Abrir menu principal
Marcos Antônio Noronha
Bispo da Igreja Católica
Bispo-emérito de Itabira-Fabriciano

Título

Bispo-emérito de Itabira
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 7 de dezembro de 1947
Ordenação episcopal 7 de julho de 1965
Dados pessoais
Nascimento Areado,
 Minas Gerais
3 de outubro de 1924
Morte 16 de fevereiro de 1998 (73 anos)
Belo Horizonte,
 Minas Gerais
Nacionalidade brasileiro
dados em catholic-hierarchy.org
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Antônio Marcos Noronha, mais conhecido por Dom Marcos Antônio Noronha (Areado, 3 de outubro de 1924[1]Belo Horizonte, 16 de fevereiro de 1998), foi um professor e religioso brasileiro, primeiro bispo da atual Diocese de Itabira-Fabriciano. Recebeu sua ordenação presbiteral a 7 de dezembro de 1947 e episcopal a 7 de julho de 1965. No entanto, renunciou ao bispado em 1970.[2] Mesmo com o fim do sacerdócio, manteve missões humanitárias e projetos sociais ao lado da Igreja Católica, até sua morte.[3]

BiografiaEditar

Antônio Marcos Noronha nasceu no município brasileiro de Areado, no interior do estado de Minas Gerais, em 3 de outubro de 1924, sendo um dos cinco filhos dos professores Joaquim Monteiro Noronha e Maria Laura Torraca Noronha.[1][3] Foi ordenado padre em 7 de dezembro de 1947[2] e iniciou seu sacerdócio em Guaxupé, onde se mudou com familiares, criou raízes e mais tarde se tornou vigário.[4] Em 1964, criou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guaxupé (FAFIG), atual Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé (Unifeg).[3]

Em 7 de julho de 1965, Marcos Noronha foi nomeado primeiro bispo da então Diocese de Itabira pelo Papa Paulo VI, tendo como concelebrante Dom Geraldo Ferreira Reis.[2][5] Após uma estadia de quatro meses em Roma em 1965, como parte da última seção do Concílio Vaticano II, passou a se mostrar a favor de uma igreja menos burocrática e com maior participação popular.[6] Ao final da década de 60, a Diocese de Itabira entra em uma "crise", com um decrescente número de católicos em sua área de atuação e o desabamento da antiga Catedral, devido a fortes chuvas. Posteriormente, Dom Marcos renunciou ao bispado em 2 de novembro de 1970, sendo sucedido por Dom Mário Teixeira Gurgel.[2][7]

Em 1976, casou-se com Zélia Quintão Froes. No entanto, manteve missões humanitárias e projetos sociais ao lado da Igreja Católica tanto em Guaxupé quanto no território da Diocese de Itabira, onde também criara a Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), ainda quando foi Bispo.[3] Além de professor e diretor da antiga FAFIG, morou em São Paulo, trabalhando na FEPASA, mudou-se para Belo Horinzonte, onde exerceu cargos na Fundação João Pinheiro, na Secretaria de Educação de Minas Gerais e na Secretaria de Planejamento do Estado.[6] Faleceu em Belo Horizonte em 16 de fevereiro de 1998, vítima de uma trombose cerebral, sendo velado na Igreja São José do Operário, em Guaxupé, e sepultado no cemitério municipal da cidade.[3] Em 3 de novembro de 2014, foi lançado na Academia Mineira de Letras o livro "Marcos Noronha – do Chão aos Sonhos[8]", escrito por seu sobrinho e jornalista Bernardo Fróes Bicalho.[9]

Referências

  1. a b Marcos Noronha - Vida e Obra. «Criança - certidão de nascimento de Marcos Noronha». Consultado em 9 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2014 
  2. a b c d Catholic Hierarchy (4 de setembro de 2013). «Marcos Antônio Noronha» (em inglês). Consultado em 9 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014 
  3. a b c d e Marcos Noronha - Vida e Obra. «Homenagens». Consultado em 9 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2014 
  4. GXP (27 de fevereiro de 2012). «Vida e obra de Marcos Noronha sairá em livro». Consultado em 9 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014 
  5. Tarcísio Henriques Filho (27 de maio de 2013). «Peso e trabalho». Jornal Oportunidades. Consultado em 9 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014 
  6. a b Ultimato (13 de julho de 2002). «Marcos Noronha – tudo no mundo tem duas histórias: a que se vê e a que anda escondida em veios ocultos». Consultado em 9 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014 
  7. Diocese de Itabira-Fabriciano (2007). «Livro da Caminhada - 2007» (PDF). Marcos Noronha - Vida e Obra. p. 6–21. Consultado em 9 de dezembro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 24 de abril de 2013 
  8. BICALHO, Bernardo Fróes (2014). Marcos Noronha, Do Chão aos Sonhos. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-64158-79-5 
  9. Pedro Artur (3 de novembro de 2014). «Jornalista lança biografia sobre a história e o legado de um ex-padre». Hoje em Dia. Consultado em 9 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014 

Ligações externasEditar