Partido Vermelho

partido político da Noruega
Partido Vermelho
Rødt
Raudt
Líder Bjørnar Moxnes
Fundação 11 de março de 2007
Sede Oslo,  Noruega
Ideologia Comunismo[1]
Marxismo[2]
Socialismo revolucionário[3]
Socialismo democrático[4]
Anti-capitalismo
Feminismo[5]
Ecossocialismo[6]
Antirracismo
Republicanismo[7]
Euroceticismo[8]
Populismo de esquerda[9]
Espectro político Esquerda[10][11][12][13] a
Extrema-esquerda[14][15][16][17]
Ala jovem Rød Ungdom
Fusão Aliança Eleitoral Vermelha
Partido Comunista dos Trabalhadores
Membros (2019) 8 000 [18]
Storting
1 / 169
Condados
10 / 777
Comunas
80 / 10 620
Prefeitos
0 / 428
Parlamento Lapão
0 / 39
Cores Vermelho
Página oficial
rødt.no

O Partido Vermelho (em bokmål: Rødt, em nynorsk: Raudt, em lapónico setentrional: Ruoksat, R) é um partido político da Noruega.

O partido foi fundado em 2007 através da fusão de dois partidos da extrema-esquerda: a Aliança Eleitoral Vermelha e o Partido Comunista dos Trabalhadores.

O partido é o partido de referência da extrema-esquerda na Noruega[19], sendo caracterizado por seguir uma ideologia marxista e socialista revolucionária[20].

O partido defende a nacionalização em massa dos diversos sectores económicos, a rejeição do capitalismo e a implementação do socialismo revolucionário na Noruega que entregue o poder à classe operária e que crie novas legislaturas[3], proteja o estado social norueguês e a injete dinheiro estatal para proteger o país das crises do capitalismo. No entanto, o partido deixa claro que não apoia a violenta "revolução armada" anteriormente adotada pelos seus antecessores[21].

O líder do partido, desde 2012, é Bjørnar Moxnes[22], que, desde 2017, é o deputado eleito no Storting, a primeira vez que um partido de estrema-esquerda conseguiu representação parlamentar desde 1993.

IdeologiaEditar

 
Votação durante a reunião nacional do partido no Centro de Conferências Artesanais em Oslo em 2017.

O Partido Vermelho quer substituir o capitalismo pelo socialismo através de uma "revolução democrática pacífica"[23]. Ao mesmo tempo, o partido enfatiza que não há apoio para uma revolução armada e que essa transição deve ocorrer pacificamente dentro de uma estrutura democrática, com o apoio da maioria da população. Isso também é chamado de "mudança qualitativa radical duradoura na sociedade"[24].

No programa de princípio, o partido declara que deseja uma sociedade mais democrática do que a atual, onde as principais decisões são tomadas em conjunto e todas as áreas importantes da sociedade estão sujeitas ao controlo democrático, incluindo a economia. O partido acredita que as principais linhas da economia devem ser estabelecidas por meio de processos de planeamento democrático[25]. O partido afirma que o objetivo é uma sociedade sem classes, à qual o partido se refere como "o que Karl Marx chamou de comunismo"[26].

O partido acredita que os mecanismos de mercado não podem resolver a questão climática e que a democracia deve garantir uma política ambiental sustentável. Em 2012, o partido publicou um plano do que eles acreditam que a Noruega deve fazer para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e garantir uma indústria ambientalmente amigável[27]. No plano, o partido propõe, entre outras coisas, reduzir a extração de petróleo norueguês, criar empregos verdes em energia renovável e indústria verde[28]. O partido também quer reduzir o desenvolvimento das rodovias e se concentrar no transporte público, incluindo comboios eléctricos.

O partido declarado anticapitalista, baseando os seus princípios na economia socialista verde e apoiando o que eles mesmos chamam de democracia económica. O partido quer um estado social ampliado e um maior setor público para, entre outras coisas, evitar cortes no número de funcionários e garantir toda a assistência quando necessário. O partido acredita que o público deve ter controle sobre empresas importantes e defendendo, também, uma tributação progressiva forte.

Em termos de política social, o partido enfatiza a luta contra as diferenças sociais e a pobreza e defende políticas de valor para dar mais espaço a grupos minoritários. O partido escreveu um manifesto anti-racista que destaca os lados racistas da sociedade e divide o racismo em dois grupos principais: o racismo biológico, que divide as pessoas em raças biológicas, e o racismo cultural, em que uma lógica cultural ou religiosa substitui a lógica biológica, mas caso contrário, os argumentos são os mesmos. Para encontrar e impedir o racismo e o nazismo, o partido quer banir claramente partidos e grupos nazis.

No âmbito de política externa, o Partido Vermelho quer uma nova política externa baseada nos direitos humanos. O partido opõe-se à adesão norueguesa da NATO e, em 2014, pediu a Jens Stoltenberg que rejeitasse a oferta de se tornar o secretário geral da organização[29]. O partido opõe-se, também, à participação norueguesa na guerra, vendo-se como o único partido defensor da paz e acredita que a Partido da Esquerda Socialista falhou como partido da paz.

O partido vê a União Europeia de forma negativa e justifica que a oposição da União não seja democrática e se baseie em princípios liberais de mercado. O partido tem uma estreita cooperação com os movimentos "Não à UE" e "Juventude contra a UE" e considera a possível adesão da Noruega como "um ataque aos direitos democráticos"[30].

Os vermelhos não pertencem a uma nenhuma internacional partidária e, portanto, não possui nenhum partido irmão oficial no exterior, mas considera-se partido irmão do Syriza grego[31] e da Aliança Vermelha e Verde dinamarquesa, com os quais eles têm uma forte cooperação e se identificam como um modelo quando se trata de apoiar. O partido organizou uma vigília pelo Partido Trabalhista britânico em apoio ao líder Jeremy Corbyn[32].

Depois de ter sido posta em causa a posição do partido sobre a democracia liberal em 2012, o líder do partido escreveu no jornal Aftenposten que "a liberdade de expressão, a liberdade de associação, eleições livres, a liberdade de imprensa e os tribunais independentes que garantem o Estado de direito para os indivíduos são fundamentais para uma sociedade socialista"[33].

OrganizaçãoEditar

Segundo dados de maio de 2019, o partido tinha cerca de 8000 membros[34].

O órgão executivo do partido é o Comité Executivo Central, composto por 17 membros eleitos, além da liderança do partido. Altualmente, a liderança é composta pelo líder do partido Bjørnar Moxnes, as vice-líderes Marie Sneve Martinussen e Silje Josten Kjosbakken, a secretária-geral Benedikte Pryneid Hansen, o diretor profissional Markus Hansen, o gestor financeiro Finn Olav Rolijordet e o líder da juventude partidária Tobias Drevland Lund[35].

A ala jovem do partido é a Juventude Vermelha. O partido consiste em várias facções internas, incluindo trotskistas, marxistas-leninistas e socialistas democráticos[36].

O partido publica um jornal gratuito Rødt nytt e o jornal Gnist.

Resultados eleitoraisEditar

Eleições legislativasEditar

 
Bjørnar Moxnes, líder do Partido Vermelho desde 2012.
Data Líder CI. Votos % Deputados +/- Status
2009 Torstein Dahle 8.º 36 219
1,35 / 100,00
0 / 169
Extra-parlamentar
2013 Bjørnar Moxnes 9.º 30 751
1,08 / 100,00
 0,27
0 / 169
  Extra-parlamentar
2017 Bjørnar Moxnes 9.º 70 341
2,39 / 100,00
 1,31
1 / 169
 1 Oposição

LíderesEditar

Ligações externasEditar

Referências

  1. Nordsieck, Wolfram (2017). «Norway». Parties and Elections in Europe. Consultado em 13 August 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Solsvik, Terje; Knudsen, Camilla (23 August 2017). «Pick your kingmaker: small parties loom large in Norway's election». Reuters. Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  3. a b Jan-Arve Overland, Inga Berntsen Rudi, Ragnhild Tønnessen. «Hva står de politiske partiene for?». Nasjonal digital læringsarena (em Norwegian) 
  4. Red Party membership. «Demokrati». Rødt (em Norwegian) 
  5. Red Party membership. «Feminisme». Rødt (em Norwegian) 
  6. Red Party membership. «Miljø». Rødt (em Norwegian) 
  7. Monarki
  8. Fossum, John (4 February 2009). «Norway's European Conundrum» (PDF). Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  9. «Timbro Authoritarian Populism Index» 
  10. Björk, Tord (12 January 2019). «How Integrity Initiative and Atlantic Council is exposed in Norway». Steigan.no. Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  11. Youth Quotas and other Effecient Forms of Youth Participation in Ageing Societies. Chapter author - Petter Haakenstad (P.H.) Godli. Book edited by - Jörg Tremmel, Antony Mason, Petter Haakenstad Godli and Igor Dimitrijoski. P.169. Published in 2015. Published by Springer. Published in Oslo, Norway.
  12. «Norway - Political parties». Norsk Senter For Forskningsdata. Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  13. Fossum, John (4 February 2009). «Norway's European Conundrum» (PDF). Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  14. «Moxnes ny partileder i Rødt». NRK/NTB (em Norwegian). 6 May 2012  Verifique data em: |data= (ajuda)
  15. "Rødt". Store Norske Leksikon, 10 September 2013 (em norueguês)
  16. "Rødts historie". TV 2. 19 February 2009.
  17. Kirk, Lisbeth (12 September 2017). «Norway populists secure second term in government». EUobserver. Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  18. NRK. «Rødt over 800 medlemmer» (em Norwegian) 
  19. AS, TV 2. «Rødts historie - TV2.no». Consultado em 6 de setembro de 2015 
  20. «Hva står de politiske partiene for?». ndla.no. Consultado em 6 de setembro de 2015 
  21. "Dropper væpnet revolusjon". Bergensavisen. 5 February 2007.
  22. NRK. «Moxnes ny partileder i Rødt». Consultado em 6 de setembro de 2015 
  23. Prinsipprogram - Rødt. 2019
  24. Som svar til de som lurer - Rødt ønsker ikke væpnet revolusjon Arquivado em 30 de junho de 2015, no Wayback Machine. - Rødt. 8. august 2011
  25. Rødts prinsipprogram, s. 16, avsn. 2, vedtatt på Rødts landsmøte 9. - 12. mai 2019.
  26. Rødts prinsipprogram, s. 17, avsn. 2.
  27. http://issuu.com/brage/docs/fornybar_framtid
  28. http://www.miljøpartietrødt.no/ Arquivado em 16 de maio de 2017, no Wayback Machine.
  29. Predefinição:Kilde www
  30. Rødts arbeidsprogram, Kapittel 4: Demokratiske rettigheter
  31. Predefinição:Kilde www
  32. Predefinição:Kilde avis
  33. Bjørnar Moxnes: Et sosialistisk folkestyre (em norueguês) Aftenposten, 27 August 2012
  34. Predefinição:Kilde avis
  35. Predefinição:Kilde www
  36. Sjøli, Hans Petter; Bratlie, Tom Henning (4 April 2009). «Vil ha et liberalt Rødt». Klassekampen (em Norwegian). p. 11  Verifique data em: |data= (ajuda)