formado por Tim, Vivo e Claro por R$ 16,5 bilhões». G1. Consultado em 14 de dezembro de 2020 
  16. Hemerson Brandão (4 de fevereiro de 2021). «Cliente Claro passa a ter acesso a 'cinema virtual' dentro do NOW». Minha Operadora. Consultado em 5 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2021 
  17. [1]
  18. Felipe Demartini (18 de Maio de 2012). «Vivo ainda é a maior operadora celular do Brasil». Tecmundo. Consultado em 4 de setembro de 2012 
  19. «Sobre a Claro». Consultado em 24 de janeiro de 2015 
  20. Anderson Costa (1 de novembro de 2009). «Ex-clu-si-vos! São três aparelhos que só a Claro traz pra você!». Claro Blog. Consultado em 23 de fevereiro de 2012 
  21. «Claro passa a atender nos Estados Unidos, com foco no empresarial». Telesíntese 
  22. Rodrigues, Eduardo (18 de junho de 2012). «Anatel suspende venda de chips de Claro, Oi e TIM». Agência Estado. Estadão. Consultado em 18 de julho de 2012 
  23. «Claro entrega plano de ação à Anatel; Oi e TIM reafirmam investimentos». Agência Estado. Estado de S. Paulo. 19 de julho de 2012. Consultado em 19 de julho de 2012 
  24. TecMundo (22 de fevereiro de 2013). «Anatel é acusada de favorecer cartel formado por Vivo, TIM, Claro e Oi» 
  25. Redação (15 de dezembro de 2015). «Operadoras brasileiras são processadas por má qualidade da banda largaInternet». IDG. IDGNow.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016 
  26. «Claro aumenta base de clientes e TIM registra perda de usuários no primeiro semestre de 2021». tudocelular. 3 de agosto de 2021. Consultado em 12 de julho de 2022 

Ligações externasEditar

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