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Raúl Morodo

Raúl Morodo Leoncio, (Ferrol, 1935), é um jurista, embaixador e político galego.

Estudou até ao bacharelato no Colégio Tirso de Molina em Ferrol, e em 1952 parte para Salamanca para estudar direito. Na capital salmantina licenciou-se em 1958, doutorando-se posteriormente.

Em 1968, em conjunto com Enrique Tierno Galván e outros funda em Madrid o Partido Socialista do Interior (PSI), do qual será o primeiro secretário geral. Pela sua atividade política durante o franquismo será detido e desterrado para aldeias da província de Albacete. Em 1974 o PSI muda o seu nome para Partido Socialista Popular (PSP). Em 1977 obtém um dos cinco lugares desta formação nas eleições para as Cortes Constituíntes, pelo círculo de Madrid. Em 1978 o seu partido funde-se com o PSOE, e abandona a política de primeira fila e também a secretaria geral do PSP. Com a vitória do PSOE, em 1983 é nomeado embaixador-representante permanente da Espanha na Unesco, posto que ocuparia durante dois anos.

Raúl Morodo foi reitor da Universidade Internacional Menéndez Pelayo de 1980 a 1983.

Nas eleições para o Parlamento Europeu de 1987 realizadas em Espanha é eleito na candidatura do Centro Democrático e Social encabeçada por Eduard Punset, e nas eleições europeias de 1989 revalida de novo o cargo, apesar do recuo da sua formação. De 1989 a 1992 foi vice-presidente da Internacional Liberal e Progressista. Em 1991 apresentou-se às eleições para presidente do CDS, numa candidatura conjunta com Rosa Posada como secretária geral, mas foram derrotados pelo duo Rafael Calvo Ortega (presidente) e Antoni Fernández Teixidó (secretário geral) por 445 votos contra 339.

Afastado de novo da política, reincorporou-se no ensino universitário, pois desde que se doutorara em Salamanca fora sucessivamente professor de direito político nas universidades de Oviedo, Alcalá de Henares, UNED e Complutense, nesta última desde 1976. Em 1995, no último governo de Felipe González, regresaa à vida diplomática, e é nomeado embaixador em Portugal, cargo que desempenharia até 1999, já no governo de José María Aznar, tendo sido seu objetivo "relançar o iberismo democrático de cooperação."[1] Em 2004 José Luis Rodríguez Zapatero nomeia-o embaixador na Venezuela e a partir de 2005 também lidera a legação na Guiana. Em 2007 é afastado dos dois cargos, e passa ao segundo plano da vida política.[2]

ObrasEditar

  • Siete semblanzas políticas: republicanos, falangistas, monárquicos, Barcelona: Planeta, 2010, 1ª, 265 pp.
  • Fernando Pessoa y otros precursores de las revoluciones nacionales europeas. Madrid: Biblioteca Nueva, 2005
  • La transición política; prólogo de Alfonso Guerra. Madrid: Ed. Tecnos, 1994; reed. Madrid: Tecnos, 2004
  • Atando cabos: Memorias de un conspirador moderado. Madrid: Taurus, 2001
  • Con Pablo Lucas Murillo de la Cueva El ordenamiento constitucional de los partidos políticos. México: Universidad Nacional Autónoma, 2001
  • Teatro de liberación: Alberti, García Lorca, Sartre, Ed. Girol (1989)
  • Tierno Galván y otros precursores políticos. Madrid: El País, 1987
  • Los orígenes ideológicos del franquismo: Acción Española. Madrid: Alianza Editorial, 1985, 2ª ed.
  • Por una sociedad democrática y progresista. Madrid: Turner, 1982
  • Vários autores: Los partidos políticos en España, Barcelona, Lábor, 1979.
  • Com Enrique Tierno Galván, Estudios de pensamiento político (1976).
  • Política y partidos en Chile: las elecciones de 1965. Taurus, 1970.
  • El federalismo y el federalismo europeo, Tecnos (1965)

Ligações externasEditar

 
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Referências

  1. goldenspain.com. «aúl Morodo recuerda sus años de Embajador en Lisboa». Consultado em 1 de fevereiro de 2018 
  2. expresso.pt. «"A política não pode ser uma maneira de subir na vida"». 7-1-2017. Consultado em 1 de fevereiro de 2018