História Oral do Exército

A História Oral do Exército é uma coleção de livros da editora da Biblioteca do Exército com depoimentos históricos de interesse do Exército Brasileiro.

OrigensEditar

No Brasil, ao final do século XX a história oral já tinha lugar dentro da historiografia.[1] Em 1999 o general Gleuber Vieira, comandante do Exército, iniciou os projetos "História Oral do Exército na Revolução de 1964, em maio, e "História Oral do Exército na Segunda Guerra Mundial", em outubro, ambos sob a supervisão do general Aricildes de Moraes Motta. Em 2000 o escopo foi expandido para outras áreas. Seu objetivo, segundo Motta, era conservar a história fidedigna para o futuro.[2] Uma Coordenadoria Geral direcionou seis Coordenadorias Regionais em Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, Recife, Brasília e Rio de Janeiro. As entrevistas foram tanto de civis quanto de militares. Posteriormente a realização passou ao Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército.[1]

TítulosEditar

  • 1964 — 31 de março: o movimento revolucionário e a sua história: publicado em quinze tomos entre 2003 e 2004.[5][4] Apresenta diversidade de opiniões, mas o todo transmite a versão institucional do Exército sobre a ditadura militar no Brasil.[6] Os entrevistados são 247 militares e civis com alguma participação no período, dando voz a depoentes favoráveis ao que chamam de "revolução", ou seja, o golpe de Estado de 1964, e aos governos dos presidentes militares,[7] com algumas exceções, como o ex-preso político José Genoino, que aceitou ser entrevistado.[8] Na perspectiva dos militares, a esquerda derrotada em 1964 depois venceu a disputa pela memória, construindo uma história que qualificam como "revanchista". O objetivo declarado da obra é, então, "mostrar o outro lado da colina".[9]
  • História Oral do Exército — Projeto Rondon: integrar para não entregar": publicado em três tomos entre 2006 e 2007, aborda os universitários e professores que saíram do Rio de Janeiro para Rondônia para o Projeto Rondon.[4]

Um projeto sobre as operações nos complexos da Penha e do Alemão estava em fase inicial em 2017.[1]

ReferênciasEditar

CitaçõesEditar

  1. a b c d Vasconcelos Junior 2017.
  2. Motta 2017.
  3. Atassio 2007, p. 8.
  4. a b c d e f BIBLIEx 2020, pp. 62-63.
  5. Chaves 2011, p. 13.
  6. Mancuso 2005.
  7. Chaves 2011, pp. 13-15.
  8. Chaves 2011, pp. 14, 49-50 e 54.
  9. Atassio 2007, pp. 11-12 e 14.

FontesEditar

Ligações externasEditar

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