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Lista de presidentes da República Portuguesa por tempo no cargo

artigo de lista da Wikimedia
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Óscar Carmona, é o chefe de Estado da República que ocupou o cargo durante mais tempo (24 anos e 129 dias).
Manuel Gomes da Costa, é o chefe de Estado da República que ocupou o cargo durante menos tempo (10 dias).

Esta lista de presidentes da República Portuguesa por tempo no cargo apresenta cada chefe de Estado da República por ordem de duração do período em que ocupou o cargo.

Das 24 pessoas ou órgãos que serviram como chefe de Estado até à tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa, apenas oito ocuparam o cargo por quatro anos ou mais, enquanto que onze estiveram menos de um ano no poder. Óscar Carmona ocupou o cargo durante um período recorde de 24 anos e 129 dias. Durante a Primeira República, António José de Almeida, o único a terminar um mandato presidencial, foi quem deteve o poder mais tempo com um total de 4 anos.

A chefia de Estado menos duradoura foi a do Governo de 1918 após o presidenticídio de Sidónio Pais, que durou pouco menos de dois dias até à eleição de novo presidente (João do Canto e Castro). No período ditatorial da Ditadura Militar, Ditadura Nacional e Estado Novo, a chefia de Estado mais curta foi a de Manuel Gomes da Costa que deteve as prerrogativas de chefe de Estado durante 10 dias. Na Democracia, o recorde cabe à Junta de Salvação Nacional, que serviu como chefe de Estado durante 20 dias. Excluindo órgãos, as presidências mais curtas da Primeira República e da Democracia são as de Teófilo Braga (129 dias) e de António de Spínola (138 dias). Contabilizando os dois períodos de Teófilo Braga (1 ano e 87 dias), bem como os de Bernardino Machado (2 anos e 239 dias), então o presidente da República que de facto ocupou durante menos tempo o cargo durante a Primeira República foi João do Canto e Castro, com 293 dias. Excluindo órgãos coletivos, as presidências interinas de António de Oliveira Salazar e os casos em que aos chefes de governo na altura apenas lhes haviam sido atribuídas temporariamente as prerrogativas de presidente da República (José Mendes Cabeçadas e Manuel Gomes da Costa), o presidente da República com menos tempo no cargo durante a Ditadura foi Francisco Craveiro Lopes, com 7 anos.

Chefes de Estado da República Portuguesa por tempo no cargoEditar

A 21 de julho de 2019 a lista encontra-se ordenada desta forma:

Lugar
(total de
tempo)
Lugar
(por
período)
Chefe de Estado Data de início Data de fim Tempo
no cargo
Períodos
  1 1 Óscar Carmona 29 de novembro de 1926 18 de abril de 1951 24 anos e 129 dias[nota 1] 1
  2 2 Américo Thomaz 9 de agosto de 1958 25 de abril de 1974 15 anos e 259 dias 1
  3 3 Mário Soares 9 de março de 1986 9 de março de 1996 10 anos 1
  Jorge Sampaio 9 de março de 1996 9 de março de 2006 10 anos 1
  Aníbal Cavaco Silva 9 de março de 2006 9 de março de 2016 10 anos 1
  6 6 António Ramalho Eanes 14 de julho de 1976 9 de março de 1986 9 anos e 238 dias 1
  7 7 Francisco Craveiro Lopes 9 de agosto de 1951 9 de agosto de 1958 7 anos 1
  8 8 António José de Almeida 5 de outubro de 1919 5 de outubro de 1923 4 anos 1
  9 9 Manuel de Arriaga 24 de agosto de 1911 29 de maio de 1915 3 anos e 278 dias 1
  10 10 Marcelo Rebelo de Sousa 9 de março de 2016 presente 3 anos e 134 dias 1
  11 Bernardino Machado
5 de outubro de 1915
11 de dezembro de 1925

12 de dezembro de 1917
31 de maio de 1926
2 anos e 239 dias
2 anos e 68 dias (1.ª vez)
171 dias (2.ª vez)
2
  11 Bernardino Machado
(1.ª vez)
5 de outubro de 1915 12 de dezembro de 1917 2 anos e 68 dias
  12 12 Manuel Teixeira Gomes 5 de outubro de 1923 11 de dezembro de 1925 2 anos e 67 dias 1
  13 13 Francisco da Costa Gomes 30 de setembro de 1974 14 de julho de 1976 1 ano e 288 dias 1
  14 Teófilo Braga
5 de outubro de 1910
29 de maio de 1915

24 de agosto de 1911
5 de outubro de 1915
1 ano e 87 dias
323 dias (1.ª vez [nota 2])
129 dias (2.ª vez)
2
  15 14 Sidónio Pais 27 de dezembro de 1917 14 de dezembro de 1918 352 dias[nota 3] 1
  15 Teófilo Braga
(1.ª vez)
5 de outubro de 1910 24 de agosto de 1911 323 dias[nota 2]
  16 16 João do Canto e Castro 16 de dezembro de 1918 5 de outubro de 1919 293 dias 1
  17 Bernardino Machado
(2.ª vez)
11 de dezembro de 1925 31 de maio de 1926 171 dias
  17 18 3º Ministério da ditadura 9 de julho de 1926 29 de novembro de 1926 143 dias[nota 4] (1)
  18 19 António de Spínola 15 de maio de 1974 30 de setembro de 1974 138 dias 1
  20 Teófilo Braga
(2.ª vez)
29 de maio de 1915 5 de outubro de 1915 129 dias
  19 António de Oliveira Salazar
(interino)

15 de abril de 1935
18 de abril de 1951

26 de abril de 1935
9 de agosto de 1951
124 dias[nota 5]
11 dias (1ª vez; interino)
113 dias (2ª vez; interino)
(2)
  21 António de Oliveira Salazar
(2.ª vez; interino)
18 de abril de 1951 9 de agosto de 1951 113 dias
  20 22 Junta de Salvação Nacional 25 de abril de 1974 15 de maio de 1974 20 dias[nota 6] (1)
  21 23 José Mendes Cabeçadas 31 de maio de 1926 17 de junho de 1926 17 dias[nota 7] 1
  22 24 15º Ministério republicano 12 de dezembro de 1917 27 de dezembro de 1917 15 dias[nota 8] (1)
  23 25 2º Ministério da ditadura 17 de junho de 1926 29 de junho de 1926 12 dias[nota 9] (1)
  26 António de Oliveira Salazar
(1.ª vez; interino)
15 de abril de 1935 26 de abril de 1935 11 dias
  24 27 Manuel Gomes da Costa 29 de junho 1926 9 de julho de 1926 10 dias[nota 10] 1
  25 28 16º Governo republicano 14 de dezembro de 1918 16 de dezembro de 1918 2 dias[nota 11] (1)

NotasEditar

  1. Entre 29 de novembro de 1926 e 15 de abril de 1928 (1 ano e 138 dias) foi presidente interino, até à realização de eleições presidenciais que o legitimaram como presidente efetivo. Não inclui os 11 dias correspondentes ao período entre 15 e 26 de abril de 1935, no qual António de Oliveira Salazar ocupou interinamente o cargo em substituição de Óscar Carmona.
  2. a b Entre 5 de outubro de 1910 e 24 de agosto de 1911, Teófilo Braga foi presidente do Governo Provisório, acumulando o cargo com a chefia do Estado até à eleição do primeiro presidente da República, Manuel de Arriaga.
  3. Entre 27 de dezembro de 1917 e 9 de maio de 1918 (133 dias) foi presidente do Ministério com as prerrogativas de presidente da República, até à realização de eleições presidenciais que o legitimaram como presidente efetivo.
  4. Entre 9 de julho e 29 de novembro de 1926 não houve presidente da República, tendo a totalidade do governo atuado como chefe de Estado até à nomeação de Óscar Carmona como presidente interino.
  5. Entre o fim do primeiro mandato presidencial de Óscar Carmona a 15 de abril de 1935 e a tomada de posse para o segundo mandato, adiada para 26 de abril de 1935 por motivos de doença do presidente reeleito, e entre a morte de Óscar Carmona a 18 de abril de 1951 e a tomada de posse do novo presidente da República Francisco Craveiro Lopes, António de Oliveira Salazar foi presidente interino da República acumulando com as suas funções de presidente do Conselho de Ministros.
  6. Entre 25 de abril de 1974 e a escolha de António de Spínola para presidente a 15 de maio, a totalidade dos membros da Junta de Salvação Nacional serviu como chefe de Estado e de governo.
  7. Ao demitir-se, Bernardino Machado entregou as prerrogativas da chefia do Estado ao presidente do Ministério José Mendes Cabeçadas, tendo este servido sempre nessa capacidade.
  8. A 12 de dezembro de 1917, com a destituição de Bernardino Machado, a totalidade dos membros do ministério chefiado por Sidónio Pais ficou incumbida da chefia do Estado, até à atribuição das prerrogativas de chefe de Estado ao presidente do Ministério, a 27 de dezembro.
  9. A 17 de junho de 1926, com o afastamento de José Mendes Cabeçadas, a totalidade dos membros do ministério chefiado por Manuel Gomes da Costa ficou incumbida da chefia do Estado, até à atribuição das prerrogativas de chefe de Estado ao presidente do Ministério, a 29 de junho.
  10. A 9 de julho de 1926, foram atribuídas ao presidente do Ministério Manuel Gomes da Costa as prerrogativas de chefe de Estado, tendo este servido sempre nessa capacidade.
  11. Com o assassinato de Sidónio Pais a 14 de dezembro de 1918, a totalidade dos membros do governo ficou incumbida da chefia do Estado. No dia 15, João do Canto e Castro foi nomeado presidente interino do governo, tendo só a 16 sido eleito como presidente da República. Entre 14 e 16 de dezembro, o governo serviu como chefe de Estado.

Ver tambémEditar