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Jobbik-Movimento por uma Hungria Melhor
Jobbik Magyarországért Mozgalom
Insignia Hungary Political Party Jobbik.svg
Líder Tamás Sneider
Fundação 24 de outubro de 2003
Sede 1113 Budapeste, Villányi út 20/A,  Hungria
Ideologia Nacionalismo húngaro[1][2]
Ultranacionalismo[3]
Populismo de direita[4][5]
Conservadorismo[6]
Conservadorismo social[7]
Euroceticismo[8]
Nacionalismo econômico[9]
Antiglobalização[10][11]
Turanismo húngaro[12][13]
Pega-tudo[14]
Agrarianismo[15]
Espectro político Direita[16][17][18] a Extrema-direita[2][19][20][21]
Ala jovem Seção Jovem Jobbik
Membros  (2016) 17.927[22]
Afiliação europeia Nenhum
Grupo no Parlamento Europeu Não Inscritos
Assembleia Nacional
22 / 199
Parlamento Europeu
1 / 21
Condados da Hungria
81 / 419
Cores Verde, Branco e Vermelho

O Jobbik – Movimento por uma Hungria Melhor é o principal partido político nacionalista radical em atividade na Hungria. O partido se descreve como "conservador e radicalmente cristão e nacionalista", cujo "propósito fundamental" é a proteção dos "valores e interesses húngaros".[23] O movimento rejeita o "capitalismo global",[24][25] a integração europeia[26] e o sionismo.[27][28] É aderente do turanismo húngaro, ideologia que afirma que os húngaros têm origem na "raça ural-altaica".[12][29] O partido tem sido classificado por acadêmicos e pela mídia como fascista,[30] neo-fascista,[31] neo-nazista,[32] extremista,[33] racista,[34] antissemita,[35][36] anti-cigano[37] e homofóbico,[38] apesar de negar oficialmente essas acusações.[39] Atualmente goza de amplo e crescente apoio popular, constituindo-se na terceira maior força política húngara, após ter recebido 1.020.476 votos nas eleições parlamentares húngaras de 2014, conquistando 20,54% dos assentos. Recentemente, o tribunal de última estância húngaro proibiu a imprensa de o chamar de extrema-direita, pois o Jobbik rejeita o termo e prefere a expressão "direita radical".[40]

O seu deputado no Parlamento Europeu Csanad Szegedi, que era acusado de antissemitismo, descobriu em 2012 que era judeu.[41]

Antes das eleições parlamentares de 2014 uma nova tendência política, os chamados néppártosodás (transição para um partido do povo) apareceram no Jobbik. O partido adotou um novo estilo de comunicação enquanto invertia muitos elementos radicais de seu programa anterior.[42][43] Os líderes do Jobbik declararam que ele se transformou de um partido radical de direita em um partido do povo moderado e conservador. O presidente Gábor Vona, em uma entrevista, prometeu "cortar os selvagens", os radicais de uma vez.[44]

Em 2016, o partido prosseguiu sua estratégia de de-demonização, abandonando partes do seu corpus ideológico original e excluindo certos elementos extremistas, a fim de tornar sua imagem mais respeitável e encarnar uma oposição credível ao governo conservador de Viktor Orbán.[45][42] Apesar das promessas de Jobbik, particularmente à comunidade judaica na Hungria, muitos intelectuais de esquerda e figuras políticas dizem que querem manter distância de uma organização considerada antidemocrática.[46][47] Pelo contrário, o filósofo Ágnes Heller, sobrevivente do Holocausto, considera que é necessário aliar-se a todos os partidos da oposição, incluindo Jobbik, para derrotar o Fidesz de Orbán.[48] Segundo ela, o Jobbik nunca foi um partido neo-nazista, embora acredite que continua sendo um partido de extrema-direita e mantém um discurso racista.[49] No nível local, entretanto, alianças implícitas foram formadas entre partidos de esquerda e Jobbik em eleições municipais parciais para derrotar o partido do governo.[50]

Embora o partido seja comumente descrito como de extrema direita pelos observadores e pela imprensa internacional, alguns meios de comunicação consideram agora que é mais difícil classificar o Jobbik como está atualmente na extrema direita, por causa de sua de-demonização[51][52][53][54] e a sempre crescente retórica de direita de Fidesz,[55] ou mesmo que Jobbik seja atualmente um partido de direita.[16][56]

A estratégia do Jobbik, afastando-se de suas raízes de extrema-direita e estabelecendo uma posição mais centrista, também resultou no surgimento de formações dissidentes mais radicais, como o novo partido Força e Determinação.[57]

Após as eleições legislativas de 2018, em face do fracasso da estratégia de reorientação do partido (Jobbik ganhou apenas mais uma cadeira em comparação com a eleição anterior), seu presidente Gábor Vona renunciou.[58] Em 12 de maio de 2018, Tamás Sneider sucedeu-lhe a este cargo.[59] O novo presidente quer continuar com a estratégia de moderação do partido.[60] No final de abril, o comitê central do partido havia votado por unanimidade a favor da continuação da mudança para uma ala conservadora de direita moderada, apesar da derrota eleitoral de Jobbik nas eleições legislativas.[61]

Resultados EleitoraisEditar

Eleições legislativasEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status
2006 5.º 119 007
2,2 / 100,0
0 / 386
Extra-parlamentar
2010 3.º 855 436
16,7 / 100,0
 14,5
47 / 386
 47 Oposição
2014 3.º 985 029
20,5 / 100,0
 3,8
23 / 199
 24 Oposição
2018 2.º 1 092 669
19,1 / 100,0
 1,4
26 / 199
 3 Oposição

Eleições europeiasEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
2009 3.º 427 773
14,8 / 100,0
3 / 22
2014 2.º 340 287
14,7 / 100,0
 0,1
3 / 21
 
2019 5.º 220 184
6,3 / 100,0
 8,4
1 / 21
 2

Ver tambémEditar

Referências

  1. Nationalist Jobbik Party Doubles Voter Base In Hungary, xpatloop.com, 25 de junho de 2009, arquivado do original em |arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda)  Parâmetro desconhecido |dataacceso= ignorado (|acessodata=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |dataarquivo= ignorado (ajuda)
  2. a b Nordsieck, Wolfram (2018). «Hungary». Parties and Elections in Europe 
  3. «Extrême droite hongroise: "le FN est sioniste"». Le Figaro (em French). 26 de junho de 2014 
  4. Hungary's far-right Jobbik party wins key seat
  5. Aalberg, Toril (2016). Populist Political Communication in Europe. [S.l.]: Routledge. p. 375 
  6. Pytlas, Bartek (2015). Radical Right Parties in Central and Eastern Europe: Mainstream Party Competition and Electoral Fortune. [S.l.]: Routledge. p. 36 
  7. Garnett, Mark (2017). Political Ideologies. [S.l.]: Oxford University Press. p. 212 
  8. Dunai, Marton. «Hungary's Jobbik supports EU deepening with voters' blessing» 
  9. «Hungary's Rebranded Far-Right Eyes Election Success». Israel National News. 3 de abril de 2014 
  10. A Jobbik szembefordul a globális kapitalizmussal, mandiner.hu, 26 de outubro de 2013 
  11. Vona megmondta: befellegzett a globális kapitalizmusnak, nol.hu, 26 de janeiro de 2013 
  12. a b Ghosh, Palash (December 06 2013) "Strange Bedfellows: Hungarian Far-Right Jobbik Party Embraceas Muslim Nations, Seeks 'Eurasian' Ideal Of Statehood" International Business Times. Retrieved August 31, 2014
  13. Ungváry, Krisztián (5. February 2012) "Turanism: the 'new' ideology of the far right Arquivado em 2015-05-30 no Wayback Machine." BZT Media Kft. Retrieved August 31, 2014
  14. «Cópia arquivada». Consultado em 31 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2016 
  15. https://www.jobbik.hu/magyar-szivvel-jozan-esszel-tiszta-kezzel
  16. a b «What to watch at Hungary's elections». Reuters (em English). 5 de abril de 2018. Consultado em 5 de abril de 2018 
  17. Dunai, Marton (22 de maio de 2018). «Hardliners in Hungary's Jobbik demand return to far-right roots». Reuters. Consultado em 3 de julho de 2018 
  18. Strickland, Patrick (12 de dezembro de 2017). «How is Hungary's far right changing?». Al Jazeera. Consultado em 3 de julho de 2018 
  19. Huggan, Graham; Law, Ian (2009). Racism Postcolonialism Europe. [S.l.]: Liverpool University Press 
  20. Schori Liang, Christina (2007). Europe for the Europeans: The Foreign and Security Policy of the Populist Radical Right. [S.l.]: Ashgate 
  21. Kirton, Gill; Greene, Anne-Marie (2010). The Dynamics of Managing Diversity: A Critical Approach 3rd ed. [S.l.]: Butterworth-Heinemann 
  22. «Kezd összeesni az MSZP, a párt inkább hallgat a taglétszámról». nol.hu. 27 de julho de 2016. Consultado em 5 de outubro de 2016 
  23. «Jobbik confident of winning EP seat, party leader says». politics.hu (source: MTI). 13 de maio de 2009. Consultado em 8 de setembro de 2015. Arquivado do original em 10 de agosto de 2011. Jobbik describes itself as “a principled, conservative and radically patriotic Christian party. Its fundamental purpose is protecting Hungarian values and interests.” 
  24. A Jobbik szembefordul a globális kapitalizmussal, mandiner.hu, 26 de outubro de 2013 
  25. Vona megmondta: befellegzett a globális kapitalizmusnak, nol.hu, 26 de janeiro de 2013 
  26. Mazurczak, Filip (27 de maio de 2014). «Euroscepticism and the emergence of East-Central Europe's far-right». Visegrad Insight. Consultado em 24 de outubro de 2014 
  27. Jobbik "anti-Zionist" demo goes ahead in Budapest, politics.hu, 5 de maio de 2013, arquivado do original em |arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda)  Parâmetro desconhecido |dataacceso= ignorado (|acessodata=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |dataarquivo= ignorado (ajuda)
  28. «Hungary's Jobbik party hold anti-semitic rally in Budapest after ban attempts fail», Telegraph, 4 de maio de 2013 
  29. Ungváry, Krisztián (5. February 2012) "Turanism: the 'new' ideology of the far right Arquivado em 30 de maio de 2015, no Wayback Machine." BZT Media Kft. Retrieved August 31, 2014
  30. LeBor, Adam (9 de junho de 2009). «Jobbik: Meet the BNP's fascist friends in Hungary». London: The Times Online. Consultado em 5 de julho de 2009 
  31. Chomsky, Noam (2011-04-21) Is the world too big to fail?, Salon.com
  32. «Jobbik Deputy Campaigns Against 'Israeli' MP». Israel National News. 30 de novembro de 2012. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  33. «Hungarians despair of political class». BBC News. 8 de janeiro de 2012. Consultado em 8 de janeiro de 2012 
  34. «Xpat Opinion: Will Hungary's Jobbik Split?». Xpatloop.com. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  35. Freeman, Colin (24 de maio de 2009). «Feminine face of Hungary's far-Right Jobbik movement seeks MEP's seat». The Daily Telegraph. London. Consultado em 7 de junho de 2009 
  36. «2012 Report on Global Trends in Anti-Semitism». Jewish Virtual Library. Consultado em 19 de setembro de 2013 
  37. Chebel d'Appollonia, Ariane (2012), Frontiers of Fear: Immigration and Insecurity in the United States and Europe, Cornell University Press, p. 245 
  38. Lisiak, Agata Anna (2010), Urban Cultures in (Post) Colonial Central Europe, Purdue University Press, p. 18 
  39. «Jobbik: Nem vagyunk antiszemiták». Mandiner.hu. Consultado em 27 de fevereiro de 2013 
  40. Court rules Jobbik cannot be called 'far-right', por Eszter Zalan, EUobserver, 06.06.14
  41. http://www.tvi24.iol.pt/internacional/csanad-szegedi-szegedi-jobbik-holocausto-parlamento-europeu-tvi24/1368259-4073.html
  42. a b «The Far-Right Hungarian Party Jobbik Is Moderating. Is That a Good Thing?». freedomhouse.org (em inglês). Consultado em 24 de outubro de 2017 
  43. Reuters (2017). «Anti-Semitic Hungarian Party Embraces Israel and Jews». Haaretz (em inglês). Consultado em 24 de outubro de 2017 
  44. «Gábor Vona on the wildling». jobbik.com (em inglês). 24 de abril de 2015. Consultado em 24 de outubro de 2017 
  45. «Is Hungary's Jobbik leader really ditching far-right past?» (em English) 
  46. Lepeltier-Kutasi, Ludovic (30 de dezembro de 2016). «Hanoucca : le rabbin Köves rejette le bras tendu du Jobbik». Le Courrier d'Europe centrale (em French). Consultado em 17 de fevereiro de 2018 
  47. Ildikó Lendvai (8 de junho de 2017). «« Pourquoi nous ne devons pas nous allier au Jobbik »». Le Courrier d'Europe centrale (em French). Consultado em 17 de fevereiro de 2018 
  48. «Heller Ágnes és a Jobbik közeledése | Magyar Idők». Magyar Idők (em Hungarian). Consultado em 26 de março de 2018 
  49. «„Fogják be az orrukat!" – Heller Ágnes a Jobbikról és a 2018-as választások tétjéről». m.magyarnarancs.hu (em húngaro). Consultado em 5 de abril de 2018 
  50. Florence La Bruyère (25 de março de 2018). «En Hongrie, la petite ville qui défie Orbán». Libération (em French). Consultado em 11 de abril de 2018 
  51. «Hungarian political foes unite against government 'attack on nationalists'». The Irish Times. 15 de dezembro de 2017. Consultado em 5 de abril de 2018 
  52. «Wahlkampf in Ungarn : Zwischen Budapest und Mekka». Frankfurter Allgemeine Zeitung (em German). 31 de janeiro de 2018. Consultado em 5 de abril de 2018 
  53. Aude Massiot (9 de abril de 2018). «En Hongrie, une large victoire pour Viktor Orbán». Libération (em French). Consultado em 14 de maio de 2018. contre 19,8% pour l’ancien parti d’extrême droite Jobbik, passé au centre pour ces élections 
  54. «Hongrie : manifestations pro et anti-Orban». Euronews (em French). 15 de março de 2018. Consultado em 14 de maio de 2018. le Jobbik - un ancien parti d'extrême-droite qui cherche à se positionner au centre - est, lui, crédité de 18% des intentions de vote. 
  55. «Jobbik, l'ancien parti paria qui veut détrôner Viktor Orban». Libération (em French). 27 de março de 2018. Consultado em 11 de abril de 2018 
  56. «Hungarian Opposition Negotiations Falter in Boost to Orban». Hamodia. 20 de março de 2018. Consultado em 5 de abril de 2018 
  57. «Hungarian far right launches new political party». The Guardian. 8 de julho de 2017. Consultado em 11 de abril de 2018 
  58. «Hongrie: le chef du parti Jobbik démissionne». Le Figaro (em francês). 10 de abril de 2018. Consultado em 11 de abril de 2018 
  59. «Hongrie: le Jobbik a un nouveau chef». L'Express (em francês). 12 de maio de 2018. Consultado em 14 de maio de 2018 
  60. Corentin Léotard (14 de maio de 2018). «Le nouveau président du Jobbik veut maintenir le cap plus modéré». Le Courrier d'Europe centrale (em francês). Consultado em 14 de maio de 2018 
  61. «Vona Gábor a háttérbe vonul, csak a tanácsaival segíti a Jobbikot, de még visszatérhet» (em húngaro). 168ora.hu. Consultado em 23 de abril de 2018 

Ligações externasEditar


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