Wagner (Bahia)

Wagner é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 12º17'13" sul e a uma longitude 41º10'06" oeste distando 390 km da capital Salvador a uma altitude de 460 metros na Chapada Diamantina. Sua população estimada em 2013 era de 9 504 habitantes. Possui uma área de 417,595 km² e é circunvizinhada pelos municípios: Ruy Barbosa, Lajedinho, Lençóis, Utinga e Bonito. O acesso principal se dá pela BR-242, seguindo depois ao norte pela a BA-142.

Wagner
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico wagnense ou wagneriano
Localização
Localização de Wagner na Bahia
Localização de Wagner na Bahia
Mapa de Wagner
Coordenadas 12° 17' 13" S 41° 10' 04" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Bonito, Utinga, Ruy Barbosa, Lajedinho e Lençóis.
Distância até a capital 390 km
História
Fundação 1906
Aniversário 12 de agosto
Administração
Prefeito(a) Elter Silva Bastos (PSL, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 415,819 km²
População total (IBGE/2013[2]) 9 504 hab.
Densidade 22,9 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 460 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,587 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 36 267,379 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 4 107,29
Sítio http://www.wagner.ba.gov.br/ (Prefeitura)

HistóriaEditar

O município de Wagner surgiu às margens do rio Utinga devido à criação de um colégio - O Instituto Ponte Nova (I.P.N.), em 1906 por missionários presbiterianos oriundos dos Estados Unidos que formaram a Missão Central do Brasil, destacando-se o médico norte americano Walter Welcome Wood. Antes de se chamar Wagner, a localidade teve outras denominações - Ponte Nova e Itacira.

Já existia, contudo, um grande povoado às margens do Rio de Cachoeirinha, de nome Cachoeirinha, em cujas imediações foi fundado o Instituto Ponte Nova, após a compra de terrenos por missionários americanos presbiterianos.[5] Decorre daí a importância histórica desse colégio, que provocou a vinda para aquela região de famílias inteiras em busca de escolaridade.

O nome "Wagner", dado ao município, deve-se a um alemão protestante mineralogista e comerciante chamado Franz Wagner, que em 1890, durante uma grande seca, prestara auxílio à população local.[6][7]

Em 1915, foi promulgada a Lei Estadual nº 1.116, de 21 de agosto daquele ano, que criava a Vila e Município de Wagner, desmembrado do município de Morro do Chapéu.

O Instituto Ponte Nova foi referência de educação por muitos anos no interior baiano até princípios da década de 1970, quando a missão americana se retirou do local.[5] Assim, Wagner teve entre seus moradores mais ilustres, professores do mais alto nível, destacando-se Dalila Costa, Adalgisa Martins de Oliveira, Belamy Macedo de Almeida, Raymundo Passos dos Santos e Alexandrina Passos Santos (professora do Uniceub).[carece de fontes?]

PrefeitosEditar

 
Arquitetura: Distrito de Cachoeirinha.
 
Centro Histórico: Distrito de Cachoeirinha.
 
Escudo do Colégio Instituto Ponte Nova, da sede municipal.
José Benício de Matos 1963-1966
Jonas Dias de Araújo 1967-1970
José Benício de Matos
Raymundo Passos dos Santos 1973-1976 Eleito pelo povo
José Benício de Matos Eleito pelo povo
Jairo Hayne Bastos
Evangivaldo Evangelista Matos 1983-1988 Eleito pelo povo
Elicivaldo Nobre da Silva 1989-1992 Eleito pelo povo
Lucas Graham de Araújo 1993-1996 Eleito pelo povo
Iris Alencar Fernandes da Silva 1997-2000 Eleita pelo povo
Evangivaldo Evangelista Matos 2001-2004 Eleito pelo povo
Elter Silva Bastos 2005-2008 Eleito pelo povo
Elter Silva Bastos 2009-2012 Eleito pelo povo
Natã Garcia Hora 2013-2016 Eleito pelo povo
Elter Silva Bastos 2017-2020 Eleito pelo povo

EconomiaEditar

A economia do município desenvolve-se, boa parte, em torno da agropecuária, sobretudo a de pequenos produtores. Desenvolve-se a agropecuária de subsistência que se dá nas vazantes dos rios Utinga dentre outros ou de seus afluentes, uma vez que cerca de quarenta por cento da população é da zona rural. Compete, entretanto, ao setor de serviços a maior parcela do produto interno bruto (PIB). O salário médio mensal (em 2015) era de 1,5 salários mínimos considerando os trabalhadores formais que era apenas 5% da população.[8] A agricultura familiar é a principal fonte da economia no município que tem como principais produtos: café ( 28,47% - 7888ha), mandioca( 16,59%-2.692ha), cana de açucar( 12,95%-692 há) , banana ( 28,05%-3.659 ha), tomate ( 9,65% - 863 há) , feijão ( 9,65%-2.812ha) e milho( 0,67%-1940).

HidrologiaEditar

O município é banhado pelos rios: Utinga, que o corta no sentido norte-sul; Cachoeirinha[9], que é afluente do rio Utinga pela margem direita, cuja foz se encontra nas proximidade da Sede municipal; e Bonito, também afluente do rio Utinga, localizado a oeste e que serve de limite entre Wagner e Lençóis, sendo sua foz no estremo sul do município; e, também mais ao sul, o rio Arrecifes.[10] A pluviosidade média anual é 700mm, com longos períodos de estiagem. O município está inserido no denominado Polígono das Secas.[10]

ClimaEditar

Gráfico climático para Wagner-Ba
JFMAMJJASOND
 
 
111
 
30
19
 
 
109
 
30
19
 
 
138
 
30
20
 
 
111
 
29
19
 
 
57
 
28
18
 
 
26
 
27
17
 
 
46
 
27
16
 
 
30
 
28
16
 
 
29
 
29
17
 
 
52
 
30
18
 
 
151
 
30
19
 
 
155
 
30
19
Temperaturas em °CPrecipitações em mm

Fonte: [1]

CulturaEditar

Quanto às festas populares , temos o São João, onde as quadrilhas e pau-de-fita são a sensação. Temos a Semana Santa, quando no Domingo de Páscoa festas populares com quebra-pote e pau-de-sebo. A Festa de Vaqueiros no mês de Maio. É comum um domingo de corrida de argolinha reunindo os vaqueiros e bons cavalos de toda a região. Faz também parte da cultura a folia de ternos de reis[11].

Temos ainda o tradicional desfile do Dia da Independência, a cada 7 de setembro, das diversas escolas do município.

FolcloreEditar

As lendas mais conhecidas em Wagner e passadas de pai para filho como a mais pura verdade são:

O curupira, o Lobisomem, o Pé-de-Garrafa, a Dona-do-Mato ou Caipora e a lenda do Corisco.

Ver tambémEditar

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Wagner». Consultado em 10 de dezembro de 2013 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 14 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. a b NASCIMENTO, E F V-B Carvalho do. Norte-americanos na Bahia: o projeto civilizador dos missionários presbiterianos. Revista da FACED, Salvador, n. 11, p. 101-113, jan./jun. 2007.
  6. ALMEIDA, Belamy Macedo de. Ponte-Nova: Construindo o futuro olhando no retrovisor. Wagner, 2006.
  7. Antônio L. Negro, Evergton S. Souza, Lígia Bellini:. Tecendo histórias; espaço, política e identidade. SciELO - EDUFBA, 2009.
  8. «IBGE Cidade de Wagner - Bahia». cidades.ibge.gov.br/www.citybrazil.com.br. Consultado em 22 de julho de 2017 
  9. A.D.C. Pereira et.al. "POTENCIAL HIDROGEOLÓGICO DA BACIA DO RIO UTINGA-BA"
  10. a b CPRM – Serviço Geológico do Brasil Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Utinga Estado da Bahia / Organizado [por] Ângelo Trevia Vieira, et.al. Salvador:CPRM/PRODEEM, 2005. 14p + anexos “Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea”
  11. «Reisado: Cultura na Chapada Diamantina». Consultado em 19 de fev de 2019 
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