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Jaime Butler, 2.º Duque de Ormonde

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Jaime Butler, 2.º Duque de Ormonde
Nascimento 29 de abril de 1665
Dublin
Morte 16 de novembro de 1745 (80 anos)
Avinhão
Sepultamento Abadia de Westminster
Cidadania República da Irlanda
Progenitores Mãe:Emília Butler, Condessa de Ossory
Pai:Tomás Butler, 6.º Conde de Ossory
Cônjuge Maria Butler, Duquesa de Ormonde
Irmão(s) Carlos Butler, 1.º Conde de Arran
Alma mater Universidade de Oxford
Ocupação político
Título duque

James Butler, 2.º Duque de Ormonde (Dublin, 29 de abril de 1665 - Avinhão, 16 de novembro de 1745) estadista e militar irlandês, filho de Thomas Butler, 6.º Conde de Ossory[1] e neto de James Butler, 1.º Duque de Ormonde. Ele foi o terceiro do ramo Kilcash da família a herdar o condado de Ormonde.

Carreira militarEditar

Nascido em Dublin, foi educado na França, e depois no colégio de Christ Church, Oxford.[2] Com a morte de seu pai em 1680, recebeu o título de Earl de Ossory[2] (nome alternativo na nobreza irlandesa para o de Conde de Ormonde). Recebeu o comando de um regimento de cavalaria irlandesa em 1684, e depois da subida ao trono de Jaime II de Inglaterra, serviu pela sua causa contra James Scott, Duque de Monmouth durante sua rebelião em 1685.

Depois de suceder a seu avô como duque de Ormonde em 1688, uniu-se ao grupo de Guilherme III de Inglaterra quando invadiu a Inglaterra e inició sua reclamação sobre o trono. Guilherme o nomeou coronel de um regimento de guardas a cavalo, que comandou na batalha de Boyne. Em 1691, serviu no continente e com a subida ao trono da rainha Ana passou a ser comandante das forças terrestres que cooperavan com Sir George Rooke na Espanha, combatendo na batalha de Cádiz e na batalha de Rande.[2] Depois de ser nomeado membro do Conselho Privado do Reino Unido, Ormonde sucedeu a Lawrence Hyde, Conde de Rochester, como vice-rei da Irlanda em 1703, cargo que ocupou até 1707.

Depois da demissão de John Churchill, 1.º Duque de Marlborough, em 1711, Ormonde foi nomeado Capitão-Geral em seu lugar e aceitou seu uso como instrumento por parte do ministério tory, cuja política consistia em seguir com a Guerra da Sucessão Espanhola nos Países Baixos enquanto forneciam ordens secretas a Ormonde de que não apoiara ativamente a nenhum de seus aliados no grupo do príncipe Eugénio de Saboia.

A posição de Ormonde como Capitão-Geral o tornou um personagem de muita importância durante a crise depois da morte da rainha Ana. Ainda que em 1688 tinha apoiado a Revolução, sentia desde sempre simpatia pelos Tories, e politicamente era partidario de Henry St John, 1.º Visconde de Bolingbroke. Durante os últimos anos de vida da rainha, Ormonde tinha sem dúvida inclinações jacobitas; trocava mensagens com seu primo, Piers Butler, terceiro visconde de Galmoye, que comandava um regimento jacobita, e com James, Duque de Berwick. Entretanto, se uniu a Bolingbroke e a Robert Harley, primeiro Conde de Oxford, na proclamação do rei Jorge I da Grã-Bretanha, que de toda forma lhe tirou seu cargo de Capitão-geral.

Em junho de 1715 foi iniciada uma ação contra ele e fugiu para a França, onde viveu por algum tempo com Bolingbroke. Em 1716 suas extensas propriedades foram confiscadas a favor da coroa mediante um ato do Parlamento. Seu irmão Charles Butler, 1.º Conde de Arran, conseguiu recomprar o título posteriormente, mediante outro ato do Parlamento, convertendo-se portanto no 3.º duque de Ormonde.

TraiçãoEditar

Depois de tomar parte na Revolta Jacobita de 1715, Ormonde se estabeleceu na Espanha, onde se manteve próximo da corte e gozou de uma pensão da coroa. Inclusive formou parte de um plano para invadir a Inglaterra e restaurar ao The Old Pretender o trono em 1719, mas a frota foi destruída por uma tormenta perto da Galiza. Ao final de sua vida, residiu principalmente em Avinhão, onde recebeu a visita em 1733 de Lady Mary Wortley Montagu. Ormonde morreu em 16 de novembro de 1745, e foi enterrado na abadia de Westminster.

Foi o oitavo chanceler do Trinity College em Dublin, entre 1688 e 1715.

Referências