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Sisymbrium erysimoides


Como ler uma infocaixa de taxonomiaSisymbrium erysimoides
Sisymbrium erysimoides em flor.
Sisymbrium erysimoides em flor.
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Capparales
Família: Brassicaceae
Género: Sisymbrium
Espécie: S. erysimoides
Nome binomial
Sisymbrium erysimoides
Desf.
Sinónimos
Sisymbrium erysimoides (folhas juvenis).
Sisymbrium erysimoides (hábito).

Sisymbrium erysimoides é uma espécie de planta com flor pertencente à família Brassicaceae,[1] com distribuição natural no Norte de África (até ao Sinai e partes de Israel), Península Ibérica e parte da Macaronésia (Açores e Madeira), sendo frequente como planta ruderal. As folhas juvenis são utilizada como salada[2] e a espécie é utilizada como planta medicinal na medicina tradicional de algumas regiões da Península Ibérica.

DescriçãoEditar

A espécie S. erysimoides é um terófito nativa da margem sul do Mediterrâneo (onde se distribui desde Marrocos ao Sinai e a Israel) e do sudoeste europeu. Na região da Macaronésia é nativa do Arquipélago da Madeira e possivelmente introduzida no Arquipélago dos Açores. A espécie encontra-se naturalizada em diversas regiões temperadas e subtropicais.

S. erysimoides é uma planta anual, glabra ou ligeira e curtamente pubescente, neste último caso com tricomas simples. Os caules são erectos, com 10-60 cm de altura, em geral simples ou pouco ramificados.[3]

As folhas são maioritariamente glabras. As folhas inferiores são pecioladas, pinatifendidas, com os lóbulos terminais geralmente ovados e todos os lóbulos subinteiros a irregularmente dentados. As folhas superiores são pequenas, com poucos lóbulos.[3]

Flores com pedicelos com 1-2,5 mm de comprimento, pubescentes. As sépalas com 2-3 mm de comprido, verde-pálidas. As pétalas com 2-3 mm de comprido, amarelo pálido. Estiletes com 0,7-1 mm de comprido.[3]

Os frutos são siliquas lineares e rectas, com 18-35x1 mm, patentes a erecto-patentes, em pedicelos de 2-6 mm de comprido, patentes e largos. As sementes com 0,8-1 mm de diâmetro, de coloração amarelo-acastanhada na maturação.[3]

O habitat mais comum são os terrenos abertos e expostos. Ocorre frequentemente como planta ruderal em bermas de caminhos e terrenos disturbados, sendo comum como planta infestante em terrenos arados.

A autoridade científica da espécie é René Desfontaines (Desf.), que publicou a descrição científica da espécie na sua obra Flora Atlantica (2: 84.) em 1798.

A espécie não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da União Europeia.

EtnobotânicaEditar

As folhas juvenis podem ser utilizadas na confecção de saladas,[2][4] com sabor e consistência semelhantes à rúcula.

Na medicina tradicional de algumas das regiões onde tem distribuição natural, a espécie é utilizada como planta medicinal no tratamento de afecções respiratórias.[5]

Entre as moléculas com potencial interesse terapêutico presentes na espécies incluem-se os anti-oxidantes apigenina (apigenina-7-O-galctosido, apigenina-7-O-β-rhamnosidi, apigenina-7-O-glucuronido, apigenina-7-O-rhamnosyl galactoronido), kaempferol (kamepferol-3-xilosido-7-galactosido) e quercetina (quercetina-6,4′-dimethoxy-3-fructo-rhamnoside e quercetina-4′-methoxy-3-fructo-rhamnosido).[6] The whole plant extract was reported to have anti-inflammatory and analgesic activities.[7]

Notas

  1. Entwisle, T.J. (1996). Brassicaceae. In: Walsh, N.G.; Entwisle, T.J. (eds), Flora of Victoria Vol. 3, Dicotyledons Winteraceae to Myrtaceae. Inkata Press, Melbourne.
  2. a b Edible Leaves and Fruits.
  3. a b c d Projecto Biopolis : Sisymbrium erysimoides Desf..
  4. Imagens da espécie.
  5. Ethnobotanical uses of medicinal plants for respiratory disorders among the inhabitants of Gallies - Abbottabad, Northern Pakistan. J Ethnopharmacol. 2014 Oct 28;156:47-60. (doi: 10.1016/j.jep.2014.08.005).
  6. Al-Jaber, Nabilah A.; Awaad, Amani S.; Moses, John E. (2011). «Review on some antioxidant plants growing in Arab world». Journal of Saudi Chemical Society. 15: 293–307. doi:10.1016/j.jscs.2011.07.004 
  7. Al-Jaber, Nabilah A.; Awaad, Amani S.; Moses, John E. (2011). «Review on some antioxidant plants growing in Arab world». Journal of Saudi Chemical Society. 15: 293–307. doi:10.1016/j.jscs.2011.07.004 

ReferênciasEditar

Ligações externasEditar