Abrir menu principal
Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados de Rio Negro, veja Rio Negro.
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde maio de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Rio Negro
Pôr do Sol no Rio Negro.jpg

Vista do pôr do sol no rio próximo de Manaus

Negroamazonrivermap.png

Bacia Amazônica com a localização do rio Negro

Localização
Continente
País
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
2 250 kmVisualizar e editar dados no Wikidata
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Área da bacia
720 114 km2Visualizar e editar dados no Wikidata
País(es) da
bacia hidrográfica
Nascente
Afluente
principal
Caudal médio
30 000 m3/sVisualizar e editar dados no Wikidata
Foz

O rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, na Amazônia, na América do Sul. É o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica. Conecta-se com o Orinoco através do canal do Cassiquiare. Na Colômbia, onde tem a sua nascente, é chamado de rio Guainia. Seus principais afluentes são o rio Branco e o rio Vaupés. Disputa ser o começo do rio Orinoco junto com o rio Guaviare. Drena a região leste dos Andes na Colômbia. Após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e, a partir dessa união, este último passa a chamar-se rio Amazonas.[1]

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o "verão amazônico". O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. Em Manaus, a máxima do rio Negro vem sendo registrado há mais de cem anos, e há um quadro no Porto de Manaus com todos os registros históricos, inclusive o da maior cheia de todos os tempos, ocorrida em 2012, alcançando, até 21 de maio (antes do início da vazante), a cota de 29,97 metros acima do nível do mar. Todos os rios da bacia Amazônica sofrem o mesmo fenômeno de subidas e baixas em seus níveis, comandados pelos dois maiores rios: o rio Negro e o rio Solimões (que, ao se encontrarem, abaixo da cidade de Manaus, formam o rio Amazonas).[2]

HistóriaEditar

Povos nativos e colonizaçãoEditar

O rio Negro era chamado pelos indígenas de rio Quiary, Guriguacurú ou Ueneyá.[3][4]

Descoberto em 1541, pelo espanhol Francisco de Orellana, o rio Negro foi utilizado pelos espanhóis como acesso de suas colônias ao oceano Atlântico. A partir do fim do século 16, expedições da Holanda e da Inglaterra chegaram ao Norte do Brasil e colonizaram territórios ribeirinhos. Ciente das atividades dos dois países na região, a Coroa Portuguesa enviou tropas à Amazônia e expulsou os outros colonizadores, em meados do século seguinte.

Posse portuguesa e capitaniaEditar

Após tomar posse das terras, os lusitanos realizaram campanhas para o reconhecimento da área. Durante as viagens, os navegantes enfrentaram a resistência de tribos indígenas, que defendiam o território com afinco.

No século 18, com a presença dos jesuítas, que catequizaram os índios e ampliaram a agricultura no local, a dominação da região por Portugal foi facilitada. Em 1755, o controle foi consolidado com a criação da Capitania de São José do Rio Negro.[5]

GeografiaEditar

 
O rio Negro visto de Manaus

O rio Negro nasce na Colômbia e entra no Brasil pela localidade de Cucuí, um distrito de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

O rio Negro é navegável por 720 quilômetros acima de sua foz e pode chegar a ter um mínimo de 1 metro de profundidade em tempo de seca, com muitos bancos de areia e outras dificuldades menores. Na estação das chuvas, transborda, inundando as regiões ribeirinhas em distâncias que vão de 32 km até 640 km.

AfluentesEditar

Os principais afluentes pela margem esquerda são:

Os principais afluentes pela margem direita são:

Encontro das ÁguasEditar

 
Imagem de satélite da cidade de Manaus mostrando o encontro das águas escuras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões.
 Ver artigo principal: Encontro das Águas

O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus.

Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C.[6]

Importância econômicaEditar

Com a independência do Brasil, em 1822, o curso d’água manteve sua importância. Além de delimitar o território nacional, o rio foi fundamental para a criação de uma identidade nacional entre as populações indígenas que vivem nos seus arredores.

Nas décadas seguintes, foi implantada a navegação a vapor, otimizando o transporte dos produtos extraídos na floresta.

O rio Negro mantém papel crucial na infraestrutura e no desenvolvimento da Região Norte. O curso d’água também é utilizado para o transporte de passageiros e é destino turístico, principalmente para os praticantes da pesca esportiva.

Ponte Jornalista Phelippe DaouEditar

 Ver artigo principal: Ponte Jornalista Phelippe Daou

Inaugurada em 24 de outubro de 2011, é a única ponte que atravessa o trecho brasileiro do rio Negro, sendo considerada como a maior ponte fluvial e estaiada do Brasil, com 3,6 quilômetros de extensão (3.595 metros). Liga a Manaus ao município de Iranduba e tem significativa importância econômica e social para os municípios da Região Metropolitana de Manaus.[7]

Rio Negro e sociedadeEditar

 
Vista aérea do rio junto com a imensidão da Floresta Amazônica.

O rio Negro é muito admirado pelas suas paisagens, principalmente pelo seu pôr do sol. Também influenciou o nome de muitas organizações, agremiações e prédios comerciais na cidade.

Palácio Rio Negro

Foi a residência do governador do estado do Amazonas de 1917 a 1997, quando tornou-se um centro cultural.

Atlético Rio Negro Clube

É um dos mais tradicionais clubes da Região Norte do Brasil, considerado um gigante do futebol manauara ao lado do Nacional. Além do nome, as cores oficiais do rio Negro também são em homenagem ao rio.

TV Rio Negro

Canal aberto de televisão, filiada à rede Bandeirantes, é o segundo canal mais visto no Amazonas.

Referências

  1. «Cheia do rio Negro deve atingir mais de 29 metros». www.brasil.gov.br. Governo do Brasil. 17 de março de 2015. Consultado em 11 de maio de 2019  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  2. «CATEGORIA DOCUMENTOS - Rio Negro, Amazônia». www.ecobrasil.eco.br. Consultado em 11 de maio de 2019 
  3. Macedo, L. (1906). Amazonia: repositorio alphabetico de termos, descripções de localidades, homens notaveis, animaes. Typ. Adolpho Mendonça, [1].
  4. Cardoso, A.L. (1961). Toponímia brasílica. Editora Biblioteca de Exército, [2].
  5. http://brasilimperdivel.tur.br/historia-navegacao-rio-negro/
  6. «Encontro das Águas:Uma das mais espetaculares atrações turísticas da Cidade de Manaus». Municipality of Manaus. 21 de setembro de 2007. Consultado em 23 de agosto de 2008. Arquivado do original em 28 de setembro de 2008 
  7. http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2011/10/ponte-rio-negro-e-um-marco-na-integracao-da-regiao-metropolitana.html