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Martinho Afonso Pires de Miranda

(Redirecionado de Martinho Afonso de Miranda)
Dom Martinho Afonso
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo de Braga
D. Martinho de Miranda na Galeria dos Arcebispos de Braga

Título

Primaz das Espanhas
Ordenação e nomeação
Ordenação episcopal 1386 ?
Lema episcopal De Uno Pane
Nomeado arcebispo 31 de agosto de 1398
Brasão arquiepiscopal
Archbishop CoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento PortugueseFlag1385.svg Lisboa
1360
Morte PortugueseFlag1385.svg Lisboa
25 de março de 1416 (56 anos)
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Martinho Afonso da Charneca ou Martinho Afonso de Miranda (Lisboa, 1360Lisboa, 2/25 de Março de 1416), também chamado Martinho Afonso de Lisboa, foi Bispo de Coimbra e arcebispo de Braga. Também teria sido bispo do Porto, segundo alguns genealogistas.

Índice

BiografiaEditar

D. Martinho era filho de Afonso Pires da Charneca e de sua mulher Constança Esteves. D. Martinho Afonso documenta-se como filho de Constança Esteves quando, já bispo de Coimbra e do Conselho, a ele e à dita sua mãe D. João I a 11 de Dezembro de 1392 confirmou a doação que fizera a Afonso Pires da Charneca, filho da dita Constança Esteves e irmão do dito Bispo, do lugar das Alcáçovas, de umas vinhas e lagares «aallem d aRoyos e partem com o caminho da charneca» (chamado Lagares del Rei), e de umas casas em Sintra.

Doutor em Leis pela Universidade de Bolonha em 1382, foi um dos principais Conselheiros de Dom João I de Portugal, acompanhando tão de perto que lhe chegaram a chamar "sombra del rei" e esteve ao seu lado na Batalha de Aljubarrota[1]. Igualmente terá sido seu Embaixador em França, etc.

A 8 de Novembro de 1384 é uma das individualidades que está presente em Évora para homenagear os Mestre de Avis. Igualmente esteve nas cortes de Coimbra de 1385 na representação do braço do Povo[2]

Igualmente terá sido aio ou mordomo-mor de D. Duarte I de Portugal.

Deste D. Martinho existem vários selos heráldicos com as suas armas, um escudo com uma aspa acantonada de quatro flores de lis, depois ditas dos Miranda.

Apesar de eclesiástico, Dom Martinho deixou descendência, segundo alguns investigadores antes de o ser[1], deu origem nomeadamente aos Miranda[desambiguação necessária] e, consequentemente, aos Miranda Henriques por ter uma quinta em Miranda do Corvo onde terá criado seus filhos[3]. O nome Miranda, que seguiram seus filhos, tidos de diferentes mulheres, é na origem um locativo relacionado com a quinta que tinha em Miranda a par de Coimbra, onde esses filhos foram criados.

O rei D. João I fez-lhe doação de vários bens que tinham sido de seu irmão D. Afonso Pires, que pode ter vindo anteriormente de seu pai, entre eles precisamente a Charneca de Lisboa, do qual tomou o nome e que fazia parte o senhorio dos Lagares d´El-Rei. Foi Senhor de Lagares d' El-Rei.

D. Martinho institutiu o Morgado da Patameira. E é certamente este o Morgado a que se refere D. João I quando a 7 de Dezembro de 1395 lhe doa, a seu pedido, o padroado da Igreja de São Cristóvão, na freguesia de São Cristóvão, em Lisboa, referindo que «dom martinho bispo de coj.m do nosso cselho nos dise que elle fazia queria fazer hua capeella na igreia de sam chr.ouam que he na nossa muy nobre leal cidade de lixboa E esso mesmo queria hordenar huu moorgado de seus bees. E que nos pedia por mercee que pea a dcta capella mooorgado seer mjlhor mais nobr lhe desemos pa sempre o nosso padroado da igeia de sam chr.ouam que o ouuese elle todos aqles que elle hordenar que depos elle socedam aiam o dcto moorgado», onde fundou uma capela que depois foi conhecida por "sacristia velha"[1], destinando-a para seu jazigo e de seus descendentes, agregando-a como vínculo ao Morgado da Patameira, na freguesia de Dois Portos, em Torres Vedras[3] que também instituiu[1].

Ligações externasEditar

Referências

  1. a b c d *"A Casa dos Mirandas na Rua das Flores", do Marquês de Rio Maior, separata da Revista Municipal, Lisboa, 1950.
  2. Conselho Real ou Conselheiros do Rei? A Propósito dos Privados de D. João I, por Armando Luís de Carvalho Homem, Revista da faculdade de Letras, pág. 59
  3. a b roglo.eu

BibliografiaEditar