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Lucretia Mott (nascida Coffin, Nantucket, Massachusetts, Estados Unidos da América, 3 de janeiro de 1793Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos da América, 11 de Novembro de 1880) foi uma americana quaker, abolicionista, ativista dos direitos das mulheres e


Lucretia Mott
Lucretia Mott (circa 1870-1880)
Nome completo Lucretia Coffin Mott
Nascimento 3 de janeiro de 1793
Nantucket, Massachusetts, Estados Unidos da América
Morte 11 de novembro de 1880 (87 anos)
Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos da América
Nacionalidade Americana
Cônjuge James Mott
Ocupação professora, oradora, abolicionista, ativista dos direitos das mulheres, sufragista, reformadora social
Filiação 6 filhos

reformadora social. Ficou conhecida por ser uma das primeiras ativistas feministas do século XVIII ao defender o sufrágio feminino e a necessidade de reformar a posição das mulheres na sociedade quando foi proibida de participar na Convenção Mundial contra a Escravidão em 1840, devido ao facto de ser mulher. Quando a escravidão foi proibida em 1865, defendeu o direito de voto para os ex-escravos que estavam sujeitos a leis discriminatórias e raciais dentro dos limites dos Estados Unidos. Permaneceu uma figura central no movimento de abolição e sufrágio até sua morte em 1880.[1]

Primeiros Anos de VidaEditar

Nascida a 3 de janeiro de 1793, em Nantucket, Massachusetts,[2] Lucretia Coffin era a segunda filha de Thomas Coffin, descendente de Tristam Coffyn, colono britânico que ajudou a realizar a compra da ilha de Nantucket, e de Anna Folger, descendente de Peter Folger, professor, poeta, missionário baptista, intérprete e tradutor entre os primeiros colonos e os nativos americanos de Nantucket, e de Mary Morrell Folger. Benjamin Franklin era seu primo pelo lado materno.[3] Ambos pais eram quakers.

Viveu até aos onze anos de idade na sua cidade natal, mudando-se mais tarde para o Condado de Dutchess, em Nova Iorque, quando ingressou na escola preparatória Nine Partners School, gerida pela Society of Friends. Ali estudou para se tornar professora e começou a debater-se sobre os direitos das mulheres quando descobriu que os professores do sexo masculino recebiam um ordenado significativamente maior do que as do sexo feminino. Enquanto trabalhava como professora assistente, conheceu James Mott, também professor e quaker, com o qual veio a casar a 10 de abril de 1811, por sua escolha e com o aval de ambas as famílias.

Após o casamento, fixou-se em Filadélfia.

AbolicionismoEditar

Mudando-se para Filadélfia, Lucretia Mott encontrava-se numa cidade com uma forte presença quaker. Como tal, em 1821, tornou-se numa oradora quaker. Com o apoio do seu marido, ela viajou extensivamente e pregou vários sermões que enfatizavam a escravatura como um erro, originário da pura ganância e maldade humana.

Em 1833, James Mott fez parte da criação da Sociedade Antiescravagista Americana e Lucretia tornou-se na primeira mulher a discursar num encontro organizado pela dita organização, na cidade de Filadélfia. Poucos dias depois, ela e outras mulheres abolicionistas, tanto de etnia caucasiana como africana, criaram a Sociedade Antiescravagista Feminina da Filadélfia. Integradas na organização principal, a sociedade feminina opunha-se verazmente contra a escravatura e o racismo, trabalhando activamente em bairros de cariz mais pobre, com predominância na comunidade negra, ajudando ainda a criar uma rede secreta de casas abrigo que albergavam activistas e escravos fugitivos ou a recolher donativos para caridade.

Apesar do seu árduo trabalho pela causa antiescravagista, muitos membros de vários movimentos abolicionistas opunham-se à participação de mulheres nos seus congressos ou reuniões, chegando mesmo a alertar estas de que o acto de uma mulher discursar publicamente infringia directamente os ensinamentos bíblicos de São Paulo (1 Timóteo 2:12). Apesar de terem ocorrido episódios de assédio e intimidação por parte de abolicionistas do sexo masculino e oponentes pró-escravagistas, Lucretia, que chegou a ser perseguida e ameaçada, continuou a lutar pela sua causa até ao final da sua vida, atendendo os três congressos da Sociedade Antiescravagista Americana (1837, 1838, 1839) e fazendo parte de outras organizações como a Sociedade Antiescravagista da Pensilvânia e a American Free Produce Association.

Ligações externasEditar

 
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  1. «Portrait Monument to Lucretia Mott, Elizabeth Cady Stanton and Susan B. Anthony». Architect of the Capitol (em inglês) 
  2. «UPI Almanac for Thursday, Jan. 3, 2019». UPI (em inglês) 
  3. Faulkner, Carol (10 de maio de 2011). Lucretia Mott's Heresy: Abolition and Women's Rights in Nineteenth-Century America (em inglês). [S.l.]: University of Pennsylvania Press. ISBN 978-0-8122-0500-8