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No teatro, um papel-travesti é um papel masculino cantado por uma mulher[1] e, mais raramente, vice-versa.

Teatro musicalEditar

Em ópera barroca era completamente usual o recurso aos papéis-travestis e aos castrati.[carece de fontes?]

Utilizou-se mas tarde esse recurso, em ópera romântica e pós-romântica, quase só para caracterizar garotos ou adolescentes do sexo masculino. Pelo realismo da época a voz de tenor foi considerada inadequada para esse papel porque um tenor, por definição, é um homem adulto. Então, perguntar-se-á, por que não se utiliza um garoto ou um adolescente de verdade para representar esse papel? Acontece que na adolescência a voz dos garotos está mudando, é muito insegura e tem grande tendência a desafinar. Cantar nessa idade é problemático para os garotos. A solução então que muitos compositores utilizam para resolver esse problema é utilizar uma mulher vestida de homem.[carece de fontes?]

Um dos papéis-travesti mais famosos da história da ópera é sem dúvida Cherubino em Le Nozze di Figaro de Wolfgang Amadeus Mozart. Há vários outros papéis-travesti nas óperas de Mozart; entre eles podemos citar Lucio Cinna em Lucio Silla e Annio em La Clemenza di Tito. Nas operas de Gioachino Rossini pode-se citar o papel-título de Tancredi, Malcolm em La donna del lago, Calbo em Maometto II e Arsace em Semiramide. Na ópera Salvador Rosa, do compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes, Genariello também é um papel-travesti. O papel-travesti mais famoso nas óperas do século XX é sem dúvida Octavian em Der Rosenkavalier.[carece de fontes?]

Lista de papéis-travestis em óperaEditar

Excluindo-se os papéis masculinos originalmente realizados por castrati (e hoje em dia interpretados por mulheres, ou também por contratenores)

Referências

  1. «Ópera Inédita na Capital Reimagina Clássico Romeu e Julieta». Desfrute Cultural. 26 de julho de 2018. Consultado em 19 de julho de 2019