Abrir menu principal
Manuel da Gama Lôbo d'Almada
Morte 27 de outubro de 1799
Cidadania Portugal
Ocupação líder militar

Manuel da Gama Lôbo D'Almada, também grafado como Manuel da Gama Lobo de Almada (17?? - Barcelos, 27 de outubro de 1799), foi um militar e geógrafo português. Apesar disso, desenvolveu seus marcos pessoais, militares e políticos no Brasil.

BiografiaEditar

No posto de Sargento-mor comandou a Fortaleza de São José de Macapá em dois períodos de (1769-1771 e 1773-1784).

No posto de Brigadeiro, foi o terceiro governador da Capitania de São José do Rio Negro. Transferiu, em 1791, a sede da administração da capitania de Barcelos para a Barra do Rio Negro, atual Manaus.

Foi o pioneiro na criação de gado bovino e eqüino no vale do rio Branco, atual estado de Roraima.

Segundo o historiador Mário Ypiranga Monteiro, "(...) foi o maior administrador que a Amazônia possuiu no período colonial, naqueles tempos em que tudo era difícil e podemos mesmo dizer que superou a muitos outros dos nossos dias. Só encontrou um rival noutro militar - Eduardo Gonçalves Ribeiro, no período da República."

Ainda conforme Monteiro:[1]

Lobo d'Almada "(...) deixou um trabalho sobre aquela região[2]. As medidas assistenciais, por exemplo, mereceram sempre a sua atenção. Mandou levantar uma fábrica de panos de algodão e outra de tecidos e redes (manqueiras). Criou o depósito de pólvora. Fez construir uma tarracena para reparo de embarcações, que ficava na praia da Ribeira das Naus, próximo ao Porto-Real, à ilharga da fortaleza.

Bento Aranha, em 1897, já enunciava os feitos da personalidade.[3]

Inaugurou uma padaria de pão de arroz moído em atafona movida por bestas, uma fábrica de pano de algodão em rolos, com 18 teares e 10 rolos de fiar com 24 fusos cada um; cordoaria para fabricação de cordas e amarras de piaçaba e calabres; fábrica de fécula de anil; nora para distribuir água; olaria com excelentes amassadeiras, estendedouros, fornos calcinatórios e de torrefação de telhas e ladrilhos; uma fábrica de velas cera; um açougue; engenhos para moer cana (...).
Para estes estabelecimentos mandava vir de outros lugares da capitania o algodão, arroz, cana, curauá, muriti e cera virgem de abelhas; dos rios Solimões e Negro, tucum; e dos rios Mariê, Curucuriau, Padauari, Manauiá e Uaracaá, afluentes do Negro, a piaçaba, que somente encontra-se nas sua terras."

Referências

  1. Monteiro, Mario Ypiranga (1948). Fundação de Manaus. [S.l.]: Conquista. 206 páginas 
  2. Lôbo d'Almada, Descrição.
  3. Aranha, Bento (1897). Um Olhar pelo Passado. Manaus: Imprensa Oficial. [S.l.]: Conquista. p. 6-7. 12 páginas. Arquivado do original em 14 de maio de 2009