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Kepler-62f (primeiro plano) e Kepler-62e (direita) são exoplanetas que orbitam na zona habitável da estrela Kepler-62 (centro).

Kepler-62f[1][2][3] é um exoplaneta (planeta extrassolar) que é uma superterra. Ele orbita dentro da zona habitável da estrela Kepler-62, o mais externo dos cinco planetas descobertos pelo telescópio espacial Kepler da NASA. Kepler-62f está localizado a cerca de 1200 anos-luz (370 parsecs, ou cerca de 11.350.000.000.000.000 km) da Terra, na constelação de Lyra.[4] O exoplaneta foi encontrado através do método de trânsito, quando o efeito de escurecimento que faz um planeta como ele quando cruza em frente da sua estrela é medido. Kepler-62f pode ser um planeta terrestre sólido ou dominado por água; encontra-se na parte exterior da zona habitável da sua estrela hospedeira[1][5] e tem um Índice de Similaridade com a Terra de 0,69.

Índice

Exoplaneta confirmado e estrela hospedeiraEditar

Kepler-62f é uma superterra com um raio de 1,4 vezes ao da Terra.[1] O planeta orbita uma estrela anã laranja chamada Kepler-62, que é cerca de um terço menor e mais fria que o Sol. A estrela Kepler-62 é orbitado por um total de cinco planetas em trânsito, dos quais Kepler-62f tem o período orbital mais longo.[1] A estrela parece ter uma cor ligeiramente de pêssego a olho nu, e, como visto do planeta Kepler-62f, teria um tamanho angular de cerca de 90% maior que o Sol visto da Terra.[1]

HabitabilidadeEditar

Dada a idade do planeta (7 ± 4 bilhões de anos), com irradiância (0,41 ± 0,05 vezes a da Terra) e raio (1,41 ± 0,07 vezes da Terra) é considerado plausível que ele telha uma composição rochosa (ferro-silicato) com a adição de uma quantidade possivelmente substancial de água.[1] Um estudo de modelagem aceito no The Astrophysical Journal indica que é provável que uma grande maioria dos planetas em sua faixa de tamanho são completamente cobertos por oceano (possivelmente congelado, se é que Kepler-62f seja de fato um planeta).[6][7] Se a sua densidade for o mesmo que o da Terra, sua massa seria 1,413 ou 2,80 vezes a da Terra. O planeta tem potencialmente um satélite natural de acordo com um estudo dos efeitos de maré em planetas potencialmente habitáveis.[8]

Exoplanetas notáveisObservatório Espacial Kepler
  Pequenos exoplanetas confirmados em zonas habitáveis.
(Kepler-62e, Kepler-62f, Kepler-186f, Kepler-296e, Kepler-296f, Kepler-438b, Kepler-440b, Kepler-442b)
(Observatório Espacial Kepler; 6 de janeiro de 2015).[9]
  Comparação dos tamanhos dos planetas Kepler-69c, Kepler-62e, Kepler-62f e a Terra.
(Os exoplanetas são concepções artísticas)
  O volume de pesquisa feito pelo telescópio espacial Kepler, no contexto da Via Láctea.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f «Kepler-62: A Five-Planet System with Planets of 1.4 and 1.6 Earth Radii in the Habitable Zone» (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2015 
  2. «NASA's Kepler Discovers Its Smallest 'Habitable Zone' Planets to Date» (em inglês). NASA. Consultado em 7 de agosto de 2015 
  3. «2 Good Places to Live, 1,200 Light-Years Away» (em inglês). New York Times. Consultado em 7 de agosto de 2015 
  4. «Kepler-62f: A Possible Water World» (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2015 
  5. «3 Potentially Habitable 'Super-Earths' Explained (Infographic)» (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2015 
  6. «Water worlds surface: Planets covered by global ocean with no land in sight» (em inglês). Harvard Gazette. Consultado em 7 de agosto de 2015 
  7. Kaltenegger, L.; Sasselov, D.; Rugheimer, S. (18 de abril de 2013). «Water Planets in the Habitable Zone: Atmospheric Chemistry, Observable Features, and the case of Kepler-62e and -62f». The Astrophysical Journal. 775: L47. Bibcode:2013ApJ...775L..47K. arXiv:1304.5058 . doi:10.1088/2041-8205/775/2/L47 
  8. Sasaki, Takashi; Barnes, Jason W. (30 de junho de 2014). «Longevity of moons around habitable planets». International Journal of Astrobiology. 13 (4): 324–336. doi:10.1017/S1473550414000184 
  9. «NASA's Kepler Marks 1,000th Exoplanet Discovery, Uncovers More Small Worlds in Habitable Zones» (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2015 

Ligações externasEditar