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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Luís de Almada, veja Luís de Almada (desambiguação).
Luís José de Almada
Morte 1735
Cidadania Portugal
Ocupação diplomata

Luís José de Almada ( - 21 de Dezembro de 1735[1]), 10.º conde de Avranches, (13.º senhor dos Lagares d´El-Rei), (8.º senhor de Pombalinho).

Era comendador de Vimioso e de São Miguel de Acha na Ordem de Cristo, e assim como, em 2 de Setembro de 1722, teve a comenda de Proença-a-Velha.

Como mestre-sala, ao serviço de El-Rei Dom João V e a seu pedido, foi mandado viajar pela Europa para melhor aprender as "pragmáticas" desse cargo[2].

Foi diplomata[3], do Conselho de Sua Majestade e militar.

Acompanhou o Marquês de Alegrete na vinda de Portugal da rainha Ana de Áustria. Assim como passou foi à Alemanha por ordem do rei D. Pedro II na companhia de Marquês de Arronches quando ele era ali embaixador[4].

Serviu na guerra no mar e na terra. Foi capitão-tenente de uma fragata[5] e, ascendendo ao posto Capitão de Mar e Guerra, comandou um navio na ocasião da Aliança de Portugal com a França, em 1701, para reconhecimento do Duque de Anjou como rei de Espanha. Serviu como Mestre de campo do Terço da cidade do Porto[6].

Índice

Dados genealógicosEditar

Luís José de Almada, morreu em 21 de Dezembro de 1735[7], sendo sepultado no dia seguinte na capela de S. Fulgêncio, na Igreja da Graça (Lisboa), tal como seus antepassados desde o tempo de Lopo Soares de Alvarenga.[8]

Filho de:

Casou duas vezes: 1.ª vez, em 18 de Fevereiro de 1703, com:

  • Francisca Josefa de Távora, nasceu em 1689[9], sepultada 21 de Julho de 1712, na capela de S. Fulgêncio, na Igreja da Graça (Lisboa), tal como seu marido[10].

Era filha de Tristão António da Cunha (que morreu em vida de seu pai, Manuel da Cunha, Veador da Rainha Maria Francisca de Sabóia e senhor do morgado de Paio Pires) e de Leonor Tomásia de Távora (filha de Luís Álvares de Távora, 1.º Marquês de Távora)[11].

Tiveram:

2.ª vez, em 1715, com:

  • Violante Maria Antónia de Portugal, sua prima, falecida a 10 de Outubro de 1730 e sepultada dois dias depois na capela de S. Fulgêncio, na Igreja da Graça (Lisboa), tal como este seu marido[18].

Ela era, antes de também casar de novo, viúva de João Sanches de Baena e Farinha, moço-fidalgo da Casa Real, de quem tinha geração, e era filha do irmão de Pedro de Almeida (1.º conde de Assumar) que era Luís de Almeida Portugal, o Manteigas[19], 1.° alcaide mor de Borba, "que serviu na guerra como capitão de cavalos", e de Maria Josefa de Melo Côrte-Real.[20] por sua vez filha do 1.º Conde das Galveias, Dinis Melo e Castro[21].

Tiveram:

Referências

  1. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694
  2. Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 24
  3. Luiz José de Almada, roglo
  4. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694
  5. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694
  6. Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 24
  7. Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 24
  8. "Livro para lembrança dos enterros dos seculares, e das covas em que são sepultados, que pertenceu ao Convento da Graça, de Lisboa"
  9. Historia genealogica da Casa Real Portugueza: desde a sua origem até o presente, com as familias illustres, que procedem dos Reys, e dos Serenissimos Duques de Bragança, justificada com instrumentos, e escritores de inviolavel fé, ..., por Antonio Caetano de Sousa, Officina Sylviana da Academia Real (Lisboa) na Regia Officina Sylviana, e da Academia Real, 1743, livro X, pág. 625
  10. "Livro para lembrança dos enterros dos seculares, e das covas em que são sepultados, que pertenceu ao Convento da Graça, de Lisboa".
  11. António Carvalho da Costa, Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal, na Off. de Valentim da Costa Deslandes, 1712, pág. 312
  12. Alvará de 12.01.1723 - Arquivo Casa Almada.
  13. Gazeta de Lisboa occidental, Na officina da Pascoal da Sylva, 1737, p. 419
  14. António Caetano de Sousa, «Memorias Históricas e Genealógica dos Grandes de Portugal», Regia Officina Sylviana, Lisboa, 1755, pág. 312.
  15. Gazeta de Lisboa occidental, Na officina da Pascoal da Sylva, 1737, p. 419
  16. Com mil reis de e dois mil e mais quinhentos reis, de cevada, por dia, por alvará de 25.08.1721. - Arquivo da Casa Almada
  17. Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 24.
  18. "Livro para lembrança dos enterros dos seculares, e das covas em que são sepultados, que pertenceu ao Convento da Graça, de Lisboa".
  19. Innocencio Francisco da Silva, Apontamentos Biographicos Acerca de Luís Francisco de Assis Sanches de Baena (1707-1782) dados à luz e offerecidos a seu terceiro neto o ex.mo senhor Visconde de Sanches de Baena», Lisboa, 1869, p.6
  20. António Caetano de Sousa, «Memorias Históricas e Genealógica dos Grandes de Portugal», Regia Officina Sylviana, Lisboa, 1755, pág. 384-385.
  21. Anselmo Braamcamp Freire, "Brasões da Sala de Sintra", Livro segundo, pág. 267, Coimbra
  22. Com doze mil reis de pensão por ano na Comenda de São Salvador de Elvas - Arquivo da Casa Almada.
  23. Francisco José de Almada (dom), 1735-10-01 a 1736-10-01, Referência PT/AUC/ELU/UC-AUC/B/001-001/A/002089, Arquivo da Universidade de Coimbra
  24. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694
  25. «A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. A Instituição, os Instrumentos e os Homens. (1736-1756)», por Júlia Platonovna Korobtchenko, Mestrado em História Moderna, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras. Departamento de História, 2011, pág. 137.
  26. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694

Dados bibliográficosEditar

ControvérsiaEditar

Segundo alguns, não foi conde de Avranches ou Abranches, tal como tinham sido seus antepassados, apesar de representar a varonia Vaz de Almada e Abranches e o respectivo título nobiliárquico.

Ver tambémEditar