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João de Melo Barreto

BiografiaEditar

NascimentoEditar

Nasceu em 3 de Junho de 1873.[1]

Carreira jornalísticaEditar

Desde muito novo, dedicou-se ao jornalismo, tendo sido apoiado por Leonildo de Mendonça e Costa.[1] Começou a trabalhar no jornal A Tarde, tendo depois exercido como reactor nos periódicos Arte Musical, Correio Nacional, O Reporter, Jornal da Noite, e Diário Ilustrado, e colaborado em vários outros jornais, como o Gabinete dos Repórters, Revista Teatral, Amphion, Echos da Avenida, Ocidente, e a Gazeta dos Caminhos de Ferro.[1] Também foi correspondente do jornal brasileiro O Paiz.[1] Celebrizou-se especialmente pelo seu trabalho no jornal Novidades, onde por vezes substituía Emídio Navarro.[1] Dedicou-se principalmente ao jornalismo político.[1] Fundou e foi sócio da Associação de Jornalistas.[1]

Carreira artísticaEditar

Também se interessou pelo palco, tendo-se dedicado à crítica teatral e escrito a opereta em 1 acto As Violetas, a ópera cómica Em Pé de Guerra, junto com Campos Júnior, e a revista Vivinha a Saltar, em colaboração com Câmara Lima, que foi representada no Teatro da Rua dos Condes.[1]

Exerceu igualmente como tradutor, tendo trabalhado em obras de Georges Bataille, Eduard Bernstein, Liev Tolstói, Robert de Flers e outros autores.[1]

Carreira políticaEditar

Apoiante do Partido Regenerador, era apoiado por Hintze Ribeiro, e, após a morte deste estadista, integrou-se na falange de António Teixeira de Sousa.[1] Tornou-se deputado em 1904, tendo, posteriormente, representando no Parlamento os Distritos de Vila Real e Beja.[1] Aderiu à República após a sua implantação, tendo exercido, primeiro, como redactor da Câmara dos Deputados, e depois como director geral do Congresso da República.[1] Entre Agosto de 1917 e Fevereiro de 1918, ocupou o cargo de delegado de Portugal no Comité Permanente Internacional de Acção Económica, e representou o país na Conferência Inter-Parlamentar do Comércio, em Roma.[1] Filiou-se no Partido Republicano Português, tendo sido Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1919 e 1920.[1] Na altura da sua morte, exercia como embaixador de Portugal em Madrid.[1]

FalecimentoEditar

Faleceu em Madrid, às 19 horas do dia 26 de Janeiro de 1935.[1]

Condecorações[1][2][3]Editar

Foi agraciado com:

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q «Os Nossos Mortos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1131). 1 de Fevereiro de 1935. p. 65-66. Consultado em 10 de Outubro de 2012 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "João Carlos de Melo Barreto". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 20 de março de 2016 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "João Carlos de Melo Barreto". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 20 de março de 2016 
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