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Ruy Barbosa (Bahia)

município brasileiro da Bahia
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Ruy Barbosa[nota 1] é um município brasileiro do estado da Bahia, dentro da região da Chapada Diamantina. Localiza-se na Microrregião de Itaberaba e na Mesorregião do Centro-Norte Baiano, a uma altitude de 368 metros. A cidade está aos pés da linda Serra do Orobó (950 m), já utilizada como rampa de asa delta e para a prática do ecoturismo. A cidade da carne do sol possui mais de 30 mil habitantes. Sua economia está ligada ao polo industrial de calçados existente no município e à agropecuária, com destaque ao gado de corte. Possui uma área de 2137,27 km²[6].

Município de Ruy Barbosa
"Orobó"
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 28 de agosto
Fundação 1884 (134–135 anos)
Emancipação 25 de junho de 1914 (105 anos) (criação da vila)

28 de agosto de 1922 (97 anos) (criação da cidade)

Gentílico rui-barbosense
Prefeito(a) Cláudio Serrada (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Ruy Barbosa
Localização de Ruy Barbosa na Bahia
Ruy Barbosa está localizado em: Brasil
Ruy Barbosa
Localização de Ruy Barbosa no Brasil
12° 17' 02" S 40° 29' 38" O12° 17' 02" S 40° 29' 38" O
Unidade federativa Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Itaberaba IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Itaberaba, Boa Vista do Tupim, Utinga, Lajedinho, Mundo Novo, Macajuba, Wagner, Ipirá.
Distância até a capital 321 km
Características geográficas
Área 2 023,925 km² [2]
Distritos Ruy Barbosa (sede), Morro das Flores e Tapiraípe
População 30 767 hab. IBGE/2018[3]
Densidade 15,2 hab./km²
Altitude 368 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,61 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 314 916 mil IBGE/2016[5]
PIB per capita R$ 9 861,77 IBGE/2016[5]
Página oficial
Prefeitura ruybarbosa.ba.gov.br

História do municípioEditar

PrimórdiosEditar

 Os habitantes originais do território onde está situado o atual município de Ruy Barbosa foram os índios Maracás que, no século XVII, desciam a Serra do Orobó para atacar os estabelecimentos portugueses no Recôncavo Baiano.

As primeiras penetrações do território do atual município de Ruy Barbosa decorreram das entradas de bandeirantes paulistas, chefiados por Brás Rodrigues de Arzão, que, chegando a Salvador em agosto de 1671, logo se transferiram para Cachoeira, onde fixaram a base de operações contra os índios que atacavam os estabelecimentos portugueses no Recôncavo. Derrotados e subjugados, os indígenas se dispersaram pelas matas do sul da capitania.

Mais tarde, livres das invasões dos índios, essas terras se integraram nos vastos domínios, cento e sessenta léguas, do mestre de campo Antônio Guedes de Brito, que foi um dos primeiros a iniciar a criação de gado e a estabelecer currais a partir das margens baianas do rio São Francisco.

O desenvolvimento da pecuária nas regiões do Sertão da Bahia foi estimulado pela Carta Régia de 1701, que só permitia a criação de gado para além de uma faixa de dez léguas da costa, com isso, foram procuradas as terras do mestre de campo, que aforava "Sítios" de uma légua de extensão, a dez mil réis por ano.

Pelo alvará de 7 de agosto de 1768, o Conde de Avintes e 2º Marquês de Lavradios, D. Luís de Almeida Portugal, resolvendo litígio entre o conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra, dona Maria da Encarnação Correia, contra a viúva de Guedes Brito, foi-lhes passada a carta de arrematação, sendo doadas e concedidas sesmarias, em nome de el-rei, doze sítios dessas terras, citadas na jurisdição da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira e compreensão entre os rios Capivari e das Piranhas e as serras do Orobó e do Tupim.

O conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra tomaram posse das referidas terras em 19 de junho de 1769, seguindo auto lavrado pelo tabelião Antônio Nunes Bandeira. Gaspar de Araújo Pinto, segundo escritura pública lavrada em outubro de 1772em Salvador, adquiriu os ditos sítios por cem mil réis.

Com a morte deste, que teve o inventário julgado em 1778, na vila de Cachoeira, pelo juiz José Antônio Álvares de Araújo, as terras foram entregues á sua viúva, dona Inês Maria de Oliveira e seus cinco filhos, sendo que na divisão, foi adjudicar à viúva, entre outros a Fazenda "Brejo Grande da Serra do Orobó".

Ao capitão Inácio de Araújo Pinto coube por testamento de dona Inês Maria de Oliveira a sucessão das terras da Fazenda Orobó Grande, onde iniciou com seus irmãos, juntamente com o senhor Estevão de Azevedo, a construção de uma capela, a qual deu por pronta o senhor Felix Alves de Andrade, muito devoto de Santo Antônio, este cidadão. Esta capela ainda existia até pouco tempo no centro da Praça Castro, tendo sido demolido pela situação de ruína em que se encontrava.

Esta Propriedade foi vendida a Antônio Francisco Pamponet, que passou a sisa em Camisão, em 25 de agosto de 1858, e por morte deste e de sua esposa, os filhos a dividiram, vendendo a diversos compradores.

De um ponto de pouso de viajantes que demandavam as lavras Diamantinas, surgiu a fazenda "Orobó Grande", uma rancheira, e em torno dela, uma pequena povoação que conservou esse mesmo topônimo.

Já em 1884, essa povoação foi elevada à freguesia, com denominação de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande, criado o distrito de paz de Orobó Grande, pela lei provincial 2.476, de 26 de agosto do mesmo ano e canonizada em novembro pelo arcebispo D. Luiz Antônio dos Santos, data de 9 de dezembro de 1884. O desmembramento dessa freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Orobó é de 11 de janeiro do ano seguinte à posse de seu primeiro vigário, o padre Ventura Esteves.

Não foi rápido o seu crescimento, pois só em 25 de junho de 1914, pela Lei Estadual 1022-a, que foi criada a Vila de Orobó, desmembrada de Itaberaba. Deu-se a instalação oficial em 6 de outubro, constituído o município de único distrito.

Séculos XX e XXIEditar

Em 28 de agosto de 1922, por força da Lei Estadual 1.601, a Vila de Orobó foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Ruy Barbosa, em homenagem ao famoso jurista Ruy Barbosa.

Pelo decreto 7.909, de 31 de dezembro de 1931, foram criados os distritos de Lajedinho e Morro das Flores. Nas divisões administrativas conseguintes, o município é formado pelos distritos de Ruy Barbosa (sede), Lagedinho, Morro das Flores e Paraíso. Em 1 de junho de 1944, o distrito de Paraíso passou a se chamar Tapiraípe.

Em 1962, o distrito de Lagedinho foi emancipado e tornou-se município.

Atualmente o município de Ruy Barbosa compõe-se dos distritos Sede, Santa Clara e Tapiraípe (Paraíso), povoados de Riacho Dantas, Zuca, Morro das Flores, Caldeirão do Morro, Humaitá e Nova Conquista (Colobró).

No século XX, a cidade era servida por ferrovia que se interligava a São Paulo, via Monte Azul e Belo Horizonte, a Salvador via Iaçu e Cachoeira e a Juazeiro. Trens de passageiros e de carga circularam de 1951, quando foi inaugurada a estação ferroviária de Morro das Flores, até 1978, quando foi extinto o “Trem da Gota”, o último trem de passageiro. O ramal Iaçu/Senhor do Bonfim foi extinto oficialmente em 1994.[7][8]

Notas

  1. Sua denominação é uma homenagem ao político e jurista Ruy Barbosa.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «estimativa_ibge_2018.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 13 de junho de 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 23 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 13 de junho de 2019 
  6. «Sobre Ruy Barbosa». CityBrazil. Consultado em 6 de junho de 2012 
  7. «História de Ruy Barbosa (BA)». Prefeitura Municipal de Ruy Barbosa. Consultado em 1 de outubro de 2019 
  8. «Surgimento do município de Ruy Barbosa». História em movimento na Chapada Diamantina. 17 de abril de 2013. Consultado em 2 de outubro de 2019 
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