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A religião no Japão é: 51,82% Shinto, 34,9% Budista, 4% Organizações Shinto e Outros, 2,3% de Cristianismo. 6,98% Sem respostas.

Muitos japoneses consideram-se tanto xintoístas quanto budistas, o que explica o fato de as duas religiões terem, somadas, aproximadamente 195 milhões de membros (dados de 1996), ou seja, mais do que a população total do Japão, de cerca de 127 milhões de pessoas.[1] Nos sentimentos religiosos da maioria dos japoneses, o Xintoísmo e o Budismo coexistem pacificamente. Para a maioria da população, filiação religiosa não significa frequência e adoração regulares. A maioria das pessoas visitam os santuários xintoístas (jinja) e templos budistas (otera) como parte dos eventos anuais e rituais de passagem dos indivíduos.

Entre os eventos anuais incluem-se os festivais dos santuários xintoístas e dos templos budistas, a primeira visita anual ao santuário ou templo - o hatsumodê. e a visita ao túmulo da família durante o Festival dos Mortos - Obon. Entre os rituais de passagens da vida de uma pessoa, incluem-se a primeira visita ao santuário pelo recém-nascido, o miyamairi, o Festival Shichi-go-san (7-5-3) - que consiste na visita ao santuário de meninos de 3 e 5 anos e de meninas de 3 e 7 anos de idade, a cerimônia xintoísta de casamento e, por fim, o funeral budista.

Índice

XintoísmoEditar

Xintoísmo (em japonês: 神道, transl. Shintō) é o nome dado à espiritualidade tradicional do Japão e dos japoneses, considerado também uma religião pelos estudiosos ocidentais. A palavra Shinto ("Caminho dos Deuses") foi adotada do chinês escrito (神道),[2] através da combinação de dois kanjis: "shin" (?), que significa "deuses" ou "espíritos" (originalmente da palavra chinesa shen); e "" (?), ou "do", que significa "estudo" ou "caminho filosófico" (originalmente da palavra chinesa tao). Os termos yamato-kotoba (大和言葉) e Kami no michi costumam ser usados de maneira semelhante, e apresentam significados similares.[2][3]

BudismoEditar

A história do budismo no Japão pode ser dividida em três períodos, que são o período Nara (até o ano de 784 d.C.), o período Heian (794–1185) e o período pós-Heian (de 1185 em diante). Cada período foi palco para a introdução de novas doutrinas e revoltas nas escolas existentes. Ver Sōhei (monges guerreiros).

Nos tempos modernos, as principais manifestações do budismo são: as escolas da Terra Pura, Nichiren, Shingon e Zen.

CristianismoEditar

O processo de cristianização no Japão teve início em 1549 quando o missionário jesuíta, Francisco Xavier chegou a Kagoshima acompanhado de um jovem samurai, Ansei Yajiro, que se converteu ao catolicismo e recebeu o nome cristão Paulo de Santa Fé, e de dois outros padres: o espanhol Cosme de Torres e o português João Fernandes. Acolhido pela família de Yajiro, o grupo deu início às primeiras conversões (primeira missão cristã no Japão), desagradando os monges budistas que expulsaram os missionários de Kagoshima.[4]

A missão cristã no Japão, empreendida pelos jesuítas portugueses, foi breve e instável. Expulsos de Kagoshima, os padres seguiram para o sul do Japão, onde formaram vários núcleos de convertidos. Em Kyoto não conseguiram permissão para falar com o imperador. Em março de 1551, instalados em Yamaguchi, obtiveram autorização do principal Daimiô para o trabalho de catequese. Em 1552, quando Francisco Xavier deixa o Japão para pregar o Evangelho na China, havia no país aproximadamente dois mil cristãos.[4]

Uma das denominações cristãs que mais cresce no Japão são as Testemunhas de Jeová, que no começo de 1949, havia menos de 10 Testemunhas. Nesse mesmo ano, a sede mundial da Torre de Vigia nos Estados Unidos enviou 13 casais missionários, e em apenas cinco anos depois — em 1952 —, já haviam aumentado para 103.

As novas religiõesEditar

Novas religiões como shinshukyô e shinkô-shukyô, surgiram e têm se expandido rapidamente no Japão, usando com habilidade os meios de comunicação de massa, técnicas de marketing e propaganda, estabelecendo suas próprias instituições educacionais, prometendo milagres e benefícios materiais e espirituais ainda nesta vida, e apresentando um proselitismo mais ativo. Os ensinamentos dessas novas religiões remetem a uma ampla gama de tradições antigas, incluindo aspectos do Xintoísmo, do Budismo, do Confucionismo(Jukyô), do Taoísmo(Dôkyô), superstições populares e do Xamanismo, algumas incorporam elementos religiosos e até mesmo científicos de diversas origens que não a japonesa (Budismo Tibetano, Christian Science, medicina psicossomática, psicanálise etc.). Os fundadores das novas religiões são às vezes venerados como deuses vivos (ikigami).

Ver tambémEditar

Referências

  1. «平成19年度 全国社寺教会等宗教団体・教師・信者数» (PDF). 文部科学省 宗教統計調査. 平成18年12月31日現在. Consultado em 1 de setembro de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. a b Sokyo, Ono (1962). Shinto: The Kami Way 1st ed. Rutland, VT: Charles E Tuttle Co. 2 páginas. ISBN 0-8048-1960-2. OCLC 40672426 
  3. Richard Pilgrim, Robert Ellwood (1985 pages). Japanese Religion 1st ed. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall Inc. ISBN 0-13-5092282-5 Verifique |isbn= (ajuda)  Texto "18-19 " ignorado (ajuda); Verifique data em: |ano= (ajuda)
  4. a b LACOUTURE, Jean. Jesuítas I - Los conquistadores. Editora Paidos, pp. 206-221. Barcelona. Ano 1991.

Ligação externaEditar