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Rio Grande
Abordagem do encouraçado Barroso e do monitor Rio Grande pelos paraguaios.
Carreira   Bandeira da marinha que serviu
Operador Armada Imperial Brasileira
Fabricante Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
Homônimo Província de Alagoas
Batimento de quilha 8 de dezembro de 1866
Lançamento 17 de agosto de 1867
Comandante(s) 1º Tenente Antônio Joaquim
2º Ten. Simplício Gonçalves de Oliveira
Estado Desmantelado em 1907
Características gerais
Tipo de navio Monitor encouraçado
Classe Classe Pará
Deslocamento 342 t (754 000 lb)
Comprimento 36,57 m (120 ft)
Boca 8,54 m (28,0 ft)
Pontal 2,7 m (8,86 ft)
Calado 1,52 m (4,99 ft)
Propulsão vapor
caldeira cilindrica e duas máquinas alternativas, acopladas a dois eixos com hélices de passo fixo.
30 hp (22,4 kW)
Velocidade 8 nós (14,81 km/h)
Armamento 1 canhão Whitworth de 70 mm (2,8 in), em torre giratória.
Tripulação 43 homens, sendo 8 oficiais e 35 praças.

O Rio Grande ou Rio Grande do Sul foi um navio de guerra do tipo monitor encouraçado da classe Pará que serviu a Armada Imperial Brasileira durante a Guerra do Paraguai.

Índice

HistóriaEditar

ConstruçãoEditar

O monitor foi construído no estaleiro do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro seguindo os projetos de construção do engenheiro naval Napoleão João Baptista Level, maquinas de Carlos Braconnot e arranjo do armamento do Tenente Henrique Baptista. Foi a primeira embarcação da armada a receber este nome que era uma homenagem a província do Rio Grande do Sul. Seu batimento de quilha ocorreu em 08 de dezembro de 1866 e foi lançado ao mar em 17 de agosto de 1867. Um ponto notável de sua construção foi a de que o engenheiro Braconnot mesmo na falta de uma prensa hidráulica conseguiu dobrar couraças deste e de outros navios que construiu.[1] O monitor foi finalizado em 3 de setembro de 1867.

ServiçoEditar

Durante a Guerra do Paraguai foi incorporado a esquadra em Curuzu sendo comandado pelo 1º Tenente Antônio Joaquim. No dia 13 de fevereiro de 1868 participou das ações brasileiras no Forte de Curupaiti enfrentando o fogo de 22 canhões inimigos durante uma hora de combate. Na ocasião integrou a 3ª Divisão Naval do Capitão-de-mar-e-guerra Delfim Carlos de Carvalho.[1]

No dia 19 de fevereiro entrou em combate no episódio conhecido como Passagem de Humaitá, evento que tinha como objetivo ultrapassar da Fortaleza de Humaitá, pelo rio Paraguai, por uma pequena força de seis navios da Armada Imperial composta, além do Rio Grande, pelos Encouraçados Barroso e Tamandaré e os Monitores Bahia, Pará e Alagoas.[2] Na ocasião teve brilhante desenvoltura sendo agraciado pelas insígnias da Ordem do Cruzeiro.[1] Ainda no dia 19 atacou as baterias em Timbó e, em conjunto com o Barroso pôs a pique o vapor paraguaio Igurei que estava refugiado também em Timbó no dia 22 de março. Em 10 de junho repeliu uma tentativa de abordagem de 260 paraguaios a canoas, tendo o seu comandante Antônio Joaquim sido morto nesta ocasião.[1]

Tomou parte nos combates de Tebiquari e Angostura. Terminada a guerra, foi incorporado a Flotilha do Alto-Uruguai.[1]

Referências

  1. a b c d e «NGB - Monitor Encouraçado Rio Grande do Sul (ou Rio Grande)». www.naval.com.br. Consultado em 18 de outubro de 2018 
  2. Preston 1999, pp. 149-150.

BibliografiaEditar